Debates legitimados com
o formato de ideias para o ensino na próxima década:
São pareceres incompletos
terça-feira, 20/10/09 - 18h23
Em 23 de abril do ano em curso, em Brasília,
o ministro Fernando Haddad lançou a Conferência
Nacional de Educação (CONAE) e na oportunidade
foram discutidas as ações educacionais dos
últimos anos, novas perspectivas para o setor do
ensino, e estas mesmas discussões foram debatidas
em diversas conferências preparatórias nos
estados e municípios, onde se fizeram presentes
alguns setores da sociedade civil e dos governos envolvidos
com determinadas etapas e níveis da educação.
A CONAE funcionou intencionada a mobilizar a sociedade
nas discussões para que ela pudesse crescer paulatinamente
após cada encontro estadual ou municipal.
O ministro disse “As mudanças
não ocorrem apenas com atos administrativos. A
sociedade precisa incorporar a educação
como valor” e ele com orgulho deixou que transparecesse
que está sabendo de tudo, pois afirmou que a participação
e a mobilização social já estão
acontecendo. O ministro respaldou-se no acontecimento
das três conferências ocorridas. Em 2006,
a educação profissional e tecnológica
foi tema de conferência nacional. Em 2008, a educação
básica e, este ano, a indígena. Não
é bem assim como se parece! Mas infelizmente sabemos
que na educação não se encontra nenhum
Temporão! Tratar da civilidade indígena,
quando se percebe a olhos vistos que a educação
dos nossos filhos e netos encontra-se em verdadeiro caos!
Isto é incrível! E este não deveria
ser o momento de preocupação com a instrução
indígena!
Nas nossas escolas poderíamos
dizer sem medo de errar, que está acontecendo uma
batalha, do gênero: a geração do medo!
O professor não pode fazer nenhuma observação
para o aluno relapso, desinteressado e em alguns casos
subnutrido, se fizer corre o risco de ser agredido fisicamente
e verbalmente. E o aluno por sua vez, também não
pode pedir ao professor que recebe uma remuneração
abaixo do desejado, estressado e permanentemente na defensiva,
para ele explicar a aula mais detalhadamente, com calma
e por alguns minutos ficar de frente para a classe porque
ele fica o tempo todo de costas, calado escrevendo a matéria
no quadro, se falar, receberá agressões
verbais e será mandado para a secretaria e terá
que enfrentar um coordenador despreparado e ditatorial
que não sabe ouvir, mas sabe punir. Esta situação
ocorre nas instituições públicas
e nas particulares.
Não foi preciso um decreto ou
uma lei, para que o respeito mútuo entre os alunos
e os professores fosse retirado das salas de aulas, as
autoridades competentes fizeram isto aos poucos, cada
um dos mandatários desta nação deitada
eternamente em berço esplêndido, quando assumiram
o poder tiraram um pouquinho do respeito de dentro das
escolas. Com as determinações esdrúxulas
de que os professores não podem repreender os alunos,
os pais perderam a liberdade de aplicar um corretivo nos
seus próprios filhos. Mas esqueceram de acrescentar
que seria proibido que os filhos matassem os pais! Este
tipo de notícia desfila todos os dias nos noticiários.
Está faltando para esta geração,
o que a passada teve de sobra: os bolos de palmatórias,
os coques e os puxões de orelhas que os pais davam
em casa nos seus filhos por não terem respondido
corretamente na oportunidade em que foram sabatinados!
Lá no passado, os alunos e os professores se respeitavam,
o hino nacional era para os dois, uma referência
de patriotismo da mesma maneira que era para todo e qualquer
brasileiro, que se perfilava espontaneamente com a mão
direita no peito durante todo o período que o hino
estivesse sendo executado. Nunca se imaginou, que este
mesmo símbolo patriótico, para ser cantado
duas vezes por semana nas escolas precisasse de uma lei
obrigatória!
Adeus! Parece que nunca mais vai voltar
àquela inocência, segurança e o aluno
orgulhoso de frequentar o colégio do seu bairro,
como existia antigamente. Também não voltarão
as aulas de moral e cívica que foram banidas das
escolas junto com os padres homossexuais, pedófilos
e comunistas, por exigência dos pais controladores
de uma geração de jovens sadios. Desde então,
nenhum ministro de educação se vestiu de
competência suficiente, para suprir a falta que
faz as aulas de moral e cívica, nem mesmo os que
passaram ou o que está ocupando a pasta e provavelmente
os que virão como ministros, não conseguiram,
não conseguem e não conseguirão visualizar
uma classe de profissionais aptos para lecionarem disciplina
tão distinta. Talvez um dia eles enxerguem, quando
tratarem de educação com cabeças
pensantes e com pessoas que entendem do ramo.
A Conae segundo o seu coordenador, Francisco
das Chagas Fernandes, no momento em que se referia ao
assunto das conferências, disse “O tema Construindo
o Sistema Nacional Articulado de Educação:
Diretrizes e Estratégias de Ação.
É macro, mas quando falamos em transporte escolar,
em merenda, esses assuntos tem a ver com o regime de colaboração”.
Tenho pena do ministro e do coordenador que estão
liderando o movimento educacional, que tem a missão
de planificar as perspectivas educacionais de 2011 a 2020,
pois os dois falam de tudo, menos de educação.
Haddad acrescentou que as discussões orientarão
o país para conquistar patamares mais elevados
de financiamentos. “De 2005 até 2007, já
passamos de 3,7% para 4,7% do PIB em investimentos públicos”.
E as propostas de educação quando irão
surgir?
|