quarta-feira, 16/12/09 - 16h15
A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”,
a maior já feita no país sobre hábitos
dos leitores brasileiros, revela que 35% dos entrevistados
dizem conhecer alguém “que venceu
na vida” através da leitura. E desses
35%, 45% dizem que esse alguém que “venceu
na vida” graças à leitura
é da própria família; outros
41% que é um amigo, 5%, “alguém
famoso” e 9%, “outras pessoas”.
A pesquisa mostra que os exemplos familiares e
do círculo social ainda são os maiores
influenciadores na formação da imagem
que o leitor médio brasileiro tem do livro
e da leitura como ferramenta eficiente para a
mudança de vida das pessoas.
A percepção de que a mudança
de status social é possível através
do livro e da leitura já havia sido antecipada
pelas políticas públicas do governo
federal, com ações como a desoneração
em até 11% no PIS e Cofins sobre a produção
do livro e especialmente via projetos como o Plano
Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
Outras ações são a realização
do Fórum Nacional Mais Livro Mais Cultura
com foco no engajamento dos Estados e dos municípios
através dos Planos Estadual e Municipal
do Livro e da Leitura (PELL e PMLL) e o afunilamento
da discussão do Fundo Pró Leitura,
cujo projeto de lei será encaminhado pelo
Executivo ao Congresso Nacional em breve.
De iniciativa do Instituto Pró Livro,
o censo foi realizado pelo Ibope Inteligência
dentro de uma ação do PNLL com a
coordenação do Observatório
do Livro e da Leitura. Um primeiro trabalho nesse
sentido já havia sido realizado, envolvendo
a Unesco (Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência
e a Cultura), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística) e outras instituições.
Mãe é principal influência
A influência da mãe (ou responsável
mulher pela família) nos hábitos
de leitura é preponderante: 73% das crianças
citam as mães como maior influenciadora.
Na resposta estimulada em que se podia escolher
duas alternativas, a figura da mãe alcançou
49%, seguida pela da professora, com 33%; do pai
com 30%; outro parente com 14%; amigo com 8%;
padre, pastor ou líder religioso com 5%;
colega ou superior no trabalho com 2%, outros
com 3% e ninguém como influenciador de
sua leitura, 14%. Apenas 1% disse não saber
ou não opinou.
A pesquisa mostrou também que a família
pode, inversamente, influir na formação
de não leitores, quando os membros da família
não oferecem o exemplo de ler ou não
detém a posse de livros.
Fonte: Assessoria de Imprensa - MinC