20 anos depois de assassinado, advogado
e deputado João Carlos Batista será marco
no Fórum Social Mundial, em Belém
terça-feira, 20/01/09 - 13h15
Resgatar a vida e a militância
do advogado e deputado João Carlos Batista, assassinado
em 6 de dezembro de 1988, na capital paraense, Belém,
será o eixo de uma série de atividades organizadas
pelo jornalista Pedro César Batista, durante o
Fórum Social Mundial. Todas as ações
buscarão destacar a importância do resgate
das lutas e mártires populares para o fortalecimento
de referenciais políticos e éticos que apontem
para à indignação, a solidariedade
e a esperança.
O papel desempenhado por João
Batista na luta pelo fim da ditadura, em defesa da Amazônia,
nas lutas estudantis e pela reforma agrária é
contado no livro João Batista, mártir da
luta pela reforma agrária, de Pedro César
Batista. Prefaciado por João Pedro Stédile
e editado pela Expressão Popular, o livro resgata
a história de vários militantes assassinados
no decorrer da década de 1980 na região
amazônica, as lutas contra o latifúndio,
os vínculos de agentes públicos com a pistolagem
e a violência praticada impunemente contra os trabalhadores
rurais pelos latifundiários. A impunidade de assassinos
e mandantes, acobertados por juízes e policiais,
está devidamente fundamentada, com dados e nomes
de envolvidos.
Durante o Fórum Social
Mundial Pedro Batista realizará uma série
de eventos:
- 28/1 – 18h – Teatro Estação
Gasômetro. Lançamento da segunda edição
de João Batista, mártir da luta pela reforma
agrária, com palestras de vários convidados,
debates e uma apresentação cultural. Evento
apoiado pelo Movimento de Olho na Justiça e Argonautas
Ambientalistas da Amazônia.
- 29/1 – 14h – Tenda Irmã Doroty (CNBB).
Palestra sobre a vida de João Carlos Batista e
a necessidade do resgate de referenciais para a luta popular.
- 30/1 – 15h – Movimento de Olho na Justiça.
Participação da Mesa de Debates: Importância
do resgate das lutas e mártires populares.
Pedro Batista ainda é autor de
Marcha Interrompida (Thesaurus Editora – 2006),
romance baseado no massacre ocorrido em Eldorado dos Carajás,
quando 17 trabalhadores rurais foram assassinados e 69
feridos devido ataque da PM paraense. Marcha Interrompida
teve a sua segunda edição lançada
na sede das Nações Unidas, em New York (USA),
em junho do ano passado. O autor possui mais de uma dezena
de títulos publicados, reside em Brasília
e presta assessoria para comunidades e setores marginalizados.
É membro do Movimento de Olho na Justiça,
entidade que visa acompanhar e fiscalizar o Poder Judiciário
e o Ministério Público.
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