Politicagem na base é o fruto maior da
democracia
sábado, 07/03/09 – 15h25
A democracia é idêntica ao espelho
d’água, os dois não deveriam ser violados,
pois a fragilidade de um assemelha-se a do outro. A primeira reflete
o reflexo que ela não tem, pois os políticos não
permitem que ela tenha brilho próprio. O segundo exibe
a solidez aparente que ele está longe de possuir. Os benefícios
que ela oferece para os eleitores são visíveis a
olhos nus. O que os candidatos eleitos desfrutam dela, dá
para encher os olhos e as contas bancárias.
Os que fazem a política na parte inferior
da pirâmide sustentáculo do partido são os
políticos formados do mesmo barro, por este motivo no princípio
eles se parecem e se acham iguais: estão cheios dos mesmos
anseios; sofrem das mesmas necessidades e decepções;
comem? quando tem? da mesma comida, no mesmo prato e com a mesma
colher. Estão sempre juntos, visitando os piores lugares,
batendo de porta em porta e recebendo as mesmas negativas. Na
campanha os candidatos principais e os seus vices? considerem
especificamente Governador e Prefeito ? não são
vistos como maiores que os seus militantes, estão em pé
de igualdade: fazendo e recebendo promessas mútuas, umas
mais vazias do que as outras. A visualização de
ser eleito faz com que os dois se encham com a mesma medida da
vitória e da derrota. No transcorrer deste momento de união,
eles ainda estão pesando o mesmo peso na escala da importância.
Ninguém é melhor do que ninguém. Todos possuem
competência de responsabilidade perante o cargo almejado.
E a promessa de que assumirão depois de vitoriosos é
válida, até o primeiro dia após a posse do
mandatário eleito e empossado no cargo máximo. A
cadeira que lhe parecerá um trono por longos quatro anos.
A partir da tomada do cargo por quem o recebeu
de direito, surge impreterivelmente o indesejado, o que não
era esperado: a separação. Os mais importantes afastam-se
dos que eles consideram de menor representatividade. O sonho acabou!
Os iguais se atraem! Poderosos com poderosos! Os fracos necessitados
de proteção se tornarão a massa, que caminhará
de um lado para o outro tentando conseguir audiência, reconhecimento
ou colocação em qualquer ocupação.
O temor do desemprego os assusta. E é aí que eles
descobrem que estão sendo preteridos porque não
estão aptos para assumirem os postos que eles sonhavam
assumir na grande conquista do resultado de suas pelejas. O Partidão
deles do coração, que já não pode
cumprir o que foi prometido antes da eleição. O
Partido da vida deles e que eles, somente eles o colocaram no
Poder! A dor da rejeição dói mais do que
os sofrimentos da luta árdua do período de campanha
em que eles passaram por todos os tipos de privações:
fome e falta de dinheiro, cansaço, desmoralizações
das suas esposas e as desconsiderações dos filhos
por nunca estarem em casa nas horas certas.
Mas não será o desprezo que deixará
neles marcas externas que provoquem vontade de desistir da paixão
deles: politizar. O maior dos erros cometidos por eles foi não
completar os estudos, mas eles não são bobos! De
militância eles entendem e fazem pouco dos que se enchem
de arrogância, por terem um curso superior. No verdadeiro
mundo dos militantes, lá onde eles são iguais portadores
do Certificado do Ensino Fundamental, a estaca do início
das fundações para poderem se transformar no bloco
do alicerce que sustentará todos os partidários
que são partidaristas tanto quanto eles. Doutores formados,
donos de diplomas, não valem nada! Eles ocupam apenas a
cabeça do Partido, o resto do corpo quem sustenta são
os que militam!
Em um país que a educação
não chega para todos e que precisa de leis protecionistas
para que os desfavorecidos adentrem nas universidades, o grau
de educação dos que exercem a militância não
deveria ser usado como obstáculo para ocuparem os seus
cargos prometidos. Deveria sim! Antes da promessa se efetuaria
a triagem do potencial educacional dos que carregarão o
partidarismo dia e noite até a culminância do poder!
Quando estas medidas não são praticadas, fica uma
leve suspeita de golpe nas bases! Os eleitos para os cargos principais
assumem sem precisar de diploma: do menor ao mais importante dirigente
da Nação! A liberação da dispensa
do documento deveria valer para todos! O sistema democrático
não conseguiu coibir os atos injustos e os procedimentos
de proprietários por parte dos nomeados pelo povo! Talvez
no futuro! Provavelmente os que poderiam seguir à risca
o desejável em justiça e administração
pública, não entenderam o significado de Democracia
quando diz “divisão dos poderes e do controle da
autoridade e divisão dos poderes de decisão e de
execução”! O político designado por
votação, para governar, não é dono
é um mero administrador! Os bons Administradores Públicos
jamais esquecem detalhe tão trivial!
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