Os malefícios do futebol
quarta-feira, 29/11/06 – 08h46
O Técnico do profissional
A tábua de salvação
quando ele chega no time, todo embrulhado em papel de
presente para a torcida, o bom, o melhor, o cara que sabe
tudo de futebol, com a técnica dele o time vai
vencer e a torcida vai amansar. É este o pensamento
do Cartola, mas ele só pensa assim porque ele já
perdeu a cabeça, dentro da cachola dele não
tem mais pensamento que se aproveite, quando ele troca
o técnico é porque o time já afundou
na lama, está só com a cabeça do
lado de fora do lamaçal ou então o técnico
anterior criou vergonha na cara pediu demissão
e sumiu.
Todo e qualquer técnico de futebol
é técnico? É realmente um sujeito
que entende de futebol, que está preparado tecnicamente
para treinar um time? Não! Não é
mesmo! Tem muito técnico de futebol que de técnico
não tem nada!
O técnico ruim, enganador, mascarado,
posudo é fácil de identificar, quando o
incompetente chega no novo clube que o contratou, com
raríssimas exceções, faz tudo igual
como ele fez no antigo clube onde ele treinava o time
perdedor e que por isto ele foi demitido. Com as derrotas
do time anterior, o técnico ruim não aprende
nada, não tira delas nenhum aprendizado, o cabeça-de-bagre
é burro de nascença, ele repete todos os
erros porque não sabe fazer diferente, não
sabe raciocinar e não sabe aprender. Quando o técnico
chega no novo clube ele procura antes de qualquer coisa
tomar conhecimento da relação do time titular
que vinha jogando. Ele nunca, de forma alguma, nem mesmo
em sonho, coloca o time para jogar um amistoso com qualquer
time, até com um time da periferia valeria a experiência
para ele conhecer o elenco jogando. A lógica diz
que o meio de um técnico conhecer o jogador é
vê-lo jogando, e um primeiro amistoso dirigido pelo
novo técnico do time, sempre teve e sempre terá
a tendência de transformar-se em um jogo disputado.
Depois do jogo, aí sim, o técnico teria
condição de escalar o time dele já
conhecendo um pouco do futebol de cada um dos jogadores
do elenco sem a preocupação de saber quem
estava jogando no time antes dele chegar e quem não
estava.
A segunda providência do técnico
ruim é afastar a metade dos jogadores titulares
que estavam jogando no time, do meio do campo para frente
ele encosta todos, nenhum dos jogadores presta. O raciocínio
do técnico ruim é simples: se eles prestassem
o time estaria vencendo. Mas espera aí, o técnico
a função dele não é ensinar,
treinar e preparar os jogadores? Por que ele não
ensina, treina e prepara os jogadores ao invés
de afastá-los do elenco? A resposta é simples:
técnico ruim não sabe ensinar, treinar e
preparar jogadores. Na verdade ele não é
técnico de futebol, não entende nada de
futebol, não tem nem mesmo a capacidade de observação
de distinguir a característica futebolística
de cada um dos seus jogadores. O técnico ruim se
diz técnico porque alguém lá atrás
no passado dele, deu a chance para ele treinar um time
qualquer e passou a chamá-lo de técnico
e para o azar dos clubes, ele acreditou.
Técnico ruim sabe fazer muito
bem, e como sabe! Ele coloca a bola no meio do campo,
se reveste do poder recebido do presidente do clube, deixa
os coletes descansarem sobre o gramado, para logo em seguida
distribuí-los um por um para os jogadores, fazendo
pose de homem poderoso. Mas a entrega dos coletes é
uma loteria, ele nunca sabe o que está fazendo,
no fundo ele só está torcendo para que os
jogadores escolhidos entrem no jogo e façam tudo
certinho, por eles mesmos. Que eles sejam aplicados em
nome das carreiras deles. É por isto que o técnico
ruim, todas às vezes antes do jogo começar,
ele toca no ombro dos jogadores mais esforçados
do grupo e diz “Vai lá joga o que tu sabes,
coloca em prática tudo o que tu aprendestes ao
longo da tua carreira” ele jamais diz “Vai
lá e joga o que eu te ensinei” porque o técnico
tem consciência que não ensinou nada para
o jogador, tudo o que o jogador sabe aprendeu por sua
própria vontade na adolescência. Ah! Mas
tem um item que o técnico ruim se esmera e como
ele se esmera, faz com tanta competência que chega
a treinar em frente do espelho, é uma necessidade
que ele carrega com ele dia e noite: provar que é
ele que manda no time.
Todos os cartolas de times participantes
de campeonatos nacionais e regionais deveriam em comum
acordo com suas Federações Estaduais, discutirem
baseados na inteligência e na democracia em nome
da necessidade de ao menos conservarem a integridade financeira
dos seus clubes contra esta malfadada figura do técnico
que não é técnico de futebol. Pelo
menos criar uma norma para separá-los em categoria
nominativa de acordo com as suas realizações
nos clubes por onde eles passaram. Os cartolas poderiam
instituir pontuações para determinados itens
da maior importância na qualidade do trabalho de
um técnico de futebol. As pontuações
teriam o poder realístico de colocá-los
em categorias de acordo com os seus feitos de vitórias
e derrotas. Categorias que poderiam ser parecidas com
estas: super técnico, grande técnico, técnico,
quase técnico, aspirante de técnico.
Ver
tabela
Este tipo de coisa só poderá acontecer
partindo da vontade dos cartolas, que encaminharão para
as federações a idéia já triturada
e passada no crivo. Junto com a idéia peneirada apresentarão
o argumento de quanto será vantajoso para os clubes. A
negociação com os técnicos será mais
fácil; a arrogância de cada técnico ficará
restrita à categoria que ele ocupar, nem mais nem menos;
salário tabelado por categoria (é um sonho? Sim,
pode até ser! Mas é um sonho realizável!)
com tabela progressiva atrelada a permanência no clube e
evolução do time. Só assim, o verdadeiro
técnico de futebol poderá ser identificado. |