Companheira Ana Júlia, não deixe
a peteca cair.
segunda-feira, 20/07/09 - 09h55
A derrota diante dos financistas aprovadores
dos projetos da FIFA já ficou para trás,
ela foi apenas uma paixão que não se concretizou,
um sonho que não foi sonhado por inteiro, um grito
que não teve o seu eco fortalecido pela lógica
do bom senso ressoando por entre as mentes poderosas.
No mundo dos capitalistas, não importa se são
os que possuem ou os que administram. O mais importante
é detectar com antecedência, o volume de
retorno que será dado a todo e qualquer empreendimento
desenvolvido por eles. O lucro é a voz mais alta,
é ele que dita ordens! Jamais um Presidente --
ainda que ele tenha apenas nove dedos nas mãos
-- conseguirá reverter para o seu interesse uma
decisão tomada pelo lucro. Diante da necessidade
maior do rendimento do capital investido, das vantagens
financeiras e das propinas que certamente irão
cair em diversas contas bancárias, qualquer coisa
que não se parecesse com estas determinações
do capitalismo, não contaria como sendo pontos
positivos, nem mesmo se a Governadora do Estado fosse
amiga e do mesmo partido do Presidente! A decisão
que aprovou a Copa para Manaus foi determinada muito distante
daqui, para ficar livre da razão e da emoção.
Não chore pela Copa, sua excelência está
inocentada! Corra para conquistar o novo pleito eleitoral!
Em nenhum momento se deixe ficar alquebrada,
lembre-se: construir um estádio novo será
mais lucrativo em todos os aspectos para os organizadores
da famigerada FIFA!
Mas é necessário considerar
a controvérsia que o assunto Mangueirão
exige. Se ele, somente ele foi apontado como o item principal
para que Belém fosse escolhida, então que
a mente privilegiada do Secretário de Obras explique
o motivo do abandono do referido estádio? O arredor
da primeira maravilha do esporte do Pará tem aparência
de um lixão; de uma favela abandonada; de um grande
campo de futebol esquecido durante décadas, quando
ainda não tinham inventado a tinta, e de repente
descoberto no meio de um matagal! Se a administração
do Estado, não valoriza o seu grandioso templo
esportivo, existe fundamento na pretensão dos administradores
terem alimentado a esperança de que a delegação
observadora que o visitou, o valorizasse! Negativo! Os
visitantes levaram a impressão que eles colheram
sobre o que viram: desleixo e incompetência administrativa!
Governadora, a nova campanha se aproxima,
invista nela o mesmo potencial que foi investido na anterior,
aquela mesma garra que lutou contra tudo e contra todos
e o mesmo escudo que a defendeu dos mais diversos ataques.
Foi dito que a candidata não era muito inteligente,
não tinha boa oratória. Mas ficou provado
com o resultado das urnas que ela era inteligentíssima
e que os discursos dela atingiram quem deveria atingir:
os eleitores.
A pessoa que hoje tem o controle sobre
a caneta mais poderosa do Estado, aparentemente tem o
perfil do presidente da Ferrari, ele pode tudo! A maior
verba disponibilizada entre todas as equipes da categoria
de fórmula 1 é a dele! Mas os funcionários
da base de sustentação não estão
correspondendo com as suas responsabilidades e os seus
deveres, eles erram em todas as corridas. E os erros deles
refletem diretamente no chefe maior da empresa, fazendo
com que ele não seja visto com bons olhos e passe
a receber críticas da imprensa especializada! Lamentavelmente
as Secretarias do Estado não estão fazendo
nada! E se fazem, não estão sabendo divulgar
os seus feitos para os verdadeiros interessados: o povo
paraense.
A sociedade entende que os cargos importantes
são preenchidos antes da eleição
vencida, no momento em que as alianças são
costuradas, sem a menor preocupação da verificação
da existência ou não, de capacidade administrativa
por parte daqueles que ocuparão as cadeiras. Da
mesma forma como foi entabulada a negociação
do apoio político, por parte dos líderes
maiores da Assembléia de Deus, eles permutaram
os votos dos seus fiéis em troca de 80 assessoriais
especiais, como se a vontade dos seguidores da igreja
lhes pertencesse!
Deixaram de lado suas posições
de evangelistas, para se tornarem publicamente cabos eleitorais!
Mais grave até! Os 40 pastores se portaram como
se fossem os donos da metade dos clérigos, e consequentemente
eles se colocaram na posição de propriedades
do presidente da convenção estadual, Gilberto
Marques, pois foi quem os liderou! Os dois lados conseguiram
a incrível façanha de realizarem a compra
e venda abstrata: quem vendeu não ofereceu garantia
de entrega, e quem comprou levou com ele a dúvida
do recebimento do produto comprado. Antigamente estas
negociatas eram feitas por baixo dos panos -- ainda existia
o sentimento de moralidade -- agora, eles anunciam para
o mundo. Os hábitos vividos no meio da sociabilidade
fazem com que o referido ato seja visto como uma norma
comum, então todo e qualquer cidadão, inclusive
o evangélico, entende como normal! E para os políticos
que conseguem amarrar este tipo de compromisso, sobram
os aplausos, a confirmação de que eles sabem
politicar! Parabéns para o idealizador do tratado,
pois ela ou ele politicou muito bem!
Restou a interrogação
que não quer calar!
O que fazer com os ocupantes das pastas
importantíssimas para o engrandecimento do político
que venceu nas urnas e precisa vencer de novo para conquistar
mais quatro anos de mandato? E que infelizmente a maioria
deles não somam dividendos suficientes para conquistar
entre a massa que decidirá nas urnas, a admiração
permanente pela admirável Governadora que eles
elegeram?
É simples, só precisa de
uma dose cavalar de decisão. Devem ser nomeados
assessores de verdade, daqueles que são peritos
na área ocupada pela Secretaria, para que eles
orientem com conhecimento de causa o chefe que não
entende nadica de nada. E para que os trabalhos realizados
apareçam, deve ser dada prioridade para os setores
que beneficiem a maior quantidade possível de pessoas,
em nenhum momento deve ser colocado em jogo a importância
e o tamanho da obra, mas sim, quantos se beneficiarão
e poderão constatar sem que os outros digam para
eles de jeito incrédulo, que a intenção
da construção de determinadas obras era
beneficiá-los, embora não seja isto que
aconteça na prática!
O bom governante não é
aquele que constrói obras e mais obras porque todo
mundo sabe que o caixa está repleto de dinheiro,
derramando pelo ladrão! Nesta situação
não sobra crédito para o construtor, e sim
obrigação! O administrador ou administradora
louvável é aquele ou aquela que antes de
tudo, procura fixar na mente do público em geral,
que todos os corruptos que forem identificados serão
demitidos e processados, e que toda e qualquer obra iniciada
e em pleno andamento contará com dedicação
redobrada para que nenhum centavo se desvie para rumos
incertos, pois o dinheiro veio do povo, é do povo
e vai para o povo através de obras públicas!
Uma utopia! Não! Uma receita universal que tem
se demonstrado infalível!
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