Pará Terra de Direitos! Totalmente sem Lei...
sábado, 27/12/08 - 20h00
Desde 2007 o Estado do Pará está sendo noticiado,
virou manchete local e nacional sobre a (in)segurança
pública, com assaltos a bancos, seqüestros relâmpagos
com reféns e a desordem nas cidades do interior, a exemplo
Igarapé Miri, um município da região guajarina
onde a população revoltada com um assassinato
ocorrido naquela cidade ateou fogo e destruiu por completo o
Fórum da cidade, porém não ficamos somente
com essa moldura espelhada na imprensa nacional, existem ainda
os crimes como o da grilagem de terra, e o desmatamento inconteste
do meio ambiente, outros cernes das questões.
E viva! A falta de segurança pública no Pará,
e a fiscalização em nossas florestas... Como diz
nosso hino ‘Salve o terra de lindas florestas... ’,
‘E a deixar de manter esse brilho, preferimos, mil vezes,
a morte!’, profetizado por Arthur Porto, quando da escrita
de nosso hino.
Não que seja luxo, não, mas no computador que
trabalho, tenho instalada uma placa de captura de vídeo,
onde escuto as estações de Rádio, bem como
assisto programas Televisivos, principalmente os jornalísticos.
Como acesso rápido qualquer emissora de TV, seja local
ou nacional, tenho acompanhado os noticiários que não
poupam informações que denigrem nosso Estado,
no que diz respeito à segurança, pois já
está assustador o índice de violência, seja
contra o cidadão, ou crimes contra o meio ambiente. O
que está faltando é colocar em prática
o que dita nossas leis, e aplicá-las, para termos o direito
de ir e vir, com tranquilidade como acontece em outras partes
do planeta.
Quero falar sim, da falta de segurança, da falta de capacidade
do governo gerir a situação caótica instalada.
Sabemos que não é somente aqui no Pará.
Porém, o governo estadual deverá implantar ações
de pronto que venha ao encontro do anseio da população,
o de dar segurança ao seu povo, e minimizar a insegurança
que atualmente vivemos, ou quem sabe seremos realmente uma terra
sem lei. Pois o sul do Pará já é conhecido
como uma terra de ‘faroeste’. Cadê a aplicação
da Lei...
A Lei, da qual me refiro, não é só o cumprimento
pelo judiciário, não. Apesar de ter sido recentemente
realizada uma audiência pública, em Belém
do Pará, pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) com a presença do ministro Gilson Dipp, para que
a sociedade paraense tivesse a oportunidade de expor suas reclamações
e fazer sugestões. O evento na realidade também
foi uma inspeção da Corregedoria no Judiciário
do Pará, motivada por reclamações relacionadas
à morosidade processual, entre outras irregularidades
administrativas.
Todos os dias, ao abrimos os jornais, deparamos com fatos de
violência que substanciam esses informativos, o que não
é diferente nos jornais televisivos. Porém, como
bem colocado no documentário Armagedom: ‘Ler o
jornal, hoje em dia, atualmente, não é a maneira
mais animadora de se começar o dia, os problemas mundiais
ficam cada vez mais desesperadores e insuperáveis’.
Sim, e os nossos problemas onde ficam nessa cadeia sucessória?
Após a inserção da palavra Globalização
parece que viramos outro estado, realmente estamos vivendo um
momento de barbárie, com os esses acontecimentos. Recentemente
a morte de um conceituado médico, aqui na capital, no
centro da cidade, deu ensejo a ser criado um movimento sob o
slogan ‘Violência – Chega de violência!’.
Claro que a vida desse profissional ninguém poderá
devolver. E como fica essa família? Cobrar de quem? Do
Estado? Sabemos por óbvio que a dor é difícil
de comutar, afinal, é de quem a sente. Neste caso é
inconteste a dor dessa família enlutada. Sofrer o ‘nunca
mais’ é a coisa mais dolorida que o ser humano
pode sentir.
Recentemente, recebi um e-mail de uma amiga com a seguinte
mensagem: ‘BASTA! Chega! Chega de tanta insegurança.
Quantos amigos, cidadãos de bem, pais e mães de
família perdemos este ano fruto da violência que
tomou conta da nossa cidade? Quantas mães estão
chorando a perda de seus filhos?’, o que demonstra a preocupação
não somente dela, mas de toda uma sociedade... E enfatiza,
‘Estamos vivendo em nossa cidade um estado de sítio.
“Estamos sitiados, encurralados pela violência,
em um Estado sem Governo”.
E, somente para mudarmos de assunto, só que faltava...
Que luxo! Até CPI da Pedofilia instalada na Assembléia
Legislativa do Estado do Pará, para inquirir nada mais
nada menos que um deputado estadual. Autoridade! Homem público!
Membro dessa mesma casa... Agora imagina só, se viesse
à tona os casos do interior do estado, se denunciassem
realmente, o que aconteceria com nossa Nação Pará...
Entretanto, às vésperas de sediar o 9º Fórum
Social Mundial, um evento de âmbito internacional, qual
a segurança que se pode oferecer aos visitantes e turistas
por passagem à nossa capital? Se bem que, no evento,
serão discutidos temas relevantes por movimentos sociais
que objetivam celebrar a diversidade, buscando alternativas
que julgam ser adequadas a todas as questões sociais.
E o nosso contingente da Polícia Militar, bem como da
Polícia Civil, como está quantitativamente em
relação à população paraense?
Se bem que, em alguns casos, temos visto que um determinado
número de militares briosos no desempenho de suas atividades,
evitando que em seqüestros relâmpagos as vítimas
sejam mortas, como não foi o caso da adolescente Elóa,
em Santo André, São Paulo. Segundo um jornal local
a polícia chegou a informar que os registros este ano
são menores comparados à mesma época do
ano passado...
Devemos sim, cobrar energicamente das autoridades constituídas
um ‘basta’ para esse caos instalado. A segurança
não se faz só com uma frota de veículos
ou motos novas, e sim com profissionais treinados e bem qualificados.
Penso que, seja de bom grado o governo do Estado contratar novos
policiais para dar segurança à nossa população,
e aumentar também o contingente de fiscais do Ibama e
Sema/Pa, para que possam fiscalizar com mais precisão
a retirada ilegal de madeira de nossas florestas. Pois se não
houver política pública para os problemas que
vem se acumulando, o Pará notoriamente não sairá
da mídia nacional e quiçá internacional.
Realmente é muito lamentável ler, ouvir e ver
os acontecimentos... Parece que tudo isso já tinha sido
profetizado!
Como escrevi num prefácio de um livro; A alegria de
saber, o prazer de conhecer, a beleza de encontrar, a grandeza
de ser, de continuar a viver, de existir, compensa qualquer
luta, qualquer esforço para acordar para a realidade,
pois só a Deus, uno e trino cabe, em todos os sentidos,
direcionar a vida de cada ser humano. Como é bom a Vida
quando bem vivida.
E tenho dito...