Show de Insegurança no Pará
terça-feira, 01/09/09 - 13h55
A insegurança na capital bem como no interior
do estado está, como se fosse, uma pandemia.
Todos os dias são noticiados fatos de mortes,
assaltos, como o que ocorreu semana passada com deputado
federal Nilson Pinto, sequestros relâmpago, como
o caso do juiz federal Rubem Rolo que sofreu um sequestro
relâmpago ontem por volta das 20h30, e graças
a Tupã nada sofreram apesar do susto. No caso
do juiz federal, será represália do fato
anterior pelo qual passou, onde foram envolvidos guardas
municipais e policiais militares? A pergunta fica no
ar.
No Pará não observamos nenhuma ação
de choque contra esses criminosos. Será que sociedade
está preparada para aceitar praticamente tudo
dos fora-da-lei. E como fica a sociedade, nós
simples cidadãos que optamos pelo trabalho honesto
e pagamos nossos impostos em dia? O que devemos esperar?
De quem cobrar?
Os investimentos na área da segurança
pública caem cada vez mais, por quê? Os
preocupados políticos podem andar armados para
se defender, possuem segurança particular e,
se não quiserem pagar, podem pedir o acompanhamento
de policiais durante 24h do dia. Porém, como
fica a situação de nossos bravos trabalhadores,
que já não possuem o direito e de ir e
vir? Onde está a ronda ostensiva? Onde estão
os "paredões" com suspeitos? Cadê
a fiscalização, a investigação
e as detenções que deveriam dar uma sensação
de perigo para os criminosos e segurança para
nós?
Égua maninho! O negócio está incontrolável.
A polícia que deveria dar segurança à
população está inerte, inoperante.
Mas não muito raro alguns agentes de polícia
gostam de se exibir, como aconteceu na sexta-feira passada
em Capitão Poço, cidade distante 226 km
da capital, quando da realização de uma
festa, em uma danceteria, o escrivão de polícia,
Humberto, lotado em Capitão Poço, deu
um ‘show’ durante a festa, além de
ter se embriagado, sacou sua arma e ameaçou os
presentes, e na rua disparou vários tiros. Hoje
esse é o assunto na cidade e mote na Câmara
de Vereadores daquele município.
A sociedade não pode ficar calada frente a
esse temor que aflige a todos, o pior é que só
existem direitos humanos para bandidos, e só
verificar se o deputado ou o juiz, ou qualquer outra
pessoa que tenha sofrido qualquer tipo de violência
pessoal ou familiar, já foi procurado por algum
defensor dos direitos humanos para saber se está
tudo bem? E fico pensando se as autoridades competentes
estão residindo mesmo na capital, ou não
assistem TV ou não lêem os jornais, pois
o que demonstra na falta de ações é
que estão mais para ‘incompetentes’
no sistema de segurança.