Ministro Gilmar Mendes abre workshop
sobre as metas do Judiciário para 2011
terça-feira, 16/03/10 - 18h14
As medidas para o alcance das 10 Metas do Judiciário
em 2011 serão discutidas nestas quarta (17/03)
e quinta-feiras (18/03), no 1º workshop promovido
pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com
os gestores das metas de todos os tribunais. O presidente
do CNJ, ministro Gilmar Mendes, fará a abertura
do encontro, às 9h desta quarta-feira (17/03)
na Escola Superior da Magistratura Federal (Esmaf),
em Brasília. De acordo com o secretário-geral
do CNJ, juiz Rubens Curado, o workshop é o
primeiro contato com os gestores, depois da definição
das 10 metas do Judiciário para este ano, aprovadas
pelos presidentes dos 91 tribunais brasileiros, durante
o 3º Encontro Nacional do Judiciário,
realizado em fevereiro último, em São
Paulo.
Entre elas está a nova Meta 2 da Justiça
brasileira que prevê o julgamento de todos os
processos de conhecimento distribuídos nos
tribunais, inclusive superiores, até 31 de
dezembro de 2006. No caso dos processos trabalhista,
eleitoral, militar e do tribunal do júri, os
julgamentos devem englobar também os casos
distribuídos até dezembro de 2007. "O
workshop será um diálogo para esclarecer
eventuais dúvidas, como a abrangência
e os critérios de cumprimento das metas, assim
como a forma de acompanhamento e coleta de informações",
destacou Rubens Curado. Na ocasião, será
apresentada a versão final do glossário
das metas, que trará a tradução
detalhada do teor de cada um dos objetivos que devem
ser atingidos pelo Judiciário até o
final deste ano.
Durante o workshop, os gestores também vão
apresentar e sugerir ações para o alcance
dos novos objetivos. "Vamos estabelecer um plano
de ação com as boas práticas
que possam ser compartilhadas entre os tribunais de
forma a contribuir para o cumprimento das metas",
explicou o secretário-geral. Além disso,
também será apresentada a nova campanha
institucional sobre as metas de 2011 e discutido o
plano de ação, com cronograma, para
o cumprimento das metas de 2009 que não foram
totalmente alcançadas. As ações
estratégicas definidas no 3º Encontro
Nacional, como a definição da Justiça
criminal como prioridade para este ano e a implantação
de juizados especiais de Fazenda Pública, também
serão tratadas no workshop.
Eficiência - A busca pela maior eficiência
do Judiciário continua sendo o foco principal
das metas deste ano. Além da nova Meta 2, mais
abrangente do que a estabelecida no ano passado, as
Metas 1 e 3 também buscam reduzir o estoque
de processos, dando maior agilidade e eficiência
à prestação jurisdicional. A
Meta 1 consiste em julgar em 2011 quantidade igual
a de processos de conhecimento distribuídos
este ano mais uma parcela do estoque acumulado. "O
objetivo é criar uma cultura de controle mensal
de ‘fluxo de caixa' no Judiciário",
explica Curado, se referindo ao equilíbrio
entre entrada e saída de processos. Esse controle
permitirá o estabelecimento de um diagnóstico
real sobre a situação e as necessidades
de cada unidade do Judiciário, servindo de
base para um melhor planejamento e melhoria das atividades.
A Meta 3, por sua vez, visa reduzir a pelo menos
10% o acervo de processos na fase de cumprimento ou
de execução e, em 20%, o acervo de execuções
fiscais. "Esta fase (de execução)
talvez seja hoje um dos maiores problemas do Judiciário
e que, nem sempre, depende só do juiz",
observa Rubens Curado, referindo-se ao fato de que,
muitas vezes, o não cumprimento de uma decisão
se deve, por exemplo, à falta de condições
financeiras do réu. Segundo ele, é preciso
criar mecanismos para garantir o efetivo cumprimento
das decisões judiciais, o que é fundamental
para o resgate da credibilidade do Judiciário
frente à sociedade.
Confira a programação do 1º
Workshop das Metas de 2011:
Data: 17 de março de 2011
Local: ESMAF - Escola Superior da Magistratura Federal
Horário: 8h30 às 19h
Objetivo: Iniciativas para alcance das metas nacionais
prioritárias para 2011.
8h30h - Credenciamento
9h - Abertura
9h30 - As Ações e Metas Estratégicas
de 2011.
11h - Encontro do SICJUS
11h - Trabalho em grupo
12h30min - Almoço
14h -Oficinas da Comunicação e Boas
Práticas
15h - Trabalho em grupo
18h - Apresentação dos Resultados
19h - Encerramento
Data: 18 de março de 2011
Horário: 9h às 15h
9h - Apresentação da versão
final dos glossários e das formas de acompanhamento
das Metas de 2011
10h - Apresentação da Campanha Institucional
sobre as metas de 2011
10h30 - Intervalo
10h45 - Ações Estratégicas
12h - Almoço
13h30 - Ações Estratégicas 2011
- (Continuação)
15h - Encerramento
Metas Prioritárias para 2011
1. Julgar quantidade igual à de processos
de conhecimento distribuídos em 2011 e parcela
do estoque, com acompanhamento mensal.
2. Julgar todos os processos de conhecimento distribuídos
(em 1º grau, 2º grau e tribunais superiores)
até 31/12/2006 e, quanto aos processos trabalhista,
eleitoral, militar e da competência do tribunal
do Júri, até 31/12/2007.
3. Reduzir a pelo menos 10% o acervo de processos
na fase de cumprimento ou de execução
e, em 20%, o acervo de execuções fiscais
(referência: acervo em 31/12/2009).
4. Lavrar e publicar todos os acórdãos
em até 10 (dias) após a sessão
de julgamento.
5. Implantar método de gerenciamento de rotinas
(gestão de processos de trabalho) a pelo menos
50% das unidades judiciárias de 1º grau.
6. Reduzir a, pelo menos, 2% o consumo per capita
(magistrados, servidores, terceirizados e estagiários)
com energia, telefone, papel, água e combustível
(ano de referência: 2009).
7. Disponibilizar mensalmente a produtividade dos
magistrados no portal do tribunal, em especial a quantidade
de julgamentos com e sem resolução de
mérito e homologatórios de acordos,
subdivididos por competência.
8. Promover cursos de capacitação em
administração judiciária, com
no mínimo 40 horas, para 50% dos magistrados,
priorizando-se o ensino a distância.
9. Ampliar para 2 Mbps a velocidade dos links entre
o Tribunal e 100% das unidades judiciárias
instaladas na Capital e, no mínimo, 20% das
unidades do interior.
10. Realizar, por meio eletrônico, 90% das
comunicações oficiais entre os órgãos
do Poder Judiciário, inclusive cartas precatórias
e de ordem.
Fonte: Agência CNJ de Notícias