Deu no Portal da Imprensa
terça-feira, 09/02/10 - 18h05
MP investiga o apresentador Roberto Justus por suposto
abuso contra o consumidor
O Ministério Público de
São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito
para investigar o publicitário e apresentador de
TV Roberto Justus. Em despacho assinado pelo 5º promotor
de Justiça do Consumidor, Roberto Senise Lisboa,
o órgão informa que vai analisar se o programa
"O Aprendiz", exibido pela Rede Record, promoveu
abuso contra o consumidor.
Durante seis edições, Justus
- que atualmente apresenta o programa "1 contra 100",
no SBT - esteve à frente do "O Aprendiz".
Em "O Aprendiz 5 - O Sócio II", o publicitário
anunciou, logo no lançamento da atração,
que o faturamento esperado para o programa era de R$ 118
milhões.
De acordo com o MP, Justus e as empresas
RLJ Eventos e Promoções Artísticas
e Brainers Participações são acusados
de publicidade enganosa, descumprimento de contrato, prática
abusiva e violação da boa-fé objetiva
e quebra da confiança contratual, informou o site
Consultor Jurídico.
Isto porque, pelo contrato, os participantes
da atração disputariam a sociedade da RLJ
Eventos e Promoções Artísticas. O
MP afirma que foi divulgado pela mídia que o vencedor
do programa receberia da empresa, a título de cessão,
72 mil cotas representativas de 15% do capital social
da entidade Brainers Participações Ltda,
equivalentes a R$ 1 milhão e o pagamento, em doze
parcelas, de outro milhão.
No entanto, o Ministério Público
alega que "os termos da publicidade veiculada pelos
mais diversos meios de comunicação não
foram realmente atendidos", já que a empresa
Brainers - da qual vencedor do programa obteve as cotas
sociais e a posição de presidente - foi
extinta poucas semanas após o encerramento de "O
Aprendiz 5 - O Sócio II".
No dia 3 de outubro de 2008, o vencedor
do programa, Clodoaldo Araújo, virou dono de 49%
da Brainers. No entanto, vinte dias depois dele ter se
tornado sócio, ela encerrou suas atividades.
Segundo o promotor Roberto Senise Lisboa,
"o programa foi veiculado em rede nacional de emissora
em sistema de televisão aberta, divulgando-se todos
os atrativos para a sua assistência pública
e o mesmo programa de televisão em questão
chegou a atingir 13 pontos em média e 25% de participação,
evidentemente captando publicidade de maior valor para
o horário da grade da emissora que o transmitiu
e gerou, ainda, lucros para a empresa RLJ Eventos e Promoções
Artísticas Ltda".
Justus e as empresas têm, segundo
o despacho, vinte dias a partir da data da última
terça-feira (02/02) para apresentarem uma manifestação
escrita sobre o assunto. O inquérito foi enviado
à Central de Inquéritos Policiais, para
requisição de investigação
criminal por delito contra as relações de
consumo.

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