Uma Belém entristecida
com o seu progresso e feliz com a sua governadora
sexta-feira, 16/07/07– 11h43
A cidade olha em torno dela mesma e fica
espantada quase sem acreditar em tanta evolução
tupiniquim. Um shopping Center aqui e outro ali, sem fazer
a menor diferença de onde se encontram construídos,
se na beira da estrada, no centro ou ao lado do canal,
o método de funcionamento frente à sustentabilidade
financeira é quase sempre parecida, a dificuldade
que bate às portas de um, bate às portas
do outro. Nas horas de pouco movimento geralmente nos
fins das manhãs e das tardes são apagadas
a metade das luzes dos corredores, as escadas rolante
de subir são desligadas e utilizam o artifício
de uma placa escrita: em manutenção.
No percurso dos corredores das lojas,
é vergonhoso o flagrante de vendedores postados
nas portas gritando e batendo palmas anunciando os seus
produtos esquecidos nas prateleiras sem clientes para
comprá-los, e recebendo o apoio de funcionários
desorientados que não sabem fazer a diferença
entre um shopping e uma feira livre. As portas abertas
dos monstrengos apelidados de Shopping Center, na verdade
mais escancaradas do que abertas, não contam com
um funcionário que tenha a capacidade e delicadeza
de classificar gentilmente pessoas que não serão
clientes dentro daquele estabelecimento que de princípio
deveria ser de luxo e frequentado por possíveis
gastadores. E não por maltrapilhos calçando
sandálias japonesas (comuns sujas de areia e enlameadas)
e provavelmente personagem de pequenos roubos como vem
acontecendo atualmente. Aparentemente os administradores
não estão à altura dos cargos que
ocupam ou não conhecem o significado do respeito
ao cliente que paga por um luxo e conforto que não
recebe.
É comum, quase que natural dezena
de baldes aparando goteiras por todos os lados por onde
as pessoas transitam igualzinho como acontece nas casas
periféricas o que faz a diferença de um
ambiente para o outro, são os tipos de baldes:
os das residências humildes custaram R$ 1,99 e os
dos centros comerciais foram dez vezes mais caros. A metade
dos banheiros precisa de manutenção e a
outra metade necessita urgente de reformas, pois suas
aparências provocam receios nos usuários
que são obrigados utilizá-los em uma emergência.
Os supermercados fracos de capital que funcionam no aglomerado
de lojas espalhadas não demonstram nem um pouco
de preocupação com os seus fregueses do
dia a dia, visto que eles cancelam o serviço de
entrega e informam apenas que é por tempo indeterminado.
Os caixas especiais para o atendimento diferenciado (exigidos
por lei) simplesmente não funcionam, não
existe estrutura e muito menos respeito pela exigência
do oferecimento do serviço exclusivo aos que dele
necessitam: os idosos, os deficientes físicos etc...
A compensação da tristeza
de uma metrópole amargurada concretizou-se com
a obra da Júlio Cezar com Pedro Álvares
Cabral, a eliminação de um dos seus maiores
calos: engarrafamento que durava quase uma hora e meia
para atravessar o cruzamento das avenidas. Com a coragem
da Governadora Ana Júlia de construir um projeto
relegado duas décadas foram reduzidos para em média
dois minutos de Trânsito a mesma travessia de antes
que demorava noventa minutos cheios de stress e aporrinhação
dentro de carros das mais diversas situações
de conservações e desconfortos. Nada teria
acontecido sem a eleição de uma mulher com
determinação de homem e competência
de Chefe de Estado para que a Belém que se sentia
sem graça ficasse linda com cara de cidade grande.
E como felicidade de verdade não
chega sozinha. A mesmíssima excelentíssima
Governadora Ana Júlia não parou por aí,
seguiu em frente com o programa Ação Metrópole
que implantará o Sistema Integrado de Transporte
Público da Região Metropolitana de Belém,
que irá operar com linhas troncais onde circularão
ônibus articulados nos corredores da BR-316, Augusto
Montenegro, Almirante Barroso e nas vias do centro de
Belém. E ainda contará com linhas alimentadoras
e de terminais (Marituba e Icoaraci duas felizes comunidades
agraciadas pela lembrança da Governadora) e mais
três estações de integração
(Águas lindas, Tapanã e Mangueirão).
Tudo isto resultará nos benefícios da economia
de tempo, avanço na inclusão social, priorização
do transporte público coletivo, segurança
e conforto principalmente para os idosos e portadores
de necessidades especiais e participação
e controle social no sistema de transporte metropolitano.
Parte deste milagre está sendo
financiado pela JICA – Agência de Cooperação
Internacional do Japão, que segundo ela mesma “considera
o Brasil como seu parceiro global na solução
de questões mundiais e realiza cooperação
que contribui para a solução não
só de problemas internos do Brasil, mas também,
de questões globais”. Diante de tanta boa
vontade e preocupação com o Desenvolvimento
Social, a agricultura, saúde, serviço médico,
meio ambiente e a formação profissional.
E se propondo a prestar cooperação financeira
(oferecendo dinheiro), empréstimo de quase quinhentos
milhões de reais - em moeda japonesa - para a construção
da base desenvolvimentista dinâmica e inclusiva,
resolver assuntos voltados para a globalização,
a água, alimentos e doenças infecciosas.
Reduzir a pobreza e apontar para o crescimento justo.
Juntou a fome: a JICA cheia da necessidade
de emprestar dinheiro e agradar o Pará para poder
arrotar que faz alguma coisa pela Amazônia. Com
a vontade de comer: deparou-se com a Governadora Ana Júlia
preparada, carregada de bravura e intenção
de ajudar o povo amante de procissão. Aí
deu no que deu: a Governadora fez o que deveria fazer,
respaldada pela falta de coragem, competência e
obras dos Governadores anteriores. E sem que ela estivesse
interessada provocou largos sorrisos de satisfação
na cidade das mangueiras, que canta com os pássaros
a alegria de ter uma senhora mulher, requintada e de pulso
forte no seu comando.
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