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ACORDA, PARÁ!

Diga não à divisão

Pará inteiro, unido, verdadeiro!

 

Textos publicados de 2007 a 2010

 

A Divisão do Pará

sábado, 20/02/10 - 11h40
por Jorge Calderaro

É lamentável que o cacique do PMDB, Jader Barbalho, que já declarou que o povo do Pará tem por ele uma "benquerença" e, segundo sua emissora informa, ser ele o mais cotado para voltar a governar o Estado, tenha se posicionado a favor do plebiscito, porém, quanto ao seu resultado se abstém. Isso realmente é uma postura lamentável para quem já governou por duas vezes a Nação Pará... Uma posição não digna de um bom parauara. Deveria ser contra, pois tenho certeza que é a vontade da maioria dos paraenses.

Acredito que até tenha interesse na divisão, pois vem investindo nas duas cidades que seriam as capitais dos dois novos Estados, Marabá (Carajás) e Santarém (Tapajós). E eu, não tenho nenhuma sombra de dúvida que se houver a separação, Jader Barbalho será o primeiro governador do futuro Carajás. Que o diga o tempo.

A separação está subliminada desde que o PT assumiu a governança do nosso Estado, pois sua logomarca nada mais é de que a bandeira do Pará fatiada em cinco pedaços, só que dois são vermelhos. Pensando nos fatos que vêm acontecendo, para avivar mais a memória de quem não se preocupa com a divisão, o grupo RBA de Comunicação vem efetuando grandioso investimento no sul do Pará, a exemplo em Marabá, onde o sistema de comunicação (broadcasting) de sua propriedade, TV RBA Canal 2, foi recentemente instalada.

Lamentavelmente! Palavra sempre usada pelo dep. Federal Jader Barbalho em seus pronunciamentos, discursos e entrevistas. Só que os paraenses ainda não se deram conta que o Pará é o Estado mais rico da nação, local onde é explorado, e levado através do vizinho estado do Maranhão, milhões de toneladas de minério, e que daqui a pouco estarão exauridos. É só voltar ao passado e lembrar Serra Pelada e o buraco que ela deixou no meio ambiente, pois, por lá muitos saíram ricos.

O ‘cabo de guerra’ a favor e contra a divisão territorial do Pará está em andamento, mas numa surdina que até dá medo à Matinta Perera. De um lado, o Dep. Fed. Zenaldo Coutinho redobra o trabalho contra a divisão e envia ofício a todos os parlamentares pedindo que não votem a favor do plebiscito. Do outro lado, Giovani Queiroz (o importado), e Lira Maia (mocorongo da nata) estão à frente para que se realize a divisão, e atuam junto ao presidente Michel Temer.

Para quem não sabe, a divisão trará imensuráveis prejuízos para a Nação Pará em todos os sentidos, o que devemos na realidade é evitar que esses ‘importados’ se elejam e fiquem a representar nosso povo. O que falta mais é a presença do Estado nos 144 municípios do Pará, com investimentos em todos os segmentos. E que não mudem a constituição, pois todos os paraenses, por dever de ofício, possuem direito a voto e não somente os que moram nessas regiões, no oeste e no sul do Pará.

Na realidade se a separação do Estado do Pará ocorrer só posso lamentar e dizer: Venho somar aos poucos deputados estaduais anti-separatismo e a todos os que empunham a bandeira de que, ao invés de democratizar riquezas, a divisão territorial só irá aumentar a pobreza do Estado.

Como bem foi postado por Ciane Mufarrej em um blog. “A divisão do Pará pode representar a repartição só da pobreza para a grande maioria, e a concentração de mais riquezas nas mãos de poucos, através de uma espécie de “loteamento” dos recursos naturais renováveis e não renováveis ainda existentes. O Pará já é dividido administrativamente em Municípios, o que precisamos é mais seriedade, eficiência e menos desperdício na aplicação de recursos públicos.

Se criarem os Estados de Tapajós e Carajás, o Pará vai ficar só com a parte degradada do nordeste paraense e com a faixa de população mais pobre, ou seja, com um gigantesco passivo ambiental, social e econômico, enquanto as imensas riquezas florestais, minerais e faunísticas, ou seja, bióticas e abióticas, que não rendem eficientemente aquilo que deveriam ao Pará, irão todas definitivamente “pelo ralo”.

Em vez de dividir, está mais que passada a hora de se fazer, com seriedade e eficiência, uma revisão histórica do processo de desenvolvimento do Pará. E nessa análise, necessariamente, tem que ser incluída uma revisão crítica das relações com os mega exploradores dos nossos recursos naturais. Essa revisão se faz necessária, sobretudo, pela razão de ser o Pará detentor não apenas das maiores, mais importantes e diversificadas jazidas minerais e reservas florestais do Brasil, mas por abrigar potencialmente no seu território aquele que é também o insumo básico para todo e qualquer projeto na área da indústria de transformação: a capacidade hídrica de geração de energia.

Portanto, sou contra a divisão do Pará (criação de outros Estados), a menos que provem o contrário, através da apresentação de estudos técnicos responsáveis dos impactos econômicos, tributários, sociais e ambientais da pretensa divisão, mostrando os ativos e passivos nos diferentes cenários, e me convencer de que estamos equivocados”.

Sabe o que querem? Um governador, três senadores, ‘trocentos’ deputados... Só não dizem quem vai pagar a conta, ao se ‘espichar’. Era só o que faltava... Mutilar o Pará para aumentar o número de políticos salafrários. Daqui a pouco o Sarney se engraça de ser senador por Santarém. Como pode uma cidade ter pretensão de ser capital de um estado numa região de PIB menor que o de Guarulhos? Se a moda pegasse lá por São Paulo, forneceria mais viabilidade para se fragmentar em mais de 600 estados. Se Estado pequeno fosse garantia de desenvolvimento, o de Sergipe seria a superpotência brasileira, mas não é!

Coitadinho do Pará, nossa terrinha será lotada por brasileiros de todos os rincões da Pátria, considerando que o paraíso é aqui mesmo, ‘terra de ninguém’, ou ‘terra de todos’, terra farta de onde tudo se leva ‘no queixo’ sem deixar nada ou muito pouco, que o diga a Vale, Eletronorte, Alcoa, Imerys RCC entre outras instaladas em solo paraense. Coisa pior será a construção da UHE de Belo Monte, já apelidada de Belo ‘Monstro’ pois distribuirá Brasil afora 80% de sua geração de energia e os 20% que ficarem será somente para o uso próprio, ou seja, gerar a propulsão de suas turbinas, e por isso mesmo, oremos a oração VERDE E AMARELA:

“Pará nosso que está um céu / Santificado seja o NOSSO nome / Venha a NÓS o vosso reino / Seja feita a NOSSA vontade / Assim na terra como um céu / O pão nosso de cada dia é dos DAÍ hoje / Perdoai as nossas ofensas / Assim como NÃO PERDOAMOS a quem nos tenha ofendido / Não nos deixeis cair em COMPENSAÇÃO / Livrai-nos do mal... Amém!”.

Peço a Deus que proteja o Pará da sanha dos mutiladores geográficos.

E tenho dito...!

 

Quem quer dividir o Pará

segunda, 04/01/10 - 18h13

por Amarílis Tupiassu

Indigna já só a ideia de reduzir o Pará a Belém e Zona do Salgado. Coisa de político-forasteiro mal-agradecido. O cara chega à casa alheia, que o acolhe com hospitalidade, e se revela um aproveitador. Entra, fuça a geladeira, abanca-se no melhor sofá, escancara as portas dos quartos, e a gente sabe: é um folgado. Chora, estremece por seu estado de nascença, enquanto explora e desdiz do Pará, de que só pensa em chupar tudo, até o Estado inteiro, se deixarmos.

O retalhador do estado (dos outros) chega e se espalha feito água. Abanca-se, invade a cozinha, destampa, tem o desplante de meter o dedo na panela, antes do dono da casa, lambuza as mãos, lambe os dedos. Como nós, os paraenses somos cordiais, ele confunde cordialidade com liberalidade. Vem, vai ficando, mergulha de unhas e garras afiadas em terras e política. Espalhado, o aproveitador, pronto, enriqueceu, encheu a pança. Fez-se fazendeiro, político de muito papo (balofo), o cara de pau. Alguns não dispensam trabalho escravo e agora dão de posar de redentores da miséria do Pará, como se só no Pará houvesse miséria. E cadê? Ih, já nas altas cúpulas, armando discórdia, querendo porque querendo dividir o estado do Pará, ‘disque’ porque é estado imenso e pobre, como se os miniestados brasileiros fossem paradisíacos reinos de felicidade, nenhum faminto sem teto, nenhum drogado, saúde e escola nos trinques, nada de tráfico e exploração de menores. Balela de retalhador!

O retalhador (do estado alheio) tem no cérebro sinal de divisão. Só quer dividir, não seu estado, onde o espertalhão não conseguiu levantar a crista. No Pará, não se contenta em ser fazendeirão, explorador de miseráveis. “Quero um estado pra mim, Assembléia Legislativa, rumas de assessores, Tribunal de Contas com obsceno auxílio-moradia, mesmo que eu tenha casa própria”.

E o retalhador já quer governar o estado (dos outros), quer reino e magnífica corte própria, algo comum nestas terras brasílicas dominadas por quadrilhas de políticos cara de pau, porque os dignos, vergonha na cara, os que lutam a valer por um Brasil de união, ordem e progresso, estes raros políticos dão uma de éticos e não põem a boca no trombone.

Não, o Pará não é casa de engorda e enriquecimento de esquartejador da terra dos outros. Mas o pior é que eles se juntam até a certos políticos paraenses, que, em vez de dizer não decisivo e absoluto à divisão, ficam em cima do muro. É que os muristas, paraenses também não são flor que se cheire. Incrível que políticos paraenses admitam o roubo oficial das ricas terras do Pará. Pendurados no muro, os muristas paraenses só pensam na engorda de seus vastos currais e não em defesa e união.

Sim, quem quer esfacelar o Pará? Deputados de longe que lambem os beiços por se apoderar do Marajó, do Tapajós, de Carajás. Risíveis os argumentos separatistas: “A imensidão do Pará impede seu progresso”. Nada! Papo de político! É vasta a miséria dos estados pequenos e do Brasil mal governado. Dividir vem da omissão de políticos do Pará, eles em ânsias por suas lasquinhas. Separatista daqui e de fora quer é feudo, castelo, mais poder. O mapa do Pará lembra um buldogue. Ele precisa de brio, amor-próprio, rosnar, se quiserem reduzi-lo em retalho. O Pará quer paz e união. Vamos calar os esquartejadores que boiam, do fracasso em seus estados, ao sonho de esfacelar o Pará. Vamos dizer não a mais essa mutreta de político espertalhão.

Transcrito do Caderno Mulher de 'O liberal' - 13/12/09

Jader Barbalho e a divisão do Pará

terça-feira, 22/12/09 – 18h55
por Luiz Alho

O artigo assinado por Jader Barbalho no Diário do Pará, domingo, (20/12/2009), caderno Belém, A-11, é a maior prova de quão delicado é o caminho da opinião dos políticos quanto à divisão do Estado do Pará. Experiente, Jader pauta sua posição de uma forma que não o comprometa diante dos prós e dos contras: a favor do plebiscito e o seu resultado. Posição essa, da maioria dos políticos desta terra, com raras e louváveis exceções. Votado em todo o Estado, fica difícil assumir uma posição contrária; não ao plebiscito, mas, à separação propriamente dita, principalmente às vésperas de um ano eleitoral.

Suas colocações não levam em consideração que se desmembrado, o Estado-mãe, Pará, perderá as partes mais ricas de seu território original; outro detalhe importantíssimo é que se o Pará for ‘fatiado’, os municípios restantes ao Estado-mãe, infelizmente, quase nada produzem e sofrem tanto quanto ou mais, o abandono alegado pelos municípios que buscam a separação.

Mesmo comprida a Lei nº. 9709/98 assinada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, publicada no Diário da União de 19/11/1998 (que dá entendimento sobre o que trata a Constituição Federal), no plebiscito toda a população do Estado deve ser ouvida e não (somente), a parte a ser desmembrada. É fundamental que seja dito que apesar dos números citados de que o Pará tem um pouco mais de 4,5 milhões de eleitores, e o quadro com os 64 municípios que poderão formar os Estados de Carajás e Tapajós, some-se Mojuí dos Campos, município recém criado, desmembrado de Santarém que será incluído nos que formarão o pretenso Estado do Tapajós, possui cerca de 1,5 milhão, restando 3 milhões e votantes, Carajás e Tapajós estão em ‘pé de guerra’ pela separação, com seus eleitores prontos para o sim, enquanto os 3 milhões de votantes restantes poucos sabem, porque pouco ou quase nada lhes foi informado sobre a divisão.

O debate político é quase inexistente e o medo de opinar contra a divisão do Pará norteia a fala de quem deveria verdadeiramente dizer: ‘Sou a favor do plebiscito como instrumento democrático da opinião popular, e sou contra a divisão por ser nociva ao Pará’. Essa deveria ser a posição de nossos políticos inclusive a de Jader Barbalho, que governou o Estado do Pará por duas vezes e que sabe com toda a certeza, mais que a Fundação Getúlio Vargas, contratada para realizar os estudos de viabilidade econômica nas regiões sul e sudeste, que diante de tal viabilidade está o enfraquecimento econômico do Estado-mãe, que não é preciso que lhe seja dito por nenhuma fundação; ele, Jader sabe disso, conhece o Estado palmo a palmo e é sabedor de todos os problemas.

O custo da implantação de Carajás e Tapajós chega a quase 2 bi de Reais ao ano, segundo o pesquisador Rogério Boueri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, pergunta-se: Porquê não se cria um movimento em busca desses recursos para serem investidos nos municípios que querem a divisão do Estado? A pergunta é simples, mas, as respostas são complexas demais, com certeza a Fundação Getúlio Vargas chegará a elas com muita facilidade, mas, não cabe a ela respondê-las.

A questão da Divisão do Pará envolve muitos interesses. A ideia separatista é fundamentada no alegado abandono pelos poderes públicos. É sabido que o Pará inteiro necessita de uma maior presença do Governo, tanto na área estadual quanto na área federal. São 143 municípios, inclua-se Mojuí dos Campos (144), que enfrentam os mais diversos problemas, principalmente, em função da imensidão territorial; guardando as devidas proporções, todos os municípios enfrentam problemas em todas as áreas: econômica, social, política, administrativa. Render-se a tais problemas é confessar incompetência, transferir responsabilidades é covardia. O desenvolvimento do Estado é responsabilidade de todos, inclusive dos prefeitos dos municípios separatistas.

É importante que se observe, no entanto, se por trás das alegações de abandono, não existe um interesse maior de apropriação do que é o ‘Filé Mignon’ do Pará, por grupos políticos e econômicos. Tal interesse deve ser profundamente analisado porque pode estar acima das reais necessidades das populações dos municípios que pretendem formar os novos Estados. De um lado a riqueza que pertence a todos e que será levada por poucos. Do outro lado um Estado enfraquecido pela expropriação de suas riquezas que com certeza não serão divididas com as populações dos Estados que querem criar (www.acordapara.com.br).

A governadora Ana Júlia é declaradamente contra a divisão, mesmo sob a pena de sofrer retaliações, cumpre seu papel de cidadã paraense e mandatária do Estado, cuja bandeira jurou defender. O ex-governador Hélio Gueiros, também assume sua posição contrária a divisão e em sua coluna em ‘O Diário do Pará’ de 13/12/09, caderno Belém – A-4, não poupa adjetivos contra a criação do Estado do Carajás: “Já escrevi uma vez e repito sem nenhum arrependimento: Tirar a parte mais rica do território paraense é assalto e não redivisão territorial. E, o Pará não vai ter direito de discordar nem estrebuchar. Estão modificando também a Legislação vigente que exige a consulta prévia a toda população do Pará. Para a criação do novo Estado do Carajás só será ouvida a população da área a ser desmembrada. O ‘cara’ entra na minha casa, tira o que tem do bom e do melhor e vai embora carregando tudo, mas jura que não está me roubando, apenas redistribuindo o que é dos outros! Valei-nos quem?”.

Torçamos para que isso não ocorra, e que a Lei 9.709/98 seja cumprida, mas pior do que burlar a Lei é o silencio e a cumplicidade de muitos paraenses.

O Pará é uma terra-mãe que recebe e acolhe a todos os irmãos de outros Estados, de braços e coração abertos, divide suas riquezas com todos que lutam por uma vida melhor. É uma terra de união que deve buscar seu desenvolvimento integral, distribuir melhor a renda gerada com a exploração de bens que pertencem a todos que aqui vivem, criam seus filhos e ajudam a construir um lugar melhor pra todos. Não devemos nos curvar as “paixões bairristas” pregadas por elementos que incentivam a criação de um muro invisível que separe paraenses natos dos paraenses por opção ou adoção. Que sejam bem-vindos os que vierem como sempre foram os que aqui chegaram para somar e multiplicar, mas que estejamos alerta para os que tentam levar o que é nosso; vigilantes com os que aliados aos “Silvérios dos Reis no tucupi” tentam rasgar nossa bandeira e cospem no prato que lhes alimenta. Respeito o posicionamento do Dep. Federal Jader Barbalho, mas assim como eu, acredito que a maioria dos paraenses prefira que ele se posicionasse contra a divisão, mas, enfim, vivemos em um pais democrático onde as opiniões devem ser respeitadas. Como democrata aceito que venha o plebiscito, como paraense sou contra a divisão e a favor do desenvolvimento do Estado como um todo. Espero que, respeitosamente, Carajás e Tapajós não passem dos encartes do jornal‘O Diário do Pará’: 'Diário de Carajás’ e ‘Diário do Tapajós’.

 

Maquiavel nos ensina: 'É preciso ser raposa para reconhecer as armadilhas, e leão para afugentar os lobos'.

Paraenses, é chegada a hora de sermos raposas e leões para reconhecermos as armadilhas e afugentarmos os lobos.

 

Desperta Amazônia! Acorda Pará!

quinta-feira, 20/09/07 - 15h59
por Luiz Alho

Finalmente alguns poucos paraenses resolveram assumir a defesa da integridade territorial do estado do Pará. Honrar o sangue que lhes corre nas veias, mas, não estamos precisando de generais, caciques ou chefes. Essa é uma ‘guerra’ sem divisas onde todos devem ser soldados, guerreiros, operários. É uma ‘guerra’ de todos os que amam este chão; ‘esse país que se chama Pará’. Aqui cabem todas as bandeiras, desde que não queiram rasgar a nossa. A cobiça vai além da divisão do Pará, estende-se por toda a Amazônia e se faz necessário que estejamos alertas aos interesses que nos rondam.

Tentar desvendar os mistérios que envolvem a Amazônia é como percorrer um labirinto sem fim. Os caminhos se entrelaçam e quem entra pode não sair nunca mais. A região é encantada. Guarda segredos inimagináveis. Poucos são os que conseguem entender seus mistérios e suas magias. É um santuário que abriga em suas entranhas as maiores riquezas do planeta. Desperta a cobiça de homens e nações, que cegos pela ganância e pelo poder, tentam arrancar desta terra inocente e selvagem os mais valiosos tesouros.

INOCENTE: Porque seus filhos ainda se deixam enganar. Desconhecendo a própria força e o gigantesco potencial. Adormecidos pela falta de investimentos e porque pouco ou quase nada lhes foi ensinado.

SELVAGEM: Porque ainda existe um novo mundo a descobrir e as vozes que se levantam em sua defesa são caladas pela ‘força’ dos que a cobiçam...

Piratas do Século XXI, de todas as bandeiras que aqui aportam e tentam a todo custo conquistar os incalculáveis tesouros existentes, devastando, saqueando, matando se preciso for, desrespeitando a natureza e a vida.

O que mais será preciso levar, até que se aprenda o valor do que já foi levado, do que ainda se tem e querem levar também?

Até quando ‘as vozes da floresta’, permaneceram caladas, sem que se cante um ‘canto de guerra’, em defesa da terra que vê ‘guerreiros’ mancharem rios com sangue, tombados a traição?

Quando será que os doutores togados desembainharão a espada da justiça e lutarão para impedir que um povo ‘morra de fome’, enquanto nossos tesouros ‘alimentam’ os que exploram esta terra?

Os sonhos são pesadelos que assombram de todas as formas. Lentamente o velho amazônida vai morrendo vendo tudo se acabar...

Ouro, ferro, bauxita, cassiterita, níquel, cobre, ráfium, ítrium escorrendo ralo abaixo... Onças, jacarés, macacos, araras, cobras, cedro, ipê, maçaranduba, jacarandá, acapú... Tudo isso indo embora enquanto os amazônidas esperam a morte chegar assistindo o bando passar...

Bio-pirataria, tráfico de mulheres, trabalho escravo, massacre de trabalhadores rurais, espancamentos e assassinatos de jornalistas, crianças morrendo de fome, jovens sem perspectivas, adultos sem convicções, velhos ignorados...

A Amazônia é uma cobiçada rainha. Bela, exuberante, selvagem. Detentora de tesouros incalculáveis. Seus rios são como colares de pérolas, que serperteiam seu corpo, levando riquezas por onde passam. É amável e generosa com seus filhos e com os que respeitam suas leis; a esses, oferece seu leite de mulher-floresta. Doa o alimento retirado de suas entranhas, como verdadeira mãe. Mas é implacável com os que não a respeitam, tentam saqueá-la, devastá-la e exterminá-la. Ao homem é dado o direito de conquistá-la em paz, harmoniosamente e sempre em busca de uma vida melhor...

É preciso respeitar o homem nativo, a natureza e os seres da floresta. Só assim se vive em paz. Aqui, só nascendo, crescendo e vivendo, para entendê-la, amá-la e conquistá-la. Tentar saqueá-la, devastá-la, exterminá-la, será um tiro que sairá pela culatra.

O tempo é seu senhor e juiz; os que sobreviverem aos segredos que protegem a Amazônia poderão contar que é melhor viver em paz a ter que enfrentar os mistérios que guardam a Amazônia, a floresta e seu povo.

Podem tentar incendiar, devastar e saquear, podem até matar; sempre existirá um guerreiro pronto a defendê-la.

O Pará é um dos filhos mais ilustres da Amazônia. Tentar dividi-lo é dividir a dignidade de um povo que recebeu de braços abertos a todos que tentam rasgar a bandeira que os agasalhou. Com a cumplicidade ‘de novos Silvérios dos Reis’ cospem no prato que lhes alimenta, apoiados por um batalhão de ‘novos Judas’ que traem o próprio sangue e o estado do Pará.

A Amazônia e o Pará permanecerão indissolúveis, cada vez mais íntegros e dignos de seus filhos e dos que aqui vivem com respeito...

Sempre existirá um ‘guerreiro’ pronto a defendê-los. E, os ‘invasores’ nunca saberão se esse ‘guerreiro’ é uma arvore, uma onça, um jacaré, um pedra encantada, a água, o sol, a lua, o vento, o fogo, a chuva, o ar, o ferro, o ouro, um homem, uma mulher, o sonho, o pesadelo, o real ou o imaginário. Um guerreiro que se transforma em milhões, que sempre que necessário defendem o maior paraíso verde do planeta; para mostrar ao mundo que os maiores tesouros da Amazônia não são a floresta, o ouro, o ferro... E sim os amazônidas que aos poucos estão despertando para a nossa triste realidade.

Desperta Amazônia! Acorda Pará!

Chega de exploração.

Que nossas riquezas gerem benefícios para a nossa própria gente! Que nossos filhos deixem de morrer de ‘fome’ enquanto nosso ouro e nossos outros tesouros vão alimentar a cobiça de quem nos explora.

A Amazônia é um encanto, o encanto da Amazônia é o Pará. Essa é a voz da floresta e sempre que preciso for e a natureza chamar de todos os cantos virão os guerreiros e em nome do Pará e da Amazônia irão se reunir: cobra-grande, matinta-perera, botos, iaras, mãe d´água, mãe do mato, curupira, mapinguari, piriquitambóia, jacaré açú, andiroba, cedro, pau-rosa, castanheira, jacarandá, cipó de fogo, acapú, índios, negros, brancos... os filhos da mata e quem mais quiser vir. Alertas, antes que nos tirem a vida também!

Amazônia, verde, viva, Brasil!

Pará, inteiro, verdadeiro, unido!

Diga não à divisão.

Não deixem que matem nossa cultura, nossos mitos, nossas lendas... Precisamos continuar:
Falando égua! Pai-d´égua!
Tomado açaí, tacacá, chibé com camarão.
Comendo pupunha e manga com farinha, maniçoba, mapará, pato no tucupi.
Dançando brega, lundú, siriá e carimbó.
Sob as bênçãos de N.S. de Nazareth...

O sol de um novo tempo estar por vir. Os seres encantados da floresta anunciam que as Amazonas e os Cabanos ressurgirão das cinzas e marcharão em uma só direção; guiando velhos, adultos, jovens e crianças. Homens e mulheres; guerreiros, brancos, negros e índios que entoarão um velho canto ao som de ‘novos tambores’. Velhos e novos guerreiros que unidos pelo mesmo ideal se porão a cantar o hino de guerra: Salve, ó terra de ricas florestas, fecundadas ao sol do Equador, teu destino é viver entre festas, do progresso, da Paz e do Amor!... Ó Pará, quanto orgulha ser filho, de um colosso tão belo e tão forte, juncaremos de flores teu trilho, do Brasil - Sentinela do Norte, e a deixar de manter esse brilho, preferimos, mil vezes, a morte!

Somos grandes!

Somos fortes!

Pará a estrela do Norte. Ninguém vai tirar o nosso brilho!

Desperta Amazônia!

Junte-se a nós nessa luta, envie uma mensagem de apoio ao nosso movimento. Vamos às ruas lutar pelo que é nosso. Acorda Pará!

 

A ferro e Fogo

quinta-feira, 13/09/07 - 16h53
por Luiz Alho

O Pará exige respeito!

Entre todos os Estados da Nação, Talvez o único que esteja deitado em berço esplêndido seja o Pará; inquestionavelmente o mais rico do país em recursos minerais, florestais, hídricos, etc.

Infelizmente, podemos nos considerar pobres em recursos humanos. Em que/qual buraco meteram-se nossos representantes, nossas vozes, nossas ditas autoridades com poderes outorgados pelo povo?

Querem “lotear” o Pará e o silêncio denuncia uma cumplicidade criminosa e traiçoeira, uma omissão que causa nojo. Gritar depois de fatos consumados, para chamar atenção para si, por ações que nunca foram verdadeiras, será uma farsa, uma tentativa inútil para tentar convencer de que acima dos interesses pessoais estão os interesses do povo, do Pará e da Amazônia. Acorda Pará! Chega de encenação teatral, jogo de cena; o espetáculo que o Pará quer assistir é outro. Até que se prove o contrario, todos são cúmplices pelo silêncio, omissão e covardia. A questão da divisão do Estado do Pará envolve muitos interesses; as reações, sempre atrasadas não trazem nada de concreto para o Estado do Pará e seu povo. Soltam-se muitos foguetes, fazem até, muito barulho, mas, quando a fumaça se dissipa fica o silêncio dos que não têm forças ou vontade de agir verdadeiramente pelo Pará e pelos paraenses, ou são cúmplices ou são coniventes. O Pará não merece isso. Nossas vozes estão caladas e quando falam é para iludir, bradar mentiras para encobrir uma grande cumplicidade ou a falta de competência para se fazer respeitar. Não devemos e não podemos permanecer calados diante dessa ameaça de divisão do Estado. É necessário buscarmos caminhos e soluções que independam ate mesmo da ação dos que têm a obrigação de agir e nada fazem, não passam dos discursos previamente escritos, sem conteúdos verdadeiros e que não produzem efeitos. O Pará exige respeito, chega de submissão e de assistirmos calados a “entrega” de nossas riquezas, enquanto muitos filhos do Pará e da Amazônia morrem de fome. É hora de reação, mas muito cuidado, muitos dos nossos “inimigos” são filhos desta terra, que rasgando a bandeira de nosso chão estão cuidando de seus próprios interesses.

Precisamos identificá-los e eliminá-los do cenário político. A verdadeira mudança começa em casa. É preciso “paranizar-se”, vestir a camisa do nosso chão e cuidarmos do nosso próprio umbigo.

A idéia separatista é fundamentada no alegado abandono pelos poderes públicos das regiões em questão. É sabido que o Pará inteiro necessita de uma maior presença do Governo, tanto na área estadual quanto na área federal. São 143 municípios que enfrentam os mais diversos problemas, principalmente em função da imensidão territorial; guardando as devidas proporções, todos os municípios paraenses enfrentam problemas em todas as áreas: econômica, social, política e administrativa. Render-se a tais problemas é confessar incompetência transferir responsabilidades é covardia. O desenvolvimento do Estado é responsabilidade de todos, inclusive dos poderes municipais. É importante que se observe, no entanto, se por trás das alegações de abandono, não existe um interesse maior de apropriação do que é o “Filé Mignon” do Pará, por grupos políticos e econômicos. Tal interesse, deve ser profundamente analisado porque pode estar acima dos interesses e reais necessidades das populações dos municípios que formarão os novos Estados. Segundo o professor Alex Fiúza de Melo magnífico reitor da Universidade Federal do Pará - UFPA – “O processo de colonização da Amazônia não significou o estabelecimento de uma política colonial de povoamento da região, mas, ao contrário, a fixação de núcleos coloniais que objetivaram a ‘conquista’ e não o povoamento da região”. Dentro desse contexto estão as regiões sul e sudeste do Estado, formadas pelo que podemos chamar de “Bandeirantes do século XX”, isto é, aventureiros modernos, empresários, fazendeiros, comerciantes e profissionais liberais, que fixaram residência, preocupados não em promover o povoamento e desenvolvimento dessas regiões e sim a exploração econômica que lhes permitisse acumular riquezas materiais – alguns médicos ilustram bem esse fato. Após a abertura das rodovias Belém - Brasília e Cuiabá - Porto Velho, na década de 60, muitos médicos recém-formados vieram para os municípios de fronteira no Pará, iniciando carreira política como prefeitos. A maioria deles, para angariar votos, lançava mão de expedientes “clientelistas”, realizando principalmente, gratuitamente, cirurgias de ligaduras de trompas em suas pacientes, conseguindo se eleger por meio desse expediente. O interesse maior sempre foi o ganho pessoal em detrimento do social e coletivo, muitos fizeram fortunas à custa da miséria das mesmas populações que hoje dizem querer beneficiar. Hoje ainda buscam “novas formas de colonização” para sangrar ainda mais uma terra espoliada ao longo de séculos e que tem servido de almoxarifado ao resto do país e ao mundo à custa da sobrevivência de seus próprios filhos.

Dividir o Estado ao invés de lutar por seu desenvolvimento pode ser um tiro que sairá pela culatra. De um lado a riqueza que pertence a todos e será levada por poucos. Do outro lado um Estado enfraquecido pela expropriação de suas riquezas que com certeza não serão divididas com as populações dos Estados que querem criar.

O Pará é uma terra-mãe que recebe e acolhe a todos os irmãos de outros Estados, de braços e coração abertos, divide suas riquezas com todos que lutam por uma vida melhor. É uma terra de união que deve buscar seu desenvolvimento integral, distribuir melhor a renda gerada com a exploração de bens que pertencem a todos que aqui vivem, criam seus filhos e ajudam a construir um lugar melhor pra todos. Não devemos nos curvar as “paixões bairristas” pregadas por elementos que incentivam a criação de um muro invisível que separe paraenses natos dos paraenses por opção ou adoção. Que sejam bem-vindos os que vierem, como sempre foram os que aqui chegaram para somar e multiplicar, mas que estejamos alerta para os que tentam levar o que é nosso; vigilantes com os que aliados aos “Silvérios dos Reis no tucupi ” tentam rasgar nossa bandeira e cospem no prato que lhes alimenta.

Paraenses está na hora de vestimos verdadeiramente a camisa de nosso chão. Que “nossas autoridades” saiam das sombras e assumam suas posições. É hora de reação e honramos o sangue cabano, é hora de irmos às ruas “lutar” pelo que é nosso. A ferro e a fogo, se preciso for.

O Pará exige respeito!

Às ruas, paraenses
Digam não a divisão!

Salve, ó terra de ricas florestas,
Fecundadas ao sol do equador!
Teu destino é viver entre festas,
Do progresso, da paz e do amor!
Salve, ó terra de ricas florestas,
Fecundadas ao sol do equador!

Ó Pará, quanto orgulha ser filho,
De um colosso, tão belo e tão forte,
Juncaremos de flores teu trilho,
Do Brasil - Sentinela do Norte.
E a deixar de manter esse brilho,
Preferimos, mil vezes, a morte!

 
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