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Marcel Franco

Poeta, Professor de Comunicação e Ambientalista

marcelpa@hotmail.com

Excelente abordagem sobre Co-Infecção do HIV e Hepatite no Fórum Social Mundial 2009

quinta-feira, 29/01/09 – 21h33

O 3º dia do Fórum Social Mundial na Amazônia, na UFPA, fora marcado pela execução várias atividades propostas pelas organizações, dentre elas destacamos a conferência sobre a “Co-infecção de Hepatite e HIV”, proposta pelos seguintes órgãos: Grupo de Apoio à prevenção da AIDS/ Rio Grande do Sul – GAPA/RS; Grupo de Apoio aos Portadores de Hepatite C/ São Paulo – HCVida/SP; Movimento Brasileiro de Hepatites Virais. A atividade teve como interlocutoras a Secretária Geral do Movimento Brasileiro de Hepatites Virais, Regina Lancellotti, e sua consultora, Sandra Perin.

Sandra destacou a importância de mapeamento da hepatite no Brasil, particularmente na Região Norte, onde há pouca ou nenhuma política pública para o combate do vírus. Além disso, enfatizou a questão da mobilização social (das comunidades), principalmente em Belém, para o controle da doença sem ficar aguardando iniciativas do governo (programas governamentais) para tanto.

Alguns assuntos foram bem polemizados entre os participes do evento, como o contágio da hepatite B em seis tribos indígenas e o descaso da FUNASA em relação ao tratamento desses povos (a negação de medicação para os índios portadores do vírus).

Segundo Lancellotti, todos os cidadãos brasileiros devem procurar, participar e reivindicar no Conselho Municipal de Saúde o direito (baseado na legislação) ao tratamento de doenças virais, visando modificar essa situação de descaso do poder público aos portadores de HIV e Hepatite.

Outras informações foram relevantes durante a exposição dos grupos. Perin fez uma recomendação às pessoas que realizaram transfusão de sangue antes de 1998 e tenham 40 anos ou mais, que procurem o serviço médico para fazer exame de sorologia, para saber se porta o vírus da Hepatite C.

“Não queremos pacientes, queremos impacientes”, afirmou Sandra, enquanto abordava sobre a relação afetiva que se deve ter com o portador do vírus da AIDS ou da Hepatite, pois somente assim pode-se se obter uma melhora da qualidade deste indivíduo, uma vez que se quebram os tabus, preconceitos e entende-se que o sentimento para com o outro é um resgate da auto-estima e da valorização da vida dele.

A atividade abordou sobre a interferência da Igreja (padres, pastores) no tratamento do vírus do paciente, tendo em vista alguns dogmas, como o da salvação que faz o infectado paralisar a medicação (retro-virais, coquetéis) por conta deste equívoco. Mais informações poderão ser visualizadas nos sites www.aids.gov.br e http://www.hcvida.com.br/index2_hcvida.htm

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