Cine na Memória apresenta
clássicos do cinema mudo brasileiro
quarta-feira, 10/02/10 – 10h24
Na segunda edição do Projeto Cine Na
Memória, o Museu da Imagem do Som (MIS), da
Secretaria de Estado de Cultura, apresenta a exibição
da coletânea Aspectos do Brasil, com clássicos
do cinema mudo brasileiro, que foram restaurados e
mostram um panorama do Brasil do início do
século XX, em uma sessão imperdível
para quem gosta de História. A sessão
deste mês de fevereiro acontece nesta quinta-feira,
11 de fevereiro, no mini-auditório do Museu
de Arte Sacra. A sessão começará
ás 19 horas e a entrada é franca. O
projeto, nesta edição, tem o apoio da
Cinemateca Brasileira e FUMBEL.
Imagens de um Brasil conhecido por poucos
A sessão desta quinta-feira (11/02) será
enriquecida pela exibição da coletânea
“Aspectos do Brasil”. Num belíssimo
projeto de restauro pelo Governo Brasileiro através
da Caixa Econômica Federal, Sociedade Amigos
da Cinemateca e Cinemateca Brasileira, surgiu “Resgate
do Cinema Brasileiro”. Uma caixa com quatro
DVDs contendo “pérolas” do cinema
mudo brasileiro, restaurados e reunidos em temas distintos.
Nesta quinta, será exibido o programa “Aspectos
do Brasil”, com duração de 118
minutos:
- Veneza Americana (1925) - Pernambuco-Film
Deste original em nitrato, proveniente do acervo
da Fundação Joaquim Nabuco (PE) e enviada
para a Cinemateca para trabalhos de preservação,
vemos um Pernambuco que cresce. Chama atenção
neste longa-metragem, que nasceu de outros dois originariamente
feitos sobre encomenda pelo Governador da época
Sr. Sérgio Loreto (1922-1926), o apuro na realização,
com impecável qualidade técnica na fotografia
e nos firmes movimentos de câmera, belos efeitos
de cor obtidos por meio de tingimentos e viragens.
Tempo: 68 minutos;
- Brasil Pitoresco, 1925, Indústria
Cinematográfica Filmes Paulistas
Original em nitrato, virada e tingida, neste fragmento
depositado no acervo da Cinemateca pelo Museu Histórico,
Folclórico e Pedagógico Cornélio
Pires – Tietê (SP), conheceremos Cornélio
Pires, que além de divulgador e estimulador
do movimento regionalista, dirigiu o filme. A restauração
das cores originais devolve às imagens e a
figura de Cornélio um sabor especial. Tempo:
25 minutos.
- Aqui e Acolá em Terra Mineira,
1923, Bonfioli Films, com tempo de 6 minutos;
Este fragmento trata de um álbum cinematográfico
de diferentes localidades mineiras, sem qualquer relação
entre si. Imagens de Minas Gerais que poucos tiveram
a oportunidade e que valem a pena conhecer. Cópia
depositada pela Universidade Federal de Minas Gerais,
em 1982. Tempo: 6 minutos.
- Inauguração de Usina –
Presidente Antonio Carlos (título atribuído),
1926/1930, Bonfioli Films, com tempo de 6 minutos;
Do mesmo diretor de “Aqui e Acolá...”
(Igino Bonfioli), este fragmento é parte do
considerável quantidade de materiais depositados
pela UFMG na Cinemateca, constituído de negativos
não montados, em geral assuntos para serem
incluídos em cinejornais. Este, é relativo
a inauguração de Usina Hidrelétrica
pelo então presidente do estado de Minas Gerais
Antonio Carlos Ribeiro de Andrada. Tempo: 6 minutos.
- Jornal Carioca (título atribuído),
1930/1935, Companhia produtora não identificada
Ignora-se a pessoa que selecionou e reuniu numa
única bobina de negativo as mais belas imagens
conhecidas da então Capital Federal no início
dos anos 30. Com trechos de ruas centrais, monumentos
importantes, dos arcos da Lapa, da Glória e
finalizando com imagens impressionantes da ressaca
na avenida Beira-mar que antecedem o encerramento
que é dedicado ao Carnaval, com cenas de corso,
blocos e carros alegóricos. Tempo: 13 minutos.
Pequeno Histórico do cinema nacional
A primeira exibição de cinema no Brasil
aconteceu em julho de 1896, no Rio de Janeiro, poucos
meses após o invento dos Irmãos Lumière.
Um ano depois já existia no Rio uma sala fixa
de cinema, o "Salão de Novidades Paris",
de Paschoal Segreto. Os primeiros filmes brasileiros
foram rodados entre 1897-1898. Uma "Vista da
baia da Guanabara" teria sido filmado pelo cinegrafista
italiano Alfonso Segreto em 19 de junho de 1898, ao
chegar da Europa a bordo do navio Brèsil -
mas este filme, se realmente existiu, nunca chegou
a ser exibido. Ainda assim, 19 de junho é considerado
o Dia do Cinema Brasileiro. A Estruturação
do mercado exibidor acontece entre 1907 e 1910, quando
o fornecimento de energia elétrica no Rio e
São Paulo passa a ser mais confiável
(inauguração da usina de Ribeirão
das Lajes) e em 1912 inaugura em Belém o Cine
Olympia, primeiro do Norte. Em 1908 já havia
20 salas de cinema no Rio, boa parte delas com suas
próprias equipes de filmagem. Exibiam filmes
de ficção das companhias Pathé
e Gaumont (França), Nordisk (Dinamarca), Cines
(Itália), Bioskop (Alemanha), Edison, Vitagraph
e Biograph (EUA), complementados por "naturais"
(documentários) realizados na cidade poucos
dias antes (como "A chegada do Dr Campos Sales
de Buenos Aires", "A parada de 15 de novembro"
ou "Fluminense x Botafogo").
Sobre o Projeto Resgato do Cinema Silencioso
Brasileiro
http://www.cinemateca.gov.br/local/File/Resgate_texto.htm
SERVIÇO
Projeto Cine na Memória. Dia 11 de fevereiro
de 2011, às 19h, A sessão começará
ás 19 horas e a entrada é franca. No
Mini-auditório do Museu de Arte Sacra (Rua
Padre Champagnat, s/n, Cidade Velha). Realização:
Governo do Estado do Pará, Secretaria de Estado
de Cultura, por meio do Sistema Integrado de Museus
e Memoriais e Museu da Imagem e do Som.
Museu da Imagem e do Som Pará
Rua Padre Champagnat, s/n - Cidade Velha
CEP 66020-310 - Belém - Pará - Fone/Fax:
91-4009-8817
mis.para@gmail.com