Brasil competitivo precisa mudar legislação
trabalhista
quarta-feira, 29/10/07– 13h25
Dignidade no trabalho e segurança
jurídica às empresas são itens do documento
a ser entregue hoje para representantes do Governo e do Congresso
Nacional
É preciso aperfeiçoar a legislação
na área trabalhista para garantir proteção
e condições dignas ao trabalhador e segurança
jurídica às empresas. Esta é a principal
conclusão da sessão temática do 3º
Encontro Nacional da Indústria (ENAI) que debateu o
‘Sistema Trabalhista e Impactos na Competitividade Industrial’.
De acordo com os empresários participantes
da sessão temática, “as iniciativas de
reforma trabalhista foram inconclusas. É necessária
a disposição das partes envolvidas para o diálogo,
fundamental para a promoção de avanços”.
As propostas farão parte do documento final do 3º
ENAI que será entregue aos representantes do Governo
e do Congresso Nacional no encerramento do encontro, hoje
à tarde.
A seguir, por tema, estas são as principais
propostas e recomendações dos industriais na
área trabalhista:
Terceirização
- regulamentação urgente
- permitir a terceirização de serviços
inerentes a qualquer atividade da contratante, sem distinção
entre atividade meio-fim
Despesa de contratação
- reduzir os encargos sociais da folha de pagamento
- construir políticas para desburocratizar o processo
de contratação do trabalhador
- permitir o enquadramento do prestador de serviços
autônomos no Simples Nacional
Conflito e insegurança jurídica nas relações
de trabalho
- aperfeiçoar, modernizar e simplificar a legislação
trabalhista para eliminar vácuos e ambigüidades
visando reduzindo a insegurança jurídica, ampliar
o tratamento diferenciado às pequenas e médias
empresas e permitir novas modalidades de contrato de trabalho
mais flexíveis
- estimular na legislação o acordo entre as
partes
- incentivar a criação e implantação
das comissões de conciliação prévia
- aperfeiçoar a regulamentação de aprendizes
- desenvolver iniciativas para que a atuação
do fiscal do trabalho tenha caráter mais educativo
e estabelecer regras que não dêem margem a interpretações
da legislação
- definir políticas de formação e de
incentivo para garantir a possibilidade de inserção
profissional dos deficientes no mercado de trabalho
Rotatividade
- estabelecer o aviso prévio proporcional ao tempo
de empresa
- revisar a indenização sobre o valor do Fundo
de Garantia na demissão para estabelecer gradação
de percentual, em função do tempo do empregado
na empresa, e extinguir o adicional de 10%
- aperfeiçoar os critérios de concessão
do seguro desemprego
Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho
(SST)
- migrar a legislação e fiscalização
de SST da cultura de punição para cultura pedagógica
da orientação, informação e treinamento
- criar políticas que conduzam à redução
de custos nos investimentos em SST
- ajustar o Fator Acidentário de Prevenção
(FAP) para que efetivamente beneficie empresas que investem
em SST. O FAP é um instrumento criado pelo governo
intuito de permitir a flexibilização das alíquotas
de contribuição das empresas ao Seguro Acidente
de Trabalho (SAT)
- revisar a metodologia e a base conceitual do Nexo Técnico
Epidemiológico Previdenciário (NTEP) para evitar
caracterizações injustas e inadequadas
- revisar as Normas Regulamentadoras – que regulamentam,
fornecem instruções e parâmetros sobre
SST
- com o objetivo de simplificá-las e facilitar sua
aplicação
Mais informações do 3º Encontro Nacional
da Indústria:
site do ENAI 2008 - http://www.cni.org.br/encontrodaindustria
ao vivo na TV Indústria - http://tvindustria.isat.com.br/enai2008
imagens no Banco de Mídia - http://www.bancodemidia.cni.org.br