Comitê aprova medidas para
melhorar informatização do Judiciário
quinta-feira, 02/07/09 - 22h40
O Comitê de Gestão dos
Sistemas Informatizados do Poder Judiciário
se reuniu, nesta quarta-feira (01/07), em Brasília,
para propor medidas e sugestões a respeito
da informatização do Judiciário.
Composto por representantes do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) e de responsáveis pela
área de Tecnologia da Informação
dos Tribunais, os participantes do encontro decidiram
consultar os tribunais sobre o modelo de sistemas
informatizados a ser adotado pela Justiça.
Por meio de consulta pública, os tribunais
terão 30 dias para enviar suas sugestões
sobre o modelo de requisitos (Moreq). Esse modelo
permitirá a elaboração de sistemas
processuais e de gestão documental que seriam
uniformes na Justiça Brasileira, sempre cumprindo
requisitos que garantam a segurança da informação
e a comunicação
entre sistemas diferentes.
O Comitê decidiu ainda que o Judiciário
deverá implantar o modelo de governo eletrônico
E-Ping, que é adotado atualmente pelo Poder
Executivo. “Não vamos apenas adotar esse
modelo, poderemos também intervir na evolução
dele”, explicou o juiz Marivaldo Dantas, membro
do Comitê.
Os integrantes do Comitê de Informatização
também debateram sobre a necessidade de uma
política única na área de TI
para todo o Judiciário. A intenção
é de que, com um modelo uniforme, seja possível
agilizar a prestação jurisdicional.
As medidas visam ainda o cumprimento das metas de
nivelamento aprovadas no II Encontro do Poder
Judiciário Nacional realizado em fevereiro
de 2009, dentre elas a de informatizar todas as unidades
judiciárias do Brasil e interligá-las
por meio da internet. “O papel deste Comitê
é alimentar os tribunais sobre qual deve ser
a política institucional do Judiciário,
em relação à Tecnologia e Informação
(TI)”, destacou o secretário-geral do
CNJ,
Rubens Curado, que presidiu a reunião.
Durante o encontro, o secretário-geral do
CNJ propôs a criação de um Planejamento
Estratégico Nacional de Tecnologia da Informação,
com diretrizes e objetivos a serem alcançados
a curto, médio e longo prazo pelos Tribunais
na área de TI, com vistas a obter um nivelamento
nacional. “A idéia é criar uma
linha de direcionamento para os
Tribunais, sem intervir na autonomia de cada um.
A partir disso, cada Tribunal fará seu próprio
planejamento alinhado a esse norte”, destacou
o secretário geral do CNJ. Segundo dados do
Justiça em Números, de 2004 a 2008,
o Judiciário gastou pelo menos R$ 2,5 bilhões
com ações de tecnologia e informação.
“O que fizemos com esse
dinheiro? O que temos de resultado? O que queremos
para os próximos anos?”, questionou Rubens
Curado ao defender a necessidade de um planejamento
estratégico nacional.
EN/MB/ SR
Agência CNJ de Notícias
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Com informações da Assessoria de Comunicação
do Conselho Nacional de Justiça