Quem tem Próstata tem medo
sábado, 14/02/09 - 15h50
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou
através de uma nota lá pelos idos de 2008 no mês
de novembro para ser mais preciso, aos quatro ventos deste país
que está repleto de homens com mais de 45 anos, a mais
feliz das notícias para os homens que valorizam suas PRÓSTATAS
e suas portas de acessos para elas! O (IPEA) - Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada, afirmou que no Brasil, os idosos já
somam mais de 12 milhões. Não deve ser fácil
meu amigo — eu não fiz e jamais farei — você
se deparar com a imposição de pagar caro para um
urologista — a maioria deles nasceram e se criaram enfiando
o dedo no nariz, por este motivo, possuem um dedão grosso
— e ficar sentindo na pele que a sublime porta que guarda
sua próstata está sendo invadida! E a única
coisa que você pode fazer, depois de ter consentido é
ficar olhando para os pés do invasor, sem poder interpretar
a reação facial de quem o desconsidera! Não!
Nem por um momento imagine que eu esteja fazendo uso de expressão
chula! De maneira nenhuma! Eu apenas estou preparando os coroas
que ainda não fizeram o PSA (sigla de antígeno prostático
específico) para receber a excelente e inacreditável
notícia e anunciando para os que já se deixaram
examinar, que eles não precisarão mais repetir a
famigerada experiência.
O conceituadíssimo Instituto Inca dono
da maior das credibilidades do Câncer perante a classe médica
afirmou na nota publicada por eles que: desaconselhavam homens
sem sintomas a fazerem o exame clínico (toque retal) e
muito menos o teste sanguíneo para medir a dosagem do PSA
usados como forma preventiva de diagnosticar o câncer de
próstata. O instituto fez questão de acrescentar
que as medidas preventivas só serão indicadas quando
o paciente apresentar sinais como presença de sangue na
urina, dor ou queimação ao urinar. O que significa
dizer, que o homem quando alcançar a maturidade só
deverá deixar-se examinar após sentir os sintomas
citados.
Fiz questão de fazer parecer uma época
muito distante, por causa do longo tempo que esta novidade é
esperada. Finalmente ela chegou repleta de pormenores, o referido
órgão argumentou em primeiro lugar a falta de comprovação
científica, pois da forma como a questão é
esmiuçada arduamente pelos seus pesquisadores não
fica evidente que os exames reduzam a mortalidade. E que também
não é sempre que todos os tumores precisam de tratamentos.
Existem as exceções. A epidemiologista Ana Ramalho,
da Divisão de Gestão de Cancerologia do Inca posicionou-se
com uma afirmativa próxima dessa: Se o tumor for daqueles
que evolui lentamente, então o paciente prostático
poderá conviver com ele sem sofrer danos à saúde.
As entidades médicas ao tomarem conhecimento
da revelação tão bombástica ficaram
perplexas, principalmente por elas, se posicionarem totalmente
contrárias com os seus pareceres diagnosticáveis
de câncer de próstata. O presidente da SBU (Sociedade
Brasileira de Urologia – São Paulo) o dignificante
urologista Ubirajara Ferreira contestou na mesma linha de raciocínio
dos seus colegas quando disse alto e em bom-tom: “o paciente
que ficar na expectativa de que os sintomas possam ocorrer para
só então ir ao médico, ele corre o risco
de morrer. Quando os sinais aparecem, o tumor já está
em estágio avançado”. Mais especialistas contestaram
acusando o Inca no sentido de que ele, se fundamentou em estudos
que não foram concluídos. Disseram também
que: a divulgação impensada deverá condenar
a morte, milhares de homens que se sentirão confiantes
e não procurarão tratamento. E as acusações
não terminaram. Os que se especializaram na cura dos prostáticos,
acrescentaram que: aparentemente a postura do instituto diante
da gravidade do caso esconde a intenção de redução
de investimentos na saúde pública.
Quando os homens que se submeteram ao toque;
e os que já estão ensaiando suas idas aos consultórios
dos urologistas ficarem sabendo que uma mulher tomou a decisão
de que a saúde pública não mais efetuará
exames preventivos de diagnósticos de câncer de próstata.
Com certeza o acontecido lhes causará certa estranheza!
Pela lógica, a médica Ana Ramalho, não poderia
gozar do poder de decidir o cancelamento dos benefícios
do tratamento público, na prevenção de uma
doença da qual ela não tem como padecer! Para a
gerente do Inca ficou confortável. O assunto não
mereceu considerações para descobrir quem estava
certo: o Inca ou a SBU? A única coisa que parece certo
no desenrolar desta polêmica do enfia e desenfia dedo é
que cada um que cuide do seu fiofó! Porque não existe
uma Ana Ramalho ? com poder ou sem poder ? que venha a se preocupar
se os pacientes da doença de próstata vão
morrer ou vão viver.
Foi mostrado recentemente na grande São
Paulo, nos noticiários diários e repetitivos. A
imensa fila de espera dos velhinhos com câncer de próstata
diagnosticado aguardando por mais de doze meses, retornando todos
os meses ao hospital na expectativa de conseguirem finalmente
uma intervenção cirúrgica. Mas tudo o que
eles conseguiram durante esse longo período foi constatar
que os direitos de cidadão e de idoso que eles acreditavam
que tinham! Não tinham! O desrespeito com suas conquistas
adquiridas ao longo de suas vidas, fez com que eles vissem o prenúncio
de suas mortes acompanhadas pelo cortejo da desconsideração
que gritava aos berros: vão se danar! Vão se danar!
Aparentemente o cerne da questão
não é saber se a verba para os exames preventivos
de diagnósticos deve ser cortada ou não!
Mas reconhecer a calamidade, a maldade e o desrespeito
que o sistema está praticando contra os idosos,
os mesmos idosos que o próprio sistema disse em
um passado recente que o protegeria, quando o Congresso
Nacional decretou e o Presidente da República,
sancionou em 1º de outubro de 2003, a lei nº
10.741. (Art. 1º ? É instituído o Estatuto
do idoso, destinado a regular os direitos assegurados
às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta)
anos.) Não estranhe se eu estou associando o câncer
da próstata com os idosos. Informações
divulgadas na (ISTO É guia da saúde familiar
17) com a supervisão médica do hospital
israelita Albert Einstein, afirmou “Quando um homem
envelhece sua próstata usualmente aumenta de tamanho.
A maior parte deste aumento ocorre após os 50 anos,
de modo que afeta pessoas de maior idade.” “Na
maioria dos homens a próstata aumenta à
medida que envelhecem. Sob microscópio, esse aumento
benigno (simples, não-canceroso) é visto
como uma alteração chamada hiperplasia benigna
da próstata.” Parece complicado, mas é
fácil de explicar: o poder público dá
com uma mão e tira com a outra. As explicações
ainda não se esgotaram, tem mais uma: é
possível que a poderosa Ana Ramalho, os Deputados
e os Senadores não tiveram a felicidade de assistirem
os seus avôs e os seus pais envelhecerem distribuindo
carinho para eles e padecendo das doenças próprias
da velhice. O idoso que teve o privilégio de caminhar
segurando a mão amiga de um avô, jamais prejudicará
o avô de uma criança que idêntico a
ele está precisando da mão amiga do avô.
Só os políticos milionários que já
alcançaram a terceira idade, não atribuem
relevância para esta lógica.
Será que a consciência de
cada um deles foi apagada? É possível!
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