O tempo mais sagrado, a Castanheira
e o Vento
sexta-feira, 17/07/09 - 16h00
Defender a bandeira do próprio
ideal, da verdade, do compromisso com o Pará e
a região amazônica, e do verdadeiro jornalismo
não é uma tarefa comum. Não é
fácil e exige sacrifícios e renúncias,
na verdade é uma missão sobrehumana. O tempo
mais sagrado do qual se abre mão é o do
próprio convívio familiar e social –
aí, a qualidade precisa ser obrigatoriamente superior
à quantidade. E, para se abrir mão desse
tempo, só quando a luta é verdadeira, que
valha realmente se travar o bom combate. Nem todos têm
noção e poucos imaginam a dimensão
dessa entrega. Acima de tudo, além do saber e do
conhecimento é preciso ter coragem para enfrentar
as dores e os dissabores que virão pela frente...
A busca constante pela verdade, o saber
e o conhecimento é uma clausura que só é
compensada quando os resultados valem à pena e
quando todos ganham com o produto final, mesmo os que
tenham suas posições, opiniões, interesses,
contrariados. ‘Há derrotas que tem mais dignidade
do que a própria vitória!’.
Poucos são os que ousam trilhar
esse caminho e esses enfrentam da incompreensão
à injustiça, a força dos poderosos
ou dos que se julgam donos do poder e às vezes
da própria justiça. Lúcio Flávio
Pinto é um desses guerreiros solitários
que enfrenta tempestades e pororocas e há de seguir
se os que têm noção de sua luta não
se acovardarem diante das ‘Ações’
que condenam o que as ‘Esquinas’ dizem em
alto e bom som. A diferença, é que as palavras
ou as vozes das esquinas não possuem assinaturas.
Lúcio Flávio paga um preço pelo que
assina, textos que deveriam ter a assinatura de todos
que tem compromissos com o Pará e com a Amazônia.
Neste momento ‘pessoal’,
que Lúcio Flávio Pinto atravessa –
‘A tempestade há de passar’. Presto
minha solidariedade não só pelas questões
judiciais que enfrenta, mas pela dor (particular) diante
da enfermidade de seu irmão Raimundo Pinto –
presente em minhas orações e de minha família.
Relembro que certa vez, no Centur, em
uma palestra para estudantes prevestibulandos da qual
fui um dos organizadores e Lúcio Flávio,
um dos palestrantes, entregamos a ele um troféu
como reconhecimento por ter ganho o premio “Colombe
d´oro per la pace", em 1997, na Itália,
por seu trabalho jornalístico em favor da Região
Amazônica .
Na plaqueta estava escrito: “A
Castanheira resiste bravamente ao tempo, as adversidades
e ao machado”, a Amazônia precisa de mais
‘Castanheiras’... “Quando li a mensagem
o Lúcio respondeu: A Castanheira precisa das árvores
menores ao seu redor, senão o vento a derruba...”.
Acho que está na hora das ‘Árvores’
da Amazônia se unirem, antes que o vento aliado
a cobiça, a ganância, injustiça e
a todas as mazelas que assolam o Pará e a Amazônia,
derrubem a floresta inteira e acabem de uma vez com nossos
sonhos: Pará unido, Inteiro, Verdadeiro, Amazônia,
Verde, Viva, Brasil!
Minha solidariedade.
Felizes aqueles que avançam,
aqueles que acreditam no futuro, aqueles que têm
esperança, aqueles que amam o risco porque confiam,
aqueles que se sacrificam pelo nascimento daquilo que
é novo...
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