Desqualificação
dos craques da seleção
terça-feira, 09/02/10 –
18h20
O fato dos jogadores consagrados terem
retornado aos seus clubes de origem, não está
ligado a motivos de espanto, e sim, estratégias
muito bem planejadas pelas seleções adversárias
no sentido de neutralizar na fonte os prováveis,
treinados e escalados goleadores.
Se cada nação futebolística
se juntar em complô com o presidente da Uefa, Michel
Platini, os técnicos que atuam nos galácticos
times do continente europeu e adjacências, para
juntos desestabilizarem psicologicamente e fisicamente
os artilheiros que praticamente formarão a linha
de frente da Seleção Brasileira, certamente
o futebol arte brasileiro, se apresentará capenga,
com jogadores substitutos praticando futebol de nível
inferior, consequentemente de baixa competitividade e
fácil de ganhar, dando a eles a chance de se tornarem
campeões.
Para que as ideias fiquem mais claras,
uma curta lista pode ser apresentada como exemplo, Ronaldo,
Adriano, Robinho, Kaká, Julio Cezar e Ronaldinho
Gaucho. Todos eles nesta véspera da Copa da África
do Sul, passaram, estão passando e ainda passarão
por sérias dificuldades, entre elas, principalmente:
alegações de quedas de produtividade, banco
de reserva e afastamento do time.
Depois que for conhecido o campeão
da Copa Africana, os jogadores (agora problemáticos)
milagrosamente voltarão a ser as estrelas do futebol
que sempre foram, assinarão novos contratos e os
seus clubes promoverão transferências milionárias.
Este tipo de coisa acontece com os atletas
desta santa terrinha, porque eles carregam nos pés,
o favoritismo de vir a serem os Campeões do Mundo.
E também existe o agravante da maneira que eles
se transferem para o exterior: cheios de vontade de ganhar
dinheiro e sem nenhuma preparação para lidar
com dirigentes milionários.
Diante do acontecimento consumado (a
transferência desejada) eles se deparam com as assinaturas
dos contratos, todos eles leoninos que só defendem
os interesses da empresa mercenária. No primeiro
momento (aquele da empolgação) os detalhes
contratuais não são importantes, o que interessa
para eles são as contas bancárias bamburrando
de dólares. O jogador nem mesmo percebe que a liberdade
que ele passa a gozar junto ao seu clube, tem limite,
ele poderá dizer sempre que for necessário,
apenas: “sim senhor presidente, eu concordo”.
Existe uma costa larga, para receber
as pedradas motivadas pela culpa desta situação
caótica? Talvez sim: as instituições
coordenadoras e moralizadoras do futebol, os dirigentes
das equipes onde o atleta foi formado e os empresários
que oferecem a mercadoria.
Talvez não: o atleta carrega na
lembrança as privações e a fome que
sofreu no passado, e mais a falta do estudo que ele não
completou deficiência esta, que o prejudica no momento
em que são entabuladas as negociações.
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