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Jorge Calderaro

Jornalista, Escritor, Historiador e Ambientalista
Belém - Pará - Amazônia - Brasil
 

Show de Insegurança no Pará

terça-feira, 01/09/09 - 13h55

A insegurança na capital bem como no interior do estado está, como se fosse, uma pandemia. Todos os dias são noticiados fatos de mortes, assaltos, como o que ocorreu semana passada com deputado federal Nilson Pinto, sequestros relâmpago, como o caso do juiz federal Rubem Rolo que sofreu um sequestro relâmpago ontem por volta das 20h30, e graças a Tupã nada sofreram apesar do susto. No caso do juiz federal, será represália do fato anterior pelo qual passou, onde foram envolvidos guardas municipais e policiais militares? A pergunta fica no ar.

No Pará não observamos nenhuma ação de choque contra esses criminosos. Será que sociedade está preparada para aceitar praticamente tudo dos fora-da-lei. E como fica a sociedade, nós simples cidadãos que optamos pelo trabalho honesto e pagamos nossos impostos em dia? O que devemos esperar? De quem cobrar?

Os investimentos na área da segurança pública caem cada vez mais, por quê? Os preocupados políticos podem andar armados para se defender, possuem segurança particular e, se não quiserem pagar, podem pedir o acompanhamento de policiais durante 24h do dia. Porém, como fica a situação de nossos bravos trabalhadores, que já não possuem o direito e de ir e vir? Onde está a ronda ostensiva? Onde estão os "paredões" com suspeitos? Cadê a fiscalização, a investigação e as detenções que deveriam dar uma sensação de perigo para os criminosos e segurança para nós?

Égua maninho! O negócio está incontrolável. A polícia que deveria dar segurança à população está inerte, inoperante. Mas não muito raro alguns agentes de polícia gostam de se exibir, como aconteceu na sexta-feira passada em Capitão Poço, cidade distante 226 km da capital, quando da realização de uma festa, em uma danceteria, o escrivão de polícia, Humberto, lotado em Capitão Poço, deu um ‘show’ durante a festa, além de ter se embriagado, sacou sua arma e ameaçou os presentes, e na rua disparou vários tiros. Hoje esse é o assunto na cidade e mote na Câmara de Vereadores daquele município.

A sociedade não pode ficar calada frente a esse temor que aflige a todos, o pior é que só existem direitos humanos para bandidos, e só verificar se o deputado ou o juiz, ou qualquer outra pessoa que tenha sofrido qualquer tipo de violência pessoal ou familiar, já foi procurado por algum defensor dos direitos humanos para saber se está tudo bem? E fico pensando se as autoridades competentes estão residindo mesmo na capital, ou não assistem TV ou não lêem os jornais, pois o que demonstra na falta de ações é que estão mais para ‘incompetentes’ no sistema de segurança.

 

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