Novos materiais ecológicos
para recompor a Floresta Amazônica são
tema de palestra na próxima semana na UFSCar
quinta-feira, 26/08/10 - 18h40
O assunto será abordado por pesquisadores
do INPA, que também visitam instalações
da Universidade
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
recebe, na próxima quarta-feira (1/9), pesquisadores
do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
(INPA) para tratar de novos materiais compósitos
ecológicos, obtidos a partir de plásticos
com fibras e farinhas de madeira de espécies
amazônicas que possam ser utilizadas para recompor
a Floresta Amazônica. O assunto será
abordado por Antônio Donato Nobre e Antenor
Pereira Barbosa, pesquisadores do INPA, durante a
Semana de Engenharia de Materiais da Universidade.
A palestra é aberta a toda a comunidade e não
é necessário efetuar inscrição.
Os pesquisadores também visitarão as
instalações da UFSCar para tratar de
assuntos relacionados ao Grupo de Compósitos
do Projeto Fênix Amazônico. Coordenado
pela professora Alessandra Lucas, do Departamento
de Engenharia de Materiais (DEMa), o grupo tem parceria
com o Centro de Caracterização e Desenvolvimento
de Materiais da UFSCar, o CCDM, e é formado
inclusive por pesquisadores do INPA. A palestra com
os pesquisadores do INPA será realizada em
conjunto com a professora Alessandra Lucas e tratará
do tema "Tecnologia de Compósitos e Nanocompósitos
Celulósicos aplicada à Recuperação
e Preservação da Floresta Amazônica:
o Grupo de Compósitos do Projeto Fênix
Amazônico".
A intenção do evento é despertar
os futuros Engenheiros de Materiais para o desenvolvimento
de novos materiais ecologicamente corretos, que contribuam
para o desenvolvimento sustentável da Floresta
Amazônica. No evento, os pesquisadores irão
abordar as atividades do grupo, demonstrando a potencialidade
do uso de farinhas de madeira de espécies colonizadoras,
lenhosas e fibrosas comuns da região Amazônica.
As espécies colonizadoras, tais como balsa,
caroba e marupá são candidatas à
utilização na recuperação
de áreas degradadas da Floresta Amazônica
por meio da Agrosilvicultura de Ciclo Curto, pois
fornecem sombra e proteção para que
as espécies nobres possam ser plantadas.
De acordo com Alessandra Lucas, a intenção
da visita dos pesquisadores do INPA é promover
uma integração do Grupo de Compósitos
Poliméricos do Projeto Fênix Amazônico
com os pesquisadores do DEMa da UFSCar, o INPA, a
Embrapa Instrumentação Agropecuária
e as universidades federais de Minas Gerais (UFMG)
e da Bahia (UFBA). Essa integração,
na forma de cooperação ou parcerias,
colabora para o delineamento e planejamento da exploração
sustentável da biodiversidade da floresta no
que se refere a fibras vegetais naturais. "Como
resultado, espera-se a obtenção de metodologias
de utilização das fibras, dos compósitos
e nanocompósitos obtidos e a alimentação
de um banco de dados de fibras vegetais naturais de
espécies da Floresta Amazônica, devidamente
inventariadas e georeferenciadas pelo INPA",
ressalta a professora, que destaca também que
a médio e longo prazo será possível
a indicação das espécies com
maior potencial de uso em compósitos e nanocompósitos
com termoplásticos, a continuidade da formação
de uma "Biblioteca" de espécies vegetais
amazônicas caracterizadas, bem como a transferência
das tecnologias desenvolvidas à população
local.
A palestra na UFSCar, gratuita, acontece às
14 horas, no Anfiteatro Bento Prado Júnior,
localizado na área Norte do campus São
Carlos.