O Rugido do Leão
segunda-feira, 21/09/09 – 18h10
Inconcebível, imoral e a maior
falta de respeito já cometida contra a torcida
azulina essa ideia do “Presidente” do Clube
do Remo de vender o estádio do Baenão para
quitar dívidas que segundo Amaro Klautau chegam
a R$ 15 milhões, no que é contestado por
um grupo de Conselheiros que afirma ser a dívida
no máximo de 8 milhões. O agravante fica
por conta da avaliação da área apresentada
por Klautau: R$ 40 milhões, quando cálculos
de construtoras e imobiliárias avaliam em no mínimo
R$ 70 milhões.
Tanto o valor da dívida quanto
o valor da suposta venda são contraditórios
e diante dessa ofensa à Nação Azulina,
o torcedor remista toda vez que encontrar com Amaro Klautau,
o presidente vendilhão, deve fazer a seguinte pergunta:
Tu pensas que eu sou leso, é?
O Clube do Remo é um patrimônio
do Estado do Pará, de sua torcida. Faz parte da
historia do futebol, tanto regional como nacional e assim
deve ser administrado, mesmo diante de seus gravíssimos
problemas não deve ser negociado como mercadoria
barata como vem ocorrendo nos últimos anos e o
que é pior por mercadores incompetentes que não
sabem administrar as próprias consciências,
se soubessem não proporiam tamanho absurdo.
Não buscar e encontrar outros
meios para solucionar os problemas financeiros do clube
é confessar a própria incompetência
é render-se a incapacidade e submeter-se ao ridículo
de propor apagar para sempre o que deu orgulho ao torcedor
remista por toda a existência do Leão de
Antonio Baena. Vende-se o Baenão e mata-se “O
Filho da Glória e do Triunfo”, mata-se parte
da história do futebol paraense, regional e brasileiro,
mata-se a dignidade do torcedor remista. E, enterra-se
na lama a moral do Conselho Deliberativo que avalizar
esse crime que pretende cometer o presidente? Amaro Klautau.
Temos em nossa família, na casa
de meu pai, uma pequena estatueta de um Leão Azul,
por mais de 50 anos, de porcelana, que resistiu a traquinagens
de sete filhos, quando crianças e adolescentes.
Sobreviveu às reformas na casa e a todas espécies
de acidentes domésticos que poderia ter sofrido,
é para nós uma relíquia, um tesouro
que representa as alegrias que nosso querido Clube do
Remo nos deu e um símbolo da garra da torcida azulina.
A notícia da pretensão
da venda do estádio Evandro Almeida foi uma verdadeira
martelada em nosso Leão Azul, mais uma martelada,
já que vem resistindo ao leilão que fizeram
da sede campestre e ao que quiserem fazer da sede social.
A Nação Azulina precisa reagir a essas insanidades.
O Leão precisa rugir, fugir das armadilhas e afugentar
os lobos. A torcida precisa cobrar soluções
que não sejam as que dilapidam o patrimônio
do clube. Os Conselheiros precisam tomar medidas enérgicas
e recolocar o Clube do Remo no lugar que sempre esteve.
Não estamos perdendo somente os jogos importantes,
não fomos somente rebaixados de divisões,
fomos entregues a uma corja de incompetentes que só
nos tem feito passar vergonha e agora querem nos fazer
passa mais uma. Chega de incompetência, precisamos
de projetos que levem o Clube ao rumo certo e não
a sua decadência.
Qual a posição dos Beneméritos?
Onde estão os grandes remistas como Orlando Ruffeil
e Benedito Wilson de Sá? Por que não se
manifestam?
De todas as opiniões que li e
ouvi, a melhor foi a do jornalista Gerson Nogueira do
jornal ‘O Diário do Pará’, quando
disse em sua coluna, domingo, 20.09 -: “Só
um absoluto bloqueio criativo justifica a destrambelhada
ideia de negociar o mais valioso patrimônio físico
do Remo...” e, finaliza dizendo: “Vender o
Baenão é a grosso modo, algo assim com se
a igreja católica decidisse negociar a Basílica
de Nazaré, sob a justificativa de sanar dividas”.
A opinião foi um golaço, digno de um craque
nos comentários esportivos, como é Gerson
Nogueira, já Amaro Klautau fez um gol contra.
Também sou a favor de soluções
criativas e acho que é chegada a hora de reunir
todos os que tem amor pelo Clube do Remo. Mais do que
nunca é hora de união:
• Jogos no Mangueirão com
clubes de renome nacional;
• Vendas de camisas, shorts e bonés;
• Vendas de canecas e outros souvenires;
• Bingos e sorteios;
• Campanhas de arrecadação
junto à torcida;
• Formação de grupos
de patrocinadores;
• Campanha de marketing - entre
outras ações.
O Clube do Remo é patrimônio de sua torcida
e só a torcida pode salvá-lo!
Precisamos agir rápido, antes que Amaro Klautau
acabe de matá-lo e não nos convide para
o enterro.
Amaro Klautau, pede para sair...
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