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Jorge Calderaro

Jornalista, Escritor, Historiador e Ambientalista
jc@acordapara.com.br
Belém - Pará - Amazônia - Brasil
 

Transamazônica – A Estrada da Coragem

segunda-feira, 26/10/09 –13h40

Acabo de receber das mãos do meu amigo Dirceu Pinto Marques, sua obra intitulada ‘Transamazônica – A Estrada da Coragem’, que será colocada à venda no Estande dos Escritores Paraenses por ocasião da XIII Feira Pan-Amazônica do Livro, que será realizada no período de 6 a 15 de novembro vindouro.

Uma obra para que todos os brasileiros possam conhecer um pouco da região amazônica, pois às vezes quando se fala em Pará algumas pessoas residentes no centro sul, bem como no sul do país, logo dizem, é lá no nordeste? Pois bem, no meu entender deveria até ser leitura obrigatória em Colégios e IES, pois o autor envolve o leitor com seu conhecimento peculiar sobre as atividades, pois participou em grande estilo na construção de uma das maiores rodovias do país, a Transamazônica.

Pelo prefácio pude antecipadamente fazer conclusões do que consta nessa obra, uma verdadeira relíquia com fotos do início da obra. Dirceu Pinto Marques acaba de nos presentear com um singelo livro não por seu tamanho, mas por possuir um conteúdo imensurável, não existe como medir ou quiçá calcular o valor que a obra traz ao conhecimento dos brasileiros, em especial ao povo da Amazônia, para o cenário literário regional.

Além das informações, a obra ficou grandiosa, pois foi prefaciada por um ilustre brasileiro nortista e amazônida, Jarbas Passarinho, que possui um currículo invejável como homem e no cenário político, que diz: ...“Que leu – e parte reli – o trabalho magnífico de reconstituição histórica, do engenheiro Dirceu Pinto Marques. Poucos brasileiros sabem como, sem a experiência em obra do vulto de rodovia de penetração igualmente extensa, os nossos engenheiros puderam enfrentar uma missão gigantesca. Em terceiro, a força do sacrifício e do desconforto ao traçar uma estrada que viria a rasgar muitos quilômetros de floresta virgem e a desfazer a ilusão orográfica de que se tratava de planície com pequena modulação de terreno”.

Não obstante a obra possui ainda a apresentação do promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural de Belém, Benedito Wilson de Sá que diz: ...“Não me prendo apenas ao aspecto e conceituação técnica de engenharia de estrada, mirou-se o autor para a análise das demais modalidades de engenharia, fazendo necessário retrospecto da importância da concepção da obra ao longo do tempo, e culminando com um esclarecimento que, longe de ser uma obviedade, é uma importante constatação histórica: a relevância da estrada”.

Entre algumas horas de leitura, pude atentamente ganhar conhecimento e sabedoria para discorrer mais sobre o assunto o que realmente já somou ao meu conhecimento desprovido de tais informações, pois apesar de ser ribeirinho do Baixo Amazonas, nascido na cidade de Santarém, aonde a Transamazônica finda, necessitava eu, em ter mais conhecimento como foi executada essa grandiosa obra.

Além de toda a história pautada no livro, o que mais me chamou a atenção foi quando o autor com tamanha prudência e sabedoria cita a dificuldade que tiveram, informando que: ...“Os rios atravessados pela Transamazônica com mais de 500m são atravessados por balsas, executando o rio Tocantins, onde a ponte definitiva na Belém-Brasília foi aproveitada no projeto e a do rio Itacaiunas, que por sua dimensão, em torno de 250m foi construída com 360m, sendo mais tarde acrescentado um viaduto de acesso com 146m para o lado de Marabá, mais baixo. Após a construção, a balsa do Itacaiunas foi levada para o rio Anapu. Os outros rios, Araguaia, Xingu, Tapajós, Madeira são rios largos, de águas claras, chamando atenção o do Tapajós não só pela largura como também da variedade muito grande de peixes e onde também encontramos o boto cor de rosa em grande número. Vários que vêm para nossa região estudar, como também fazer documentários que lhes rendem muitos dólares.

Em síntese apreciei e degustei com bastante sagacidade os escritos o que somou aos meus conhecimentos, como também espero que estimule novos leitores a conhecer um pouco mais sobre a Transamazônica, bem como a Amazônia, em especial a paraense.

Uma leitura obrigatória. E tenho dito!

 

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