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Prevenção ao escalpelamento ganha reforço na Amazônia

quarta-feira, 10/03/10 - 10h56

Falta de cobertura nos eixos de motores dos barcos provoca acidentes graves. Breves, no Pará e Santana, no Amapá, são as localidades com maior incidência

Para prevenir os acidentes com escalpelamento na região Norte do Brasil, a Marinha em parceria com a comunidade realiza a partir do final de março mutirões no Pará e no Amapá para a cobertura dos eixos dos motores de embarcações artesanais que fazem o transporte da população ribeirinha.

A medida será anunciada nesta quinta-feira (11/03), às 15h, no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), localizado na Rodovia Arthur Bernardes, 245, Pratinha, em Belém do Pará. O evento contará com a presença da ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), Nilcéa Freire.

Participam também a governadora do Pará, Ana Julia Carepa, do governador do Amapá, Waldez Góes, do presidente do Banco da Amazônia, Abdias Nascimento, do Defensor Público Geral da União, José Rômulo Plácido Sales e do comandante do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil, vice-almirante Rodrigo Otávio Fernandes de Hônkis, além de representantes de órgãos federais, estaduais e municipais e de entidades não-governamentais.

Na ocasião, além dos mutirões, será anunciada uma campanha de utilidade pública de prevenção ao escalpelamento. O objetivo é conscientizar barqueiros e ribeirinhos sobre os riscos de acidentes em embarcações que navegam com o eixo exposto.

Combate ao escalpelamento - As duas iniciativas fazem parte de um conjunto de ações de combate ao escalpelamento, realizadas pelo Governo Federal, Marinha, Defensoria Pública da União, governos estaduais e municipais, empresas públicas e privadas e sociedade civil. Entre elas, indenização às vítimas, promovidas pela Defensoria Pública da União, em cooperação com a Federação Nacional de Seguros Privados, o Programa Rios de Cidadania, do Governo do Pará; políticas públicas de apoio às mulheres escalpeladas, da Secretaria da Mulher do Estado do Amapá e uma linha de crédito para a renovação da frota ribeirinha, desenvolvida entre o Banco da Amazônia, Defensoria Pública da União e Governo Federal.

As principais vítimas do escalpelamento são mulheres e crianças que, ao se aproximarem por acaso do eixo descoberto, têm seus cabelos repentinamente puxados e o couro cabeludo arrancado, provocando graves sequelas físicas e psicológicas ou até a morte. Em 2009, foram registrados 20 casos na Amazônia.

Agenda - Entre 20 e 25 de março, a mobilização ocorre em Breves, no Pará e, de 23 a 30 de abril, em Santana, no Amapá, localidades com maior incidência desse tipo de acidente. A iniciativa tem o apoio do Banco da Amazônia, Petrobras, Eletronorte, BR Distribuidora, Banco do Brasil, Governo do Pará, Governo do Amapá e parceiros empresariais e da sociedade civil.

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