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Luiz Alho
Jornalista, Escritor e Ambientalista
alhoparauara@gmail.com

 

Noites da Ribalta

sábado, 08/08/09 – 17h45

Não tenho o costume de me meter em ‘perrengue’ alheio, principalmente quando é entre altas autoridades, nesse caso, entre o senador Mário Couto (PSDB/PA), pelo menos por enquanto, e a governadora Ana Júlia Carepa (PT/PA), mas, na qualidade de 'ex-sócio' de Mário Couto – de vez em quando fazia uma fezinha no jogo do bicho que ele comandava, portanto era ‘seu sócio’ investidor, confesso, sabia que era contravenção, mas mesmo assim fazia uma fezinha, se era crime, espero que já esteja prescrito, afinal, o Mário Couto virou deputado, foi Presidente da Assembleia Legislativa, e hoje é Senador da República, agora quer ser governador do Pará. Se não pegou nada com ele, espero que não pegue nada comigo também.

Por via das dúvidas, contratei os serviços do Dr. Walmick Melo, advogado dos bons. Quero um Habeas Corpus preventivo. Um salvo conduto para ter o meu direito de ir e ver garantido, pelo menos de casa para o meu trabalho e do trabalho para minha casa, que é só para onde a minha fortuna consegue me levar. Férias no Marajó, nem pensar! E eu que gosto tanto da praia de Joanes, em Salvaterra! Brasília também por enquanto não, apesar da saudade, morei lá por mais de 20 anos. O Mário só vive nesses lugares, e não convem um encontro, mesmo que casual, e mesmo que nós sejamos educados, o Mário anda meio ranzinza, baixou o nível para falar da governadora Ana Júlia, que é mulher, mandatária do Estado que ele quer governar, merece ser respeitada como cidadã e autoridade máxima do Estado.

Imagine de mim seu ‘ex-sócio’ investidor. Não! Não convém esse nosso encontro. Marajó e Brasília, nem pensar, Mário Couto sempre está nesses lugares...

Quanto a governadora Ana Júlia, nunca tive a oportunidade de beber aos menos um suco de cupuaçu com ela, e como o Mário, também não gosto do governo que ela está fazendo, mas tenho a dignidade de reconhecer quando acerta.

Não concordo com as críticas baratas a respeito de sua presença em um bar da cidade. Mesmo investida na condição de Governadora é um direito que lhe assiste, desde que fora do expediente e que seu comportamento não denigra a imagem que o cargo lhe impõe.

A política deve ser debatida em alto nível, como devem fazer os grandes tribunos, baixar o nível é atirar nos próprios pés, ainda mais em um Estado onde a maioria dos eleitores é mulher. É melhor mudar a mira e buscar outro alvo. Mário atirou em Ana Júlia e pode acertar na urna, e que, se ele continuar atirando, poderá estar cheia de votos, de mulher para mulher, sem nenhuma referência às lojas Mariza.

Faço minhas as palavras de Hiroshi Bogéa, jornalista e blogueiro dos bons, entrincheirado em Marabá, sul do Pará, com uma coluna em o 'O Diário do Pará'.


Essa história do bar deve ter causado à Governadora uma tremenda ressaca, e uma terrível dor de cabeça. E quem já não passou por isso? Dizem até que o nosso mais famoso ‘papudinho’ não passava um dia sem tomar umas e outras, e nem por isso perdeu o respeito da população. E olha que são tantas histórias, que só tomando uma para rebater.

Falando em ‘birita’, acho que o Senador Mário Couto deve ter tomado umas e outras quando, em Brasília, disse que ia apresentar um projeto de lei para prender todos os políticos mentirosos. Isso lá é coisa de gente sóbria?

Senador, tome juízo...

Governadora Ana Júlia, um beijo, um abraço e um aperto de mão.

Se dirigir não beba, se for beber me convide!

Clique aqui e não vá tomar um porre.

Alô! Doutor Walmick, providencie meu habeas corpus!

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