"Pelada" pela Semana do
Meio Ambiente
segunda-feira, 31/05/10 - 17h20
O Greenpeace alerta para as ameaças ao Código
Florestal de uma forma divertida e convida as pessoas
a votarem pela proteção das florestas
Uma “pelada” entre o Bancada da Motosserra
Futebol Clube e o Florestas Futebol Clube, vai animar
quem já está no ritmo da copa, mas não
esquece a importância das florestas. Na Semana
do Meio Ambiente em Recife, Brasília e no Rio
de Janeiro, os voluntários do Greenpeace vão
convidar as pessoas a bater bola em um jogo divertido,
onde o time das florestas tem que ganhar, é
claro.
Enquanto isso, em São Paulo, Brasília,
Porto Alegre e Belo Horizonte será realizada
a exposição “Floresta Ameaçada”,
que mostra como a bancada ruralista está ameaçando
o Código Florestal - conjunto de Leis que protege
as nossas florestas. Nos locais de exposição,
os visitantes serão convidados a votarem sim
pela proteção das florestas e dar um
cartão vermelho para a bancada ruralista.
O Brasil abriga a maior floresta tropical do planeta
e uma biodiversidade invejável em seu território.
Além do papel fundamental que têm sobre
o clima, são elas que mantêm os rios
vivos, o ar puro e os solos ricos. É a Amazônia,
por exemplo, que alimenta o regime de chuvas da América
Latina.
Chuvas torrenciais, secas, deslizamentos e mortes.
Tudo isso tem a ver com o desequilíbrio ambiental
que estamos legando ao país. Qualquer investida
contra nossas florestas é um tiro no pé.
Mesmo assim, as ameaças a elas não cessam.
E uma das maiores, hoje, vem justamente da capital
do país, Brasília. É no Congresso
Nacional que representantes do agronegócio
têm movido mundos e fundos para derrubar o Código
Florestal brasileiro, a lei que protege nossas matas
desde 1934. Mas a população brasileira
não foi chamada para o debate. O destino de
nossas
florestas está sendo decidido por meia dúzia
de deputados, em pleno ano eleitoral.
O argumento dos políticos que defendem a agropecuária
é velho: para o país se desenvolver,
o campo tem de produzir. Isso é óbvio.
O problema é que, invariavelmente, a agropecuária
avança sobre as florestas. Basta olhar para
trás para ver que o modelo é primitivo
e não funciona. Em cinco séculos, 93%
da Mata Atlântica foi derrubada, e nem por isso
o Brasil deixou o bloco dos subdesenvolvidos. Em quatro
décadas, 17% da Amazônia veio abaixo,
mas nacionalmente a região continua com um
dos piores Índices de Desenvolvimento Humano.
"O Brasil já derrubou muita floresta.
Não é mais concebível mudar o
Código Florestal para aumentar desmatamento,
principalmente neste momento em que vivemos uma preocupante
crise climática. Qualquer debate sobre a nossa
lei florestal deve ser feito com seriedade, por toda
a sociedade, e fora de um ano eleitoral.", afirma
Rafael Cruz, do Greenpeace. Dentre as mudanças
que a bancada da motosserra quer, está anistiar
quem cometeu crimes ambientais nas últimas
cinco décadas, reduzir a obrigatoriedade de
cada fazenda ter uma reserva legal (área coberta
com mata nativa) e aumentar o limite de desmatamento
em áreas de preservação permanente
(APPs).
Todas as atividades são gratuitas. Venha e
traga a sua família!