O novelo de ouro
quarta-feira, 30/12/10– 15h45
"Se liberdade significa alguma coisa, será
sobretudo, dizer às outras pessoas o que elas não
querem ouvir". George Orwell
O Pará, em 2011, irá às
urnas, eleger os que irão representar os interesses
‘ditos’ do povo: Deputados Estaduais, Federais,
Senadores e eleger o novo Governador ou reeleger a atual
Governadora, Ana Julia Carepa. Não será
novidade que o fio condutor dessa eleição
estará nas mãos de Jader Barbalho, como
esteve na eleição passada, que fez de Ana
Julua Carepa, Governadora do Estado.
A grande novidade na eleição
2011 será o posicionamento de Jader Barbalho, que
rumo ele irá tomar ou qual o rumo que ele irá
dar a ela. As pesquisas dão a ele, o primeiro lugar
tanto no senado quanto ao governo do estado; O PMDB, inteiro,
o quer como candidato ao governo.
O PT está visilmente enfraquecido,
embora ‘os meninos turrões’ da governadora
tentem mostrar ao contrário, o que se vê
é um quadro amplamente desfavorável à
reeleição da governadora. O PSDB, após
uma acirrada ‘luta marajoara’, teve o representante
do Marajó levado ao chão pelo ‘franzino’
Simão Jatene, com o técnico de Mário
Couto batendo em retirada e a luta terminada entre apertos
de mãos e abraços (de tamanduás,
ou não). Almir Gabriel, tenta a todo custo renascer
das cinzas, tentando dar cartas que já não
tem mais em mãos, marcando entrevistas para destilar
um veneno do qual foi sua maior vítima: ‘A
vingança é como tomar um copo de veneno
e esperar que o outro morra’. Das cinzas de Almir
Gabreil não sairá mais fumaça nenhuma,
estão molhadas demais, e as ‘águas’
ainda não pararam de correr.
A política é uma das poucas
coisas que provoca amnésia voluntária. As
pessoas esquecem conforme as conveniências, de coisa,
fatos e pessoas. E, bem no fundo desse esquecimento estão
as ofensas pessoais, morais, de cunho familiar. Tanto
as feitas, quanto as sofridas.
A política é paradoxal.
As pessoas só lembram do que deveria ter sido feito
quando não há mais tempo para fazê-lo,
ou quando o poder está em outras mãos, cobra-se
dos outros os próprios erros e a própria
incompetência. Há de se perguntar: Se sabia
por que não fez?
Com Jatene ‘definido’ como
candidato ao governo, resta ao PSDB juntar os cacos e
tentar uma aliança com o PMDB, sem ela corre o
risco de se recolher ao ninho e esperar a banda passar.
Aos outros partidos, resta a cada um
procurar fazer as alianças que mais satisfaçam
seus interesses. Enquanto isso, Jader Barbalho, dono do
‘novelo de ouro’, do alto da torre, aguarda
o momento certo de dar os últimos pontos de uma
teia ou uma rede que já vem sendo tecida há
muito tempo, em um silêncio próprio de Jader
Barbalho. Os fios desse novelo são de ouro, entregues
a ele por seus fiéis eleitores, pela incompetência
de seus adversários e em maior escala pela infantilidade
política dos ‘meninos turrões’
de Ana Julia Carepa que mexem as peças do tabuleiro
governamental de forma errada, levando xeque-mate em cada
uma de suas ações, fantasiando soluções
e levando o governo Ana Julia a caminho tortuoso e sem
volta.
Dessa forma, decididamente a eleição
ao governo do Estado do Pará terá, novamente,
Jader Barbalho à frente das negociações
que darão o rumo à 2011. Resta saber qual
será o posicionamento que o PMDB irá tomar
(leia-se Jader Barbalho), e qual justificativa dará,
caso venha a apoiar a reeleição de Ana Julia?
Estará atendendo os interesses de Brasília,
do Estado, aos próprios interesses? O que irá
justificar a não candidatura de quem aparece em
todas as pesquisas como primeiro lugar para o Governo
do Estado, caso isso ocorra? O que irão dizer e
pensar os eleitores que o colocaram em primeiro lugar
nessas pesquisas?
‘Brasília’, seguramente
terá influência decisiva no caminho que Jader
irá tomar e a rede ou a teia tecida por Jader Barbalho
pode ser bem maior do que se imagina, pode abrigar o Estado
do Pará por inteiro, ou pode servir somente para
que ele deite e assista o jogo se embalando pra lá
e pra cá.
O certo é que, não é
fácil ter o novelo de ouro nas mãos, ele
pode ‘emboletar’ dependendo das decisões
que serão tomadas.
*- Leitura complementar...
Namoro, noivado, casamento, traição
e divórcio
Não necessariamente nessa ordem,
até 2011 o mundo político passará
por todas essas ‘experiências’. No Pará,
em particular, onde a campanha política já
começou assisti-se uma grande movimentação
em torno da roda que gira à velocidade dos interesses
de partidos políticos e pretensos candidatos ao
executivo e ao legislativo, cada um buscando arranjos
necessários à sua pretensão.
Uns ‘namorando’ às
escondidas, prometendo ‘noivado’ e até
‘casamento’, outros ‘traindo’
antigos relacionamentos e se divorciando de compromissos
que juravam ser eternos. Em política, também,
amor rima com dor e algumas mágoas são levadas
para os túmulos de paixões acabadas ou mal
resolvidas.
No começo, como em todo o relacionamento,
a conquista exige os rituais de quaisquer grandes paixões:
O mesmo ambiente, a mesma mesa, bons vinhos, flores, sorrisos,
abraços e juras de amor eterno, com cada um tentando
mostrar o melhor de si, num jogo de sedução
capaz de causar inveja ao verdadeiro Don Juan, mas não
se esqueça e não se confunda, estamos falando
de política, onde o cálice do melhor vinho
pode conter o mais mortal dos venenos, por isso, se for
tomá-lo, não se apresse, envenene-se aos
poucos, saboreando, sentindo o buquê, embriagando-se
com as promessas, falsas ou não. A dose mortal
é sempre a última, cabe a você bebê-la
ou não.
No Pará sob o manto negro da fumaça
de nossas florestas queimadas, descortina-se um cenário
pré 2011, indicando que até a montagem final
do grande palco, muitos ‘atores’ entrarão
e sairão de cena, uns por vontade própria
ou pela própria incompetência, outros serão
arrancados pela ‘platéia’, indignada
pela má interpretação de ‘cenas’
tão importantes para o público. Os bastidores
estão fervendo, muito antes da ‘peça’
entrar em cartaz...
Namoros, noivados, casamentos, traições
e divórcios, no jogo político serão
iniciados e rompidos e ninguém irá esperar
até que a morte os separe. Até lá
já vai ser tarde demais. Uma coisa é certa.
O ‘príncipe’ que será o noivo
ideal tem nome e sobrenome e está se distanciando
cada vez mais do ‘sapo’, apesar de cobiçado
em toda a lagoa parauara, quer queiram ou não Jader
Barbalho é quem dará as cartas novamente
em 2011, entre no jogo quem entrar... Ele pode não
ser o noivo, mas que vai ser o padrinho, vai.
PMDB – PT...
PMDB – PSDB...
PMDB – DEM...
Façam suas apostas senhores!
Está aberta a temporada de caça aos votos
no Estado do Pará...
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