Transamazônica – A Estrada da Coragem
segunda-feira, 26/10/09 –13h40
Acabo de receber das mãos do meu amigo Dirceu
Pinto Marques, sua obra intitulada ‘Transamazônica
– A Estrada da Coragem’, que será
colocada à venda no Estande dos Escritores Paraenses
por ocasião da XIII Feira Pan-Amazônica
do Livro, que será realizada no período
de 6 a 15 de novembro vindouro.
Uma
obra para que todos os brasileiros possam conhecer um
pouco da região amazônica, pois às
vezes quando se fala em Pará algumas pessoas
residentes no centro sul, bem como no sul do país,
logo dizem, é lá no nordeste? Pois bem,
no meu entender deveria até ser leitura obrigatória
em Colégios e IES, pois o autor envolve o leitor
com seu conhecimento peculiar sobre as atividades, pois
participou em grande estilo na construção
de uma das maiores rodovias do país, a Transamazônica.
Pelo prefácio pude antecipadamente fazer conclusões
do que consta nessa obra, uma verdadeira relíquia
com fotos do início da obra. Dirceu Pinto Marques
acaba de nos presentear com um singelo livro não
por seu tamanho, mas por possuir um conteúdo
imensurável, não existe como medir ou
quiçá calcular o valor que a obra traz
ao conhecimento dos brasileiros, em especial ao povo
da Amazônia, para o cenário literário
regional.
Além das informações, a obra ficou
grandiosa, pois foi prefaciada por um ilustre brasileiro
nortista e amazônida, Jarbas Passarinho, que possui
um currículo invejável como homem e no
cenário político, que diz: ...“Que
leu – e parte reli – o trabalho magnífico
de reconstituição histórica, do
engenheiro Dirceu Pinto Marques. Poucos brasileiros
sabem como, sem a experiência em obra do vulto
de rodovia de penetração igualmente extensa,
os nossos engenheiros puderam enfrentar uma missão
gigantesca. Em terceiro, a força do sacrifício
e do desconforto ao traçar uma estrada que viria
a rasgar muitos quilômetros de floresta virgem
e a desfazer a ilusão orográfica de que
se tratava de planície com pequena modulação
de terreno”.
Não obstante a obra possui ainda a apresentação
do promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente
e Patrimônio Cultural de Belém, Benedito
Wilson de Sá que diz: ...“Não me
prendo apenas ao aspecto e conceituação
técnica de engenharia de estrada, mirou-se o
autor para a análise das demais modalidades de
engenharia, fazendo necessário retrospecto da
importância da concepção da obra
ao longo do tempo, e culminando com um esclarecimento
que, longe de ser uma obviedade, é uma importante
constatação histórica: a relevância
da estrada”.
Entre algumas horas de leitura, pude atentamente ganhar
conhecimento e sabedoria para discorrer mais sobre o
assunto o que realmente já somou ao meu conhecimento
desprovido de tais informações, pois apesar
de ser ribeirinho do Baixo Amazonas, nascido na cidade
de Santarém, aonde a Transamazônica finda,
necessitava eu, em ter mais conhecimento como foi executada
essa grandiosa obra.
Além de toda a história pautada no livro,
o que mais me chamou a atenção foi quando
o autor com tamanha prudência e sabedoria cita
a dificuldade que tiveram, informando que: ...“Os
rios atravessados pela Transamazônica com mais
de 500m são atravessados por balsas, executando
o rio Tocantins, onde a ponte definitiva na Belém-Brasília
foi aproveitada no projeto e a do rio Itacaiunas, que
por sua dimensão, em torno de 250m foi construída
com 360m, sendo mais tarde acrescentado um viaduto de
acesso com 146m para o lado de Marabá, mais baixo.
Após a construção, a balsa do Itacaiunas
foi levada para o rio Anapu. Os outros rios, Araguaia,
Xingu, Tapajós, Madeira são rios largos,
de águas claras, chamando atenção
o do Tapajós não só pela largura
como também da variedade muito grande de peixes
e onde também encontramos o boto cor de rosa
em grande número. Vários que vêm
para nossa região estudar, como também
fazer documentários que lhes rendem muitos dólares.
Em síntese apreciei e degustei com bastante
sagacidade os escritos o que somou aos meus conhecimentos,
como também espero que estimule novos leitores
a conhecer um pouco mais sobre a Transamazônica,
bem como a Amazônia, em especial a paraense.
Uma leitura obrigatória. E tenho dito!