Urna não
é lixeira, mas pode ser o tribunal
sexta-feira, 07/08/09 – 18h40
Se tem uma coisa da qual me orgulho, são
os títulos de meus textos. E, sem vaidade nenhuma,
recebo centenas de elogios, tanto pelos títulos,
quanto pelo conteúdo. Elogios de pessoas que até
me surpreendem pela generosidade das palavras. Recebo
críticas também. E as recebo sem o menor
problema. Creiam-me, algumas são melhores que os
elogios, orientam-nos e nos fazem corrigir os rumos. Os
elogios são perigosos, podem despertar-nos à
vaidade e nos fazer perder o rumo e o prumo. E, em ambos
os casos, sou vacinado.
Falei sobre isso, porque estou utilizando
um título que foi “pinçado”
das entrelinhas de um artigo de autoria de Waldemiro Gomes,
intitulado “ O Cidadão Fiscal”, onde
faz considerações sobre o momento político
que o País está atravessando. Sou convicto
que devemos cobrar de nossos políticos, posicionamentos
éticos e morais, com a preocupação
de que poucos são os nossos instrumentos de cobrança.
O voto deveria ser o maior e melhor deles, mas infelizmente
o pensamento do brasileiro quanto às questões
políticas é proporcional às mazelas
de cada região e às necessidades de cada
eleitor. É assim que funciona o jogo. Nossos representantes,
na verdade, representam, e muito bem, os seus próprios
interesses. Nisso, eles são imbatíveis.
A miséria é a mãe
de todas as mazelas e é sobre a miséria
que os políticos pisam todos os dias, tripudiando
da condição de um povo que vive na condição
que eles impõem. Triste País o nosso, aonde
um escândalo só é abafado por um escândalo
maior, o maior, por escândalo gigante e o gigante
só é abafado por um escândalo monstruoso...
Descobrem-se milhares e mesmo assim, continuam a praticá-los,
como se fossem normais, institucionalizados... Nosso País
está mergulhado em um mar de lama; atolado. E,
sem ter quem o faça vir à tona. “Uma
vitória gradativa da desordem, do desmando e da
corrupção sobre a flâmula que ostenta
a frase: ‘Ordem e Progresso’, que corrói
anestesia e degrada os três poderes constituídos
no maior País da América do Sul”
Acredito até que o brasileiro
saiba votar. Vota na esperança de dias melhores,
por necessidade ou desespero e pelo direito de ser representado
na construção de seus sonhos. Vota por mais
saúde, educação, trabalho, segurança,
saneamento básico, esporte, cultura, lazer... Vota
por mais dignidade, melhoria na qualidade de vida e na
garantia de todos os seus direitos constitucionais. “Urna
não é lixeira” e não é
lixo o que na urna se deposita: Sonhos e Esperanças,
de um Município melhor, um Estado melhor e de um
País melhor. O brasileiro sabe votar, porque é
nisso que vota.
Eles sim, os políticos
é que não sabem ser votados. Não
merecem ser votados. Traem os ideais do povo, abandonam
deveres e compromissos, e dessa traição
nascem os filhos da insensatez: Crianças
abandonadas, jovens sem perspectivas, adultos sem convicção,
velhos ignorados, desemprego, crime organizado, fome,
analfabetismo... E, todas as outras desgraças.
Eles sim, os políticos, não sabem ser votados,
não merecem ser votados. Torço para que
haja exceções.
“Urna não é lixeira,
mas pode ser o tribunal”, tribunal do povo, onde
o povo é o juiz e deve julgar condenar e depor.
Esse é o caminho para a reconstrução
da dignidade do povo brasileiro. É isso, por fim
meu caro Waldemiro Gomes, ‘pincei’ o título
deste texto, das entrelinhas de teu artigo -Cidadão
fiscal”, como forma de dar-te as boas vindas ao
Acorda Pará.
Aqui nós transformamos
o suor de nossas mãos e a massa cinzenta de nossos
cérebros em perigosíssimas armas em defesa
do que é nosso. Bem vindo ao BUNKER. A ti dedico
este míssil.
Acorda Pará!
“Amazônia verde,
viva, Brasil”
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