Os Jabutis andam de ônibus
segunda-feira, 19/01/09 - 18h42
Andar de ônibus em Belém é
um exercício de paciência fora do comum. A começar
pela frota, sucateada e caindo aos pedaços. Ônibus
sujos, buracos no piso e no teto, e por incrível que pareça,
em tempo de chuva, e em Belém chove quase todos os dias,
os passageiros são obrigados a enfrentar as goteiras que
infestam feito pragas os ônibus em Belém. Além
disso, a superlotação, os atrasos, e ainda com raríssimas
exceções, motorista e cobradores mal educados que
não respeitam, principalmente, idosos e deficientes. Andar
de ônibus em Belém é um ato de heroísmo.
E, como se já não bastasse tudo
isso, os passageiros ainda são obrigados a conviver com
os ‘jabutis de casco grosso’ – mochileiros que
transportam verdadeiras mudanças e incomodam Deus e o mundo
na maior cara de pau.
Os corredores ficam lotados ou tomados por ‘jabuits’
que impedem o livre transito, sem contar que durante a viagem,
entre um solavanco e outro, o passageiro é obrigado a aturar
os incômodos esbarrões dos cascos desses ‘jabutis’
inconvenientes – e ai de quem reclamar! As mochilas são
necessárias ao transporte dos pertences de estudantes e
trabalhadores, mas bom senso e caldo de galinha não fazem
mal a ninguém. No mínimo os ‘jabutis’
deveriam seguir o exemplo das educadas ‘jabotas’,
passageiras do mesmo ônibus, que na hora da viagem colocam
o ‘casco’ em local que não incomode ninguém.
Tu já vistes um ‘jaboti’
andando de ônibus, ou tu és um ‘jabuti’
do casco grosso?
Se fores, te manca cascudo!
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