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Luiz Alho
Jornalista, Escritor e Ambientalista
alhoparauara@gmail.com

 

Namoro, noivado, casamento, traição e divórcio

domingo, 21/06/09 - 17h20

Não necessariamente nessa ordem, até 2011 o mundo político passará por todas essas ‘experiências’. No Pará, em particular, onde a campanha política já começou assisti-se uma grande movimentação em torno da roda que gira à velocidade dos interesses de partidos políticos e pretensos candidatos ao executivo e ao legislativo, cada um buscando arranjos necessários à sua pretensão.

Uns ‘namorando’ às escondidas, prometendo ‘noivado’ e até ‘casamento’, outros ‘traindo’ antigos relacionamentos e se divorciando de compromissos que juravam ser eternos. Em política, também, amor rima com dor e algumas mágoas são levadas para os túmulos de paixões acabadas ou mal resolvidas.

No começo, como em todo o relacionamento, a conquista exige os rituais de quaisquer grandes paixões: O mesmo ambiente, a mesma mesa, bons vinhos, flores, sorrisos, abraços e juras de amor eterno, com cada um tentando mostrar o melhor de si, num jogo de sedução capaz de causar inveja ao verdadeiro Don Juan, mas não se esqueça e não se confunda, estamos falando de política, onde o cálice do melhor vinho pode conter o mais mortal dos venenos, por isso, se for tomá-lo, não se apresse, envenene-se aos poucos, saboreando, sentindo o buquê, embriagando-se com as promessas, falsas ou não. A dose mortal é sempre a última, cabe a você bebê-la ou não.

No Pará sob o manto negro da fumaça de nossas florestas queimadas, descortina-se um cenário pré 2011, indicando que até a montagem final do grande palco, muitos ‘atores’ entrarão e sairão de cena, uns por vontade própria ou pela própria incompetência, outros serão arrancados pela ‘platéia’, indignada pela má interpretação de ‘cenas’ tão importantes para o público. Os bastidores estão fervendo, muito antes da ‘peça’ entrar em cartaz...

Namoros, noivados, casamentos, traições e divórcios, no jogo político serão iniciados e rompidos e ninguém irá esperar até que a morte os separe. Até lá já vai ser tarde demais. Uma coisa é certa. O ‘príncipe’ que será o noivo ideal tem nome e sobrenome e está se distanciando cada vez mais do ‘sapo’, apesar de cobiçado em toda a lagoa parauara, quer queiram ou não Jader Barbalho é quem dará as cartas novamente em 2011, entre no jogo quem entrar... Ele pode não ser o noivo, mas que vai ser o padrinho, vai.

PMDB – PT...

PMDB – PSDB...

PMDB – DEM...

Façam suas apostas senhores! Está aberta a temporada de caça aos votos no Estado do Pará...


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