Analfabetismo pode ser moda...?
sábado, 20/06/09 - 21h45
Quando demos oportunidade para que o cacique Tô
Cunsca Alho, e o Aji na Moita, o único japonês
de olhos grandes, criassem a coluna Horrível,
foi simplesmente para mostrar aos cibernautas que acessam
o Acorda Pará, site particular sem auspícios
do governo ou de empresas particulares, que sobrevive,
e vem crescendo vertiginosamente nesses sete anos de
existência, sendo visitado em 25 países,
e feito nos moldes do Pará de outrora, que foi
terra de notórios e intelectuais, porém,
hoje, as mudanças têm sido radicais, especialmente
na área da educação, do saber e
da intelectualidade.
Recentemente o STJ decidiu pela não exigência
do diploma de jornalismo o que de um lado achamos correto
e do outro não, vejamos. Ninguém nasce
sabendo, falando ou escrevendo, certo?
Porém existem alguns jornalistas com diplomas
que são verdadeiros ‘analfabetos’,
pois, por mais que tenham frequentado uma IES, muitos
não aprenderam a forma de redigir, informar,
e nem a de falar corretamente (sem vícios de
linguagem) etc. e tal. Isso é um dom que tem
que ser somado ao curso de jornalismo. A verve vem de
berço, e não se aprende em nenhuma universidade.
Que o diga meu amigo e acadêmico da APL Nazareno
Tourinho.
Como a Lei de Imprensa caiu 'morro abaixo', cada qual
responda no cível e no crime por seus escritos,
suas informações e suas palavras na mídia.
Agora o que não podemos é ficar assistindo
de 'camarote' como leitor, ouvinte ou telespectador
tamanhas asneiras e burrices que são proferidas
por 'jornalistas' dos grandes grupos de comunicações
do Estado do Pará, e muitos do Brasil afora,
que trazem a notícia com tamanha desinformação,
e um detalhe, segundo consta, todos com diploma universitário.
Uma verdadeira aberração, com erros grosseiros,
como os que são aproveitados e publicados na
Coluna Horrível, em forma de sátira, para
que, pelo menos, diminuam a intensidade e frequência
dos erros. Não que não possamos errar
também, mas se faz necessário maior cautela
quando se trata de informação. Erramos
sim, mas temos o dever de levar ao conhecimento do público
ávido por informações algo que
some à cultura, e que não venham a fazer
o famoso ‘brainwashing’ (lavagem cerebral)
na cabeça do povo, como vemos, lemos e escutamos
diariamente em várias notícias e informes
publicitários na capital paraense.
Acabo de receber e ler o jornal, edição
de domingo, de ‘O Liberal’ que veicula a
notícia que o ‘Maior índice de analfabetismo
é do Pará’, Cenário Ruim,
do montante nacional, 4,1% são oriundos do Estado.
Situação analisada pelo MEC. Matéria
enviada da sucursal de Brasília com autoria de
Thiago Vilarins.
Na realidade, essa informação não
é absurda não, pois lembro que uma vez,
a convite do presidente da Academia Paraense de Letras,
estive naquela Casa, e por ocasião da cantata
do hino do Pará chegou uma equipe de imprensa
local, onde uma jornalista com tamanho desconhecimento
de causa perguntou que hino era aquele em execução.
É por esse e outros motivos que digo: O ‘Diploma’
nem sempre está à altura da capacidade
intelectual do profissional de comunicação.
Outro caso fatídico, ano passado, por ocasião
da XII Feira Pan-Amazônica do Livro, evento do
Governo do Estado do Pará coordenado pela Secretaria
de Cultura – SECULT, uma docente de uma IES local,
no Estande dos Escritores Paraenses perguntou à
que horas poderia entrevistar Eneida de Morais (pode?),
e noutra ocasião perguntei 'graciosamente' à
uma fotógrafa de um grande jornal que operava
no estande por ocasião do lançamento de
um livro, aonde poderia falar e pedir um autógrafo
do escritor Dalcídio Jurandir e ela com tamanha
prudência e sabedoria, respondeu: - 'ele está
ali autografando, passei por lá ainda há
pouco' (pode?). Como vemos o desconhecimento de nossa
história é total, por parte desses profissionais,
pois neste ano - 2009 - comemoramos o centenário
de nascimento desse ilustre caboclo, escritor e jornalista
marajoara. E não pensem que é mentira,
pois tenho várias testemunhas que me ladeavam.
A educação no Pará é uma
lacuna que deverá ser preenchida com agilidade,
pois além de educar os jovens, tira-os das ruas,
da pedofilia, do trabalho escravo, dos vícios
entre outros ilícitos. E que os ‘diplomados’
sejam mais eficazes em seus afazeres, deixando de lado
a informação ‘politiqueira’
e que não fiquem somente cumprindo suas missões
de ‘empregados’ dos grandes grupos de comunicação,
mas que criem mecanismo para opinarem buscando o crescimento
de nossa Nação Pará. A realidade
está explicitada na matéria de ‘O
Liberal’.
Devemos sim, cobrar com eficácia dos governos
ações que venham ao encontro do anseio
da população para que coloquem em marcha
escolas estaduais e municipais para que maximizem a
cultura e a sociabilidade desses jovens, e que no futuro
possam ter um pouco de cultura, e o tal 'diploma' que
muitos acham que só podem sobreviver com ele.
Como no caso de alguns jornalistas. No vasto universo
paraense ou amazônico como em qualquer outro ponto
do planeta o homem ainda é o elemento mais importante,
desde que educado para tanto.
Então, não estamos errados em ter criado
a coluna Horrível, e os dois correspondentes
estão orgulhosos de ter idealizado o espaço
para o site Acorda Pará, pois ela está
com repercussão nacional. Não queremos
dar deméritos a ninguém, somente pedimos
que os ‘jornalistas’, ‘apresentadores’
e ‘locutores’ não passem informações
erradas sobre o Pará, sem querer e já
plagiando Boris Casoi, isso é uma vergonha...
Diga não ao analfabetismo, inclusive aos dos
‘jornalistas’ graduados também...
E Viva o Pará! Verde e Viva a Amazônia...