O Sindicato dos Jornalistas
no exercício do seu desvio funcional
sexta-feira, 26/06/09 - 09h05
A mais dedicada entre as mães
dos galináceos é a galinha, ela aquece os
seus sem a menor restrição, puxa todos para
debaixo de suas asas faz isto desde o momento em que ela
precisou chocar os que foram colocados junto com a futura
ninhada. Galinha não tem preconceito. Tem prazer
em chocar e proteger com bicadas os que ela cacareja anunciando
para os ouvidos atentos que ela tem o controle dos que
estão sob a proteção dela. Mas a
galinha choca apenas os ovos que adentrarem - por esforço
dela ou de terceiros - no seu ninho, ela não permite
que os ovos escolham quem entra ou quem sai da ninhada.
Ela choca, mas não tem poderes para determinar
a qualificação e a coloração
da casca do ovo, e muito menos o tamanho e a quantidade
que serão chocados. Quando muito, existe interatividade
entre o ovo e sua chocadeira que poderá mudá-lo
de um lugar para outro, mas todo este processo só
terá chance de acontecer depois que o ovo se torna
ovo e passa a fazer parte do ninho.
O papel do Sindicato deveria igualar-se
ao da mãe penosa e zelosa com os seus aconchegados,
mantê-los coesos ao menos no que se refere viver
em uma democracia, respeitar o que foi determinado por
lei. Executar a defesa dos interesses dos seus membros,
não é fazer reivindicações
com badernas em frente ao congresso tentando intimidar
e usufruir vantagens se fazendo ignorante a respeito do
que reza a constituição. Estas ações
desrespeitosas só servem para reforçar o
parecer de que não é o diploma que faz o
jornalista. Talvez alguns deles já nasçam
feitos e aproveitam o desenrolar de suas vidas para se
aprimorarem na fonte do conhecimento diverso, em todas
as áreas que aponta a seta da sabedoria, tempo
precioso! Muito mais do que os quatro anos que os diplomados
em jornalismo se dedicam estudando para saírem
dos cursos específicos com o almejado título
debaixo do braço qualificando-os para escrevinharem,
ainda que não saibam. Aparentemente o diploma não
faz com que o formando adquira: vocação
da oratória, da escrita, da língua e discernimento
para compreender e assimilar a essência de uma constituição
como um todo! Alguns até conseguem, mas a maioria
vai morrer sem nunca escrever uma linha com ou sem significado!
Como ficar sabendo agora no presente, quais entre os baderneiros
formados fazem parte da maioria?
Não tem como saber, mas resta
uma pista: os que mais reclamarem e demonstrarem grande
insatisfação serão eles os que engrossarão
a fileira da maioria!
A (Fenaj) e os Sindicatos encontram-se
hoje engabelados por quem ainda não conquistou
o direito de voz e de opinião: os estudantes de
jornalismo. Eles não estão aptos a discutir
o assunto em pauta, não entraram para o sindicato,
não se tornaram jornalistas, não ganharam
e não receberam o direito de lutar pelo o que não
conquistaram: a profissão de jornalista. Não
possuem o direito palpável para que possam exibir
e lutarem por ele, nada, principalmente o famigerado diploma.
Não me apontem a pré-sindicalização
de estudantes que podem se pré-sindicalizar desde
que já estejam cursando o 3º ano do curso
superior de Jornalismo, ou Comunicação Social,
com habilitação em Jornalismo e com, ao
menos, 50% das disciplinas creditadas. Significa dizer,
que estariam - considerando até o dia em que o
STF fez uso da sua força - com o curso praticamente
concluído! E mesmo assim, os estudantes ainda não
conheciam a regra estabelecida da liberdade de expressão!
Barbaridade meu! A lógica insiste em cobrar dos
maiores interessados, atualização a respeito
do assunto mais importante para a carreira deles! Este
procedimento aponta para algumas deficiências futuras,
que o tempo se encarregará de mostrá-las!
É preciso lembrar que a pré-sindicalização
não transforma o estudante em jornalista, ela serve
para dizer que ele não tem direito disto e nem
disto, e que o causador da inexistência de regalias
é o que estabelece o questionável decreto.
E que terão direito a voz nas assembléias.
Esqueceram de avisar para eles que apenas as lideranças
do movimento estudantil poderiam fazer parte da mesa com
direito a voz! Mas nem pensar em fazer movimentos rebeldes
exigindo o que eles não conquistaram por direito!
A situação dos estudantes
apresenta-se com maior comodidade do que as associações
sindicais, que se dobraram diante da vontade de jovens
inexperientes que não souberam nem mesmo escolher
o curso de graduação mais indicado para
suas rebeldias e suas desinformações!
Resta um lenitivo para os frequentadores
dos cursos de comunicação: os que não
concordarem com a regra criada pela constituição
e confirmada pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, mudem
de curso! Procurem tomar conhecimento das regras das demais
especializações que estão sendo estudadas
nas universidades deste Brasil, que possui um homem de
espírito democrático e uma assinatura que
vale ouro: Gilmar Mendes
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