Uirapuru
quinta-feira, 21/01/10 - 10h40
Tem certas pessoas que entram em nossa
vida de mansinho, em silêncio, suavemente... E quando
nos damos conta, estamos conquistados, encantados e para
usar a palavra que eu, a pessoa de quem estou ‘falando’
e o Salomão Laredo usamos muito quando nos reunimos,
pelo menos uma vez ao ano, quando nos damos conta, estamos
mundiados. Entram em nossos corações e ficam...
Ficam por merecer por nos fazer bem e ficam porque merecemos
também.
As grandes amizades, as verdadeiras
amizades são partilhas onde se dividem alegrias
e tristezas, perdas e ganhos, sonhos e ilusões,
respeito entendimento, aprendizado, fortalecimento pessoal...
E essas verdadeiras amizades se solidificam quando conseguimos
passas em frente o que aprendemos juntos, dividir com
o próximo as nossas conquistas e a realização
de nossos sonhos.
Eu estava devendo essas palavras à
essa pessoa. De vez em quando ‘rabisco’ alguma
coisa sobre meus amigos e quando posso, torno público
para que outros saibam que o respeito ainda existe entre
as pessoas, independente da raça, cor, sexo, religião
e de quem quer que sejamos...
Heloisa Huhn! Essa é a pessoa
à quem me refiro, essa gigante do rádio-jornalismo
da Amazônia, e pra sorte nossa, do Pará e
bem pertinho da gente, em Belém. Conheço
a Heloisa há bastante tempo e só não
revelo há quanto para não pensarem que somos
‘velhos’, até porque isso nós
nunca seremos. Conhecemos o segredo da juventude e nossos
‘espíritos‘, serão sempre jovens.
E, só revelamos se conseguirem nos mundiar, a mim,
a Heloisa Huhn e ao Salomão Laredo. Nós
temos o encanto da cobra grande, da Matinta Perêra,
do Uirapuru e do Açaizito. Só revelamos
se nos mundiarem e, isso é muito difícil.
Na rádio Rauland FM, Heloisa Huhn
e eu comentamos o Círio de Nazaré há
13 anos e vai fazer 4 anos que contamos com a honrosa
e sábia participação de Salomão
Laredo. Nos conhecemos também há mais tempo
que isso e eu sempre procurei uma palavra para definir
a Heloisa, até que na XIII Feira Pan-Amazônica
do Livro, no Hangar – Centro de Convenções
e Feiras da Amazônia, em Belém, ao apresentar-lhe
o escritor Dilmar Cunha, o Peixe-Boi, para que o entrevistasse
pela rádio Cultura que cobria o evento, ele disse
à ela: - ‘Tu és como o Uirapuru, quase
ninguém te vê, mas todo mundo se encanta
com tua voz!’
Taí a palavra que sempre procurei
para definir a Heloisa Huhn: ‘Uirapuru’, a
voz encantada da Amazônia. É isso!
Tenho certeza que a Heloísa sabe
de tudo isso que eu falei e só "falei pra
vocês para que todos saibam o que dizem os poetas":
Eles passarão
Eu passarinho...
Canta uirapuru
Encanta o mundo com tua voz
Teu destino tá selado
Eles passarão
Eu passariho
Canta uirapuru...
Voa uirapuru...
Voa bem alto,
Até aonde teus sonhos te levarem!
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