Fato Incomum,
Arrazoado e o Contraditório
segunda-feira, 17/08/09 – 17h00
Farto foi o noticiário da Imprensa
Paraense sobre o comportamento do Procurador do Estado,
Paulo de Tarso Dias Klautau Filho, que se viu envolvido
em cenas deprimentes, em visível estado de embriaguês.
Fato lamentável, que produziu provas contra si
e o jogou de encontro às interpretações
que sua atitude permitiu, além de expor à
opinião pública cenas que não condizem
com o comportamento de quaisquer cidadãos, investidos
de cargos públicos ou não.
O que Paulo Klautau Filho fez foi um
erro gravíssimo, mas ele teve a dignidade de reconhecer
o erro e veio a público, não justificar
o erro que cometeu, mas pedir desculpas às pessoas
envolvidas e à sociedade. Não tenho procuração
para defendê-lo e também condeno o ato por
ele praticado, mas também quero ter a dignidade
de testemunhar a seu favor, por seus atenuantes, lembrando
que o aconteceu com Paulo Klautau Filho, deve servir de
exemplo para que outros não cometam o mesmo erro.
Que sirva de reflexão para todos.
A imagem que tenho de Paulo de Tarso
Dias Klautau Filho, passa a quilômetros de distância
das cenas mostradas nos noticiários das TVs e das
matérias publicadas nos jornais. Paulo foi meu
professor em um curso livre no CESUPA, na ‘Escola
de Governo’ implantada por ele e outros ilustres
mestres. Não a escola de governo estadual, mas
uma ‘Escola de Governo’ dedicada a formação
de lideranças, expansão e aperfeiçoamento
de conhecimentos políticos de políticos
atuantes e de formadores de opinião’. Uma
escola onde se debatia economia, filosofia, sociologia,
política, ética, moral e outros temas, que
contou com os mais renomados mestres do Direito das Ciências
Políticas e do Jornalismo; entre eles Fábio
Konder Comparato, Kátia Mendonça, Alex Fiúza
de Melo, Lúcio Flávio Pinto e Paulo Klautau
Filho entre outros.
Acredito que a ‘Escola de Governo’
contribuiu para o aprimoramento dos conhecimentos e o
fortalecimento da formação política
de todos os ‘alunos’, entre eles a memória
me permite destacar, o à época, deputado
estadual Helder Barbalho, atual prefeito de Ananindeua,
o ex-deputado José Begot, atual vice-prefeito de
Benevides, deputada Ana Cunha, deputada Eulina Rabelo,
Cel. Cleto Fonseca, membros no Movimento Negro, uma juíza,
uma ouvidora do Estado, Armando Camarinha entre outros,
pertencentes a correntes políticas ligados a partidos
políticos, como; PT, PC, PSB, PMDB, PSDB e aqueles
que não tinham opção partidária.
Paulo de Tarso Dias Klautau Filho, foi
um mestre digno de respeito e essa a imagem que rebusco,
não para encobrir o ato por ele praticado, mas
para lembrar que apesar do erro, tem exemplos outros de
atitudes e comportamentos que devem ser respeitados. Errou,
assumiu o erro, veio a público pedir desculpas
aos envolvidos no fato, à sociedade, à família,
inclusive às instituições a que pertence.
Merece a oportunidade de se redimir e não ser achincalhado.
O curso teve a duração de um ano. Não
sei se meus nobres colegas aplicam no seu dia-a-dia os
conhecimentos por lá adquiridos. Eu, um ilustre
desconhecido, tenho muito a agradecer ao Paulo de Tarso
Klautau Filho, à Kátia Mendonça,
ao Lúcio Flávio Pinto, ao Alex Fiúza
de Melo, ao Fábio Konder Comparato e a todos os
que fizeram daquele ano, um ano de muito aprendizado em
minha vida.
Gostaria que este texto tivesse a assinatura
de todos os que fizeram parte da ‘Escola de Governo’,
mestres e alunos, como é muito difícil reuni-los,
assino em nome de todos, quem quiser que retire o seu
nome, ou então, ligue para o Paulo Klautau pedindo
para que ele reflita e continue a ser merecedor do respeito
que sempre teve.
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