Amazônia! Bela
dona! Sem dono para cantar de galo!
quinta-feira, 08/03/07– 14h49
É com este feitio que a Amazônia
se encontra. Façamos a analogia no sentido de que
a Amazônia é uma linda mulher, fantástica,
corpo perfeito sem a menor margem de que alguém
em sã consciência possa tecer a ela qualquer
crítica. E esta mesma mulher se encontra disponível
em um desses balneários de grande badalação,
circulando sozinha por todos lugares imagináveis
onde ela possa badalar. A presença dela sem a companhia
de um marido, amante ou namorado faz com que ela fique
disponível e também faz com que todos os
garanhões do balneário se coloquem como
seus pretendentes. Diante do fato inusitado, cada um dos
garanhões se achará no direito de assediá-la
por todos os lugares que ela andar. Porque cada um deles
começará a esquematizar em suas cabeças,
qual será a melhor estratégia para a grande
conquista. E eles também sabem que o conquistador
será aquele que abordá-la com maiores galanteios,
no momento em que ela estiver mais desprotegida do que
o habitual, neste momento que será único,
a abordagem necessariamente terá que ser agressiva
e definitiva para conquistar a presa porque não
haverá uma segunda chance. São muitos os
gaviões que estão de olho nela, só
ela não enxerga, se enxergasse trataria de se proteger.
Aparentemente a Amazônia não
tem dono, e é por ela não ter dono que o
resto do mundo se acha seu dono. É inadmissível
que todos paises se achem no direito de falar com convicção
que a Amazônia é da humanidade, é
um bem público global. O cacete que é! A
Amazônia tem dono! Infelizmente o dono está
temporariamente com a vista embaçada, ele não
consegue ver que a maior fonte de renda que o país
possui, é a Amazônia! E ele mesmo em sã
consciência entrega nas mãos de terceiros:
milhares de hectares de reserva florestal para o estado
X, a mesma quantidade para o estado Y e a mesma quantidade
para o estado Z. A mesma quantidade para o parque X, para
a comunidade Y e para a comunidade Z. O próprio
dono entregou de mão beijada, o que seria a maior
fonte de renda do país, o território mais
valorizado e cobiçado em todo o mundo. A Amazônia
legal 5 milhões de km², a maior floresta tropical
em área contínua a grande depositária
da biodiversidade mais discutida do planeta. Tudo isto
e por tudo isto, a bela Amazônia jamais deveria
ser entregue ou deixar que fosse ocupada por terceiros
que não terão meios bélicos, financeiros
ou atos aguerridos no caso de precisar defendê-la.
Que motivos dariam coragem para os que receberam a bela
Amazônia, de mão beijada, eventualmente defendê-la
com unhas e dentes? Não, eles não defenderiam,
não pagaram nada por ela! O prejuízo não
será deles, mas sim do antigo dono que para não
perder o antigo bem e o controle sobre a bela Amazônia
vai defendê-la com toda sua valentia. É difícil
de entender ou aceitar a decisão do dono da bela
Amazônia de lotear o território que está
sobre o domínio dele, exatamente a Amazônia
que todos os olhos estão voltados para ela e todos
os dedos apontam na direção do dono acusando-o
de não saber administrá-la, por permitir
a destruição da mata por meio da extração
ilegal da madeira. E estes mesmos dedos que apontam acusando,
apontam mostrando números, e eles mostraram que
o maior desmatamento da história da bela Amazônia
deu-se entre 2003 e 2004, em uma área acima de
130 mil estádios de futebol. Mostraram também
quanto foi destruído da bela Amazônia: mais
de 650 mil km² ou o equivalente a 17% da floresta
original. Esta área que os dedos apontaram, é
maior do que a França! Os dedos em riste também
apontaram com convicção, os números
da ferida: mais de dez mil caminhões carregados
de madeira deixam a floresta todos os dias. Os dedos do
Instituto Carnegie de Washington, EUA e os da Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontaram
através dos seus pesquisadores, que utilizaram
novo método de analise fundamentado em três
satélites, que lhes deram condições
de observar a mata com maior precisão para que
pudessem além de apontar, também afirmar
que estas quantidades de caminhões diários,
carregados de madeira perfazem o total de 28 milhões
de metros cúbicos por ano e que o desgaste feito
pela extração ilegal da madeira, foi pelo
menos o dobro do registrado entre 1999 e 2002.
Não parece certo deixar áreas
imensas da Amazônia, sobre a responsabilidade de
determinados estados, municípios e comunidades.
O que se pareceria com o certo, seria a criação
de um Ministério com poderes totalitários.
Calma! Apenas o Ministério gozaria da exclusividade
dos poderes! O Ministério arregimentaria, a experiência
e o sucesso da Petrobrás. Teria sobre a Amazônia
controle ilimitado, só a Madebrás Ministério
da Amazônia Ampla, poderia extrair madeira, comercializar,
ceder concessões. Desapareceria a figura do comerciante
de madeira, do madeireiro — o que extrai a madeira
e vende em toras — que não possui um naco
da Amazônia, mas se beneficia da madeira como se
possuísse; o profissional especializado em derrubar
árvores. Ninguém! Desde latifundiário
a minifundiário, brasileiro, estrangeiro, invasor,
proprietário de terras tituladas ou sem títulos,
sem exceção. Seria o fim da exploração
ilegal da Amazônia. Só o verdadeiro dono
de fato e de direito, a Madebrás Ministério
da Amazônia Ampla exploraria a Amazônia com
consciência, conservaria, protegeria e a replantaria
para a felicidade e alegria de gerações
futuras.
Com um avanço tão acentuado
como este no quesito Amazônia, que está debaixo
dos olhos do mundo, só restaria executar o projeto
com muita seriedade e visão futurista, porque provavelmente
o mundo não ficaria embevecido em conhecer o nome,
o sobrenome e o endereço do dono da Amazônia,
principalmente um dono tão poderoso e exclusivista.
Sim! Poderoso! Só com os seus poderes expostos
a Madebrás Ministério da Amazônia
Ampla poderia fazer com que o mundo ouvisse o seu brado
retumbante!
• A Madebrás seria fundada com o capital
inicial de pelo menos Um bilhão de Reais, com tamanha
envergadura, a bela Amazônia teria em seu dono o
proprietário ideal que ela sonhara por séculos,
para fazer-lhe justiça em sua exploração
e conservação.
• A Madebrás escolheria para sede a cidade
mais próxima da floresta, bem na ilharga e daria
início às suas construções
faraônicas:
? Construiria um enorme e moderno quartel para abrigar
os seus não convencionais guardas-florestais em
um número aproximado de dez mil homens especializados.
Armados e treinados para defenderem a floresta e travarem
combate se necessário.
? Construiria uma Vila Militar para residência dos
oficiais e dos funcionários do primeiro, segundo
e terceiro escalão da Madebrás.
? Construiria galpões para abrigarem serrarias
e estocagens de madeiras serradas, classificadas em níveis
de exportações, mercado interno A, mercado
interno B e mercado de aproveitamento que seria fornecido
para a indústria e microindústria do ramo
moveleiro.
Como seria o formato da EXPLORAÇÃO
E COMERCIALIZAÇÃO?
• Seria estipulado um preço
por metro cúbico para cada classificação
possível de ser encontrada na Amazônia legal.A
Madebrás seria proprietária de toda madeira
mediante o pagamento do preço estipulado. Os donos
de propriedades particulares teriam domínio sobre
a terra, a madeira não. Os proprietários
que se achassem por incomodados, poderiam vender suas
propriedades para a Madebrás que estipularia um
preço por hectare para a região. As propriedades
tituladas da Amazônia não poderiam ser vendidas
para terceiros, só única e exclusivamente
para a Madebrás.
• Toda e qualquer madeira da Amazônia só
sairia de lá beneficiada única e exclusivamente
pela Madebrás, com caracteres gravados identificando
a procedência. Seria proibido a comercialização
e conseqüentemente o trânsito de toras para
fora da Amazônia legal.
• Os impostos: federais, estaduais e municipais.
A cúpula da Madebrás certamente encontraria
o formato mais adequado.
• Os madeireiros da região receberiam indenização
pelos seus equipamentos e propriedades de qualquer espécie.
Os homens que antes trabalhavam derrubando árvores
seriam todos contratados.
• Os futuros não convencionais guardas-florestais
seriam contratados preferencialmente entre os residentes
na região e nos municípios adjacentes.
• A Madebrás convocaria a Indústria
Pesada para repassar-lhes a incumbência da criação
do projeto e execução de uma torre de sustentáculo
para derrubada de árvores com proteção.
A torre do futuro impediria que as árvores derrubadas
caíssem sobre as árvores adultas vizinhas
que ainda estivessem em pé. A tecnologia da torre
do futuro partiria do princípio que a árvore
seria derrubada de cima para baixo: primeiro os galhos,
depois o tronco. A idéia da torre do futuro é
que ela seria montada aos pés da árvore,
o funcionamento se daria por meio de: elevadores, guindastes,
sustentáculos e motor diesel. A derrubada de uma
árvore seria com calma, sem pressa. O tempo aparentemente
perdido com os detalhes da derrubada seria infinitamente
menor do que o tempo, que a Madebrás teria que
replantar e esperar crescer a quantidade incalculável
de pequenas e médias árvores, que seriam
destruídas se fossem derrubadas da forma irresponsável
que derrubam atualmente.
• O projeto para a fabricação de torres
de sustentáculos para derrubada de árvores
com proteção parece algo assustador! Equipamento
de ficção científica! Só parece,
mas não é, o que ele é na verdade:
é um projeto que poderá ser realizado através
de grande investimento e da visão futurista de
um Estadista. Mas terá que ser um Estadista por
inteiro, sem que lhe falte uma polegada em sua estatura
política.
• A exportação da madeira da Amazônia
só poderia ser feita de Estatal para Estatal. Os
países importadores teriam que se adequar de acordo
com as normas da Madebrás e entre elas a sine qua
non seria a fundação de um Ministério
com a finalidade exclusiva de importar madeira da Amazônia.
A empresa estatal do país importador se tornaria
uma concessionária da Madebrás e um distribuidor
de madeira da Amazônia. As concessões para
as empresas estatais importadoras teriam um custo fabuloso,
com a finalidade de dificultar e complicar ao extremo,
a intenção de importar.
• A Madebrás teria que se estruturar para
a criação do que seria o maior canteiro
de cultivo de mudas das principais espécies de
madeiras da Amazônia. Os canteiros seriam tão
avantajados, que de repente, os olhos dos satélites
se preencheriam com as instalações das estufas
por falta de extração ilegal de madeira.
• Para cada mil metros cúbicos importados,
o importador arcaria com a responsabilidade de importar
dez mil mudas da mesma espécie da madeira importada
e conseqüentemente ele teria que plantá-las,
reservando para isto uma grande área para a formação
de sua própria floresta. A Madebrás fiscalizaria
e assistiria de perto o plantio em seu pleno desenvolvimento
e procriação da futura floresta. Forneceria
especialistas na área, convênios nas universidades
da Madebrás para formação dos profissionais
que no futuro trabalhariam em seus países de origem
procriando suas próprias florestas, eliminando
desta forma a necessidade de investir nas florestas dos
outros países e também o hábito de
saírem por aí os acusando de destruírem
o planeta. O número de empregos que a Madebrás
geraria seria assombroso. A formação e posse
da tecnologia em mudas, plantação, conservação
e extração de madeiras seria uma conquista
de valor incalculável para a Madebrás. O
futuro será escrito — arrisco a dizer —
único e exclusivamente ouvindo acalento de preocupações
com as conseqüências do aquecimento global
do planeta. O Brasil seria o berço da tecnologia
em sustentação para a conservação
deste mesmo planeta em que todos estão preocupados
com o seu aquecimento. Somos reconhecidamente um país
que usa energia limpa — não emite gases de
efeito estufa — produzida em hidrelétrica
e já começamos a usar em larga escala o
biocombustível, que tem a sua fonte renovável.
Considerando-se que este fantástico — é
isto mesmo, ele não tem nada de fantasioso —
projeto viesse a ser realizado e se somássemos
a vantagem energética, que temos sobre os outros
países seria praticamente incontestável
reconhecer, que caminharíamos para o topo do mundo
na importância da preservação ambiental
da Terra.
• A madeira personalizada comprovadamente extraída
na Amazônia seria por força dos altos custos
e da importância ambiental reconhecida por todo
o mundo, um produto muito caro, nobre, raro, uma jóia
de inestimável valor. Na comercialização
da madeira não se consideraria o preço de
mercado, mas o tamanho da falta que ela faria se viesse
a faltar, logo ela, que entremeada no meio da floresta
tem a função de resfriar o planeta, deixando-o
com um clima suportável para ser habitado pelo
homem. Só diante do incontestável, cala-se
a consciência mórbida que não consegue
ver a verdade. A Madebrás prestaria o maior dos
maiores serviços para a humanidade: preservaria
a Amazônia e replantaria dezenas de florestas ao
redor do mundo. Quando cada país possuir a sua
floresta, o mundo será mais mundo, para os pobres,
para os ricos e para as ONGs.
Os dedos que apontam, não param
de apontar, eles permanecem em riste e eles não
são poucos. Desta vez a Organização
das Nações Unidas (ONU), veio de carrão
de sena, postou-se de porta-bandeira da escola de amedrontar
“Unidas Apontaremos” e apontou em direção
ao mundo os dedos dos 500 cientistas — são
muitos cientistas e dedos para uma floresta só
— do Painel Intergovernamental de Mudanças
Climáticas (IPCC, sigla em inglês) e divulgou
dados alarmantes, pintou de negro o futuro da humanidade
e em cima do mesmo futuro deu pinceladas, umas sobre as
outras até ficar negríssimo para poder divulgar
o que seria o futuro da Amazônia.
• O homem é apontado como o grande causador
do aumento da temperatura no planeta, com previsões
que oscilam entre 1,8 e 4,5 graus Celsius, previsão
essa, que se daria ao luxo de sozinha afetar por meio
da fome 200 a 600 milhões de pessoas até
2080 e com grande possibilidade de atingir mais 3,2 milhões
pela escassez de água.
• O IPCC apontou ainda, que a China, Austrália,
Europa e Estados Unidos seriam as nações
que sofreriam terrivelmente com o provável desaparecimento
da água. Em pior situação ficaria
a África tropical, que sofreria o aumento da miséria
e da fome de forma incontrolável.
• Desta vez, tão somente desta vez, os dedos
apontaram na direção oposta da Amazônia
— ela é sempre a culpada do aquecimento global
— o IPCC afirmou com a probabilidade de 90% de acerto,
que as emissões de dióxido de carbono (CO²)
e outros gases são os causadores do efeito estufa
provocado pela mão do homem. E que as emissões
do passado e do futuro contribuirão para o aquecimento
do planeta e o aumento do nível dos mares por mais
de milênio.
• Sobre o futuro negríssimo da Amazônia
foi revelado que ela poderá sofrer aumento na temperatura
bem maior do que se aquecerá o restante do globo,
algo em torno de 5º C, ou seja, acima dos 1,8º
a 4,5º C projetados para o Globo como um todo.
O ponto crucial escolhido através
do tempo, onde tudo de ruim poderá acontecer, foi
entre 2090 e 2099. Que bom! Que notícia ótima!
A Madebrás terá tempo suficiente para regrar
a extração da madeira na Amazônia,
conservar, replantar e plantar florestas através
das nações. O IPCC foi duro com o relatório,
chocou pessoas. Mas foi cavalheiro, não apontou
quem seria o responsável pela solução.
Estados Unidos? Nem pensar! Recusaram assinar a intenção
da não poluição do planeta! Parece,
ninguém sabe ao certo apenas parece, que os Americanos
têm muito dinheiro para fazer a guerra, mas não
para frear a produção industrial, criando
medidas de prevenção e estalando redutores
de poluição. Os cientistas cravaram a espada
do herói nas geleiras do Himalaia, para aquele
que se achar um estadista completo, destemido, sem lhe
faltar uma polegada sequer, arrancar a espada das geleiras
e apresentar a solução para o mundo, esgrimindo
a espada com gosto de troféu e bradando com confiança
de herói “Eu tenho a solução!”.
Gestão Florestal, não é
a solução, é conversa para boi dormir!
A sorte está lançada, só semeará
floresta e tecnologia restal pelo mundo, quem tiver floresta! |