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Luiz Alho
Jornalista, Escritor e Ambientalista
alhoparauara@gmail.com

 
 

A Raposa, o Leão e os Lobos

sexta-feira, 26/10/07 - 09h36

É preciso ser raposa para reconhecer as armadilhas e leão para afugentar os lobos! (Maquiavel)

Nosso país, enfrenta não é de hoje gravíssimos problema, e todas as áreas : Educação, saúde, segurança, transportes, emprego e renda, esporte, cultura e lazer; faltam investimentos em ciência e tecnologia e principalmente seriedade no trato com a coisa pública; respeito ao cidadão que vive à mercê de atitudes que envergonham cada vez mais os brasileiros que esperam soluções que nunca vêm.

No Pará, particularmente, os problemas se avolumam e alguns beiram à calamidade pública e lamentavelmente são usados pelos que se dizem líderes de um “exército de desinformados” que é conduzido às rédeas dos interessados de quem zela para que as verdadeiras transformações em benefício do Estado e de seu povo não acontecem.

Nosso povo padece e é esquecido. Usado para satisfazer interesses pessoais, de elementos que não têm o menor compromisso com a melhoria da qualidade de vida de milhões de paraenses, que serviriam de base para a construção de fortunas que não geram nenhum beneficio para o Estado e sua gente. Precisamos ficar alerta(s) para os que têm a obrigação de separar o joio do trigo e fazem o contrario, misturam-nos e ainda acrescentam outras ‘ervas daninhas’ que misturadas ao sangue de muitos que tombaram em defesa de seus ideais, do Pará e da Amazônia, criam um veneno mortal, servido em um cálice que contem doses da mais pura covardia. Nosso povo bebe dessa mistura todos os dias e sem perceber vai morrendo às vistas dos que sabem disso e nada fazem; até que chegue o dia em que eles mesmos tomarão desse veneno. Aí já será tarde demais. O paraense é tratado como índio, preguiçoso, incapaz de construir seu próprio destino e escrever sua própria história; enquanto isso nossas riquezas vão construindo uma grande sepultura aonde seremos enterrados, se não reagirmos a tudo o que nos é imposto em função da falta de consciência de todos nós.

A governadora Ana Julia Carepa precisa ser Raposa para reconhecer as armadilhas que a cercam e conduzir o Pará por caminhos seguros e que os levem ao desenvolvimento que merece e necessita. O povo do Pará precisa ser Leão para afugentar os Lobos, principalmente os em pele de cordeiros.

Recentemente o Deputado Federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) fez um pronunciamento na tribuna da Câmara Federal solicitando à justiça e as autoridades responsáveis pela segurança pública no estado do Pará rigor contra a atuação de quadrilhas organizadas, especializadas em invasão de terras: “No Pará, por exemplo, a situação é gravíssima. Há poucos dias externava eu à Governadora do Pará, Ana Julia Carepa, minha preocupação com a cidade chamada Pacajá, de 40 mil habitantes, que conheci quando visitei a Transamazônica. Na cidade havia delegado, que não dispunha de carro, nem escrivão. O investigador aparecia uma vez por semana e haviam só sete soldados.

De lá trouxe reclamos da Maçonaria, da Associação Comercial, que fizeram um apelo no sentido de que eu levasse ao Governo do Estado a preocupação daquela comunidade que não se sentia tranqüila. “É um absurdo”.

Queiroz disse a governadora, que a situação mais grave ocorre no sul do Estado. “Minha preocupação se dava em função de que já começava uma conversa de que o Governo do Estado não autorizava a polícia a prender bandidos naquela região. Portanto, o Governo do Estado seria conivente por omissão, negligência ou incompetência. Mas eu não aceito isso, porque sou parceiro da governadora, sei que ela tem boa vontade. Ela não faria isso, não diria: - Não prendam”.

Por sugestão do Deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), em encontro com um grupo de proprietários rurais, cada um vai doar R$ 2,00 (dois reais) por hectare e terra, para fazer um fundo e contratar uma empresa se segurança, a fim de garantir nossas propriedades, porque o estado brasileiro com um todo, em particular o Pará, não consegue conter o bandido.

Queiroz registrou sua preocupação de morador do Pará, que percorre suas entranhas. “Trago como proposta a criação do Estado do Carajás, com o objetivo de levar maior presença do estado...”.

Realmente, o Pará precisa reagir e enfrentar com pulso forte a todos os problemas que se apresentam, em Pacajá, em apoio a nossos irmãos de lá, em Senador José Porfírio, em Anapú, em Maracanã, em Irituia, em Cametá, Abaetetuba, em Belém; nos143 municípios que dão forma as entranhas percorridas pelo nobre deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA).

Lembrando que a violência no Estado é geral a exemplo do que ocorre em todo o país. Em Belém, por exemplo, além de nossos outros problemas, mata-se pelos mais diversos motivos às vezes mais de 30 cidadãos por mês e aqui temos uma população de mais de dois milhões de habitantes, uns morrendo nas filas dos hospitais, outros sendo assassinados à luz do dia, outros morrendo de fome por falta de emprego, outros sendo manipulados por completa falta de educação, meninas e meninos se prostituindo em troca de um pedaço de pão, virando comércio nas mãos de crápulas e patifes, homens e mulheres mendigando, perambulando nus pelas ruas e sem causar o menor espanto à sociedade e no governo de uma maneira geral... Nós aqui, também, encontramos delegacias sem carro, sem escrivão e às vezes até sem delegado...

Não é dividindo o Estado que vamos encontrar soluções para os nossos problemas... Sugiro que ao invés de se utilizar os R$ 2,00 (dois Reais) por hectare de terra de suas fazendas para contratar uma ‘firma de segurança’, sejam utilizados para reforçar o policiamento legalmente constituído; comprem um carro para o delegado, encham o tanque, solicitem reforços à Governadora, senão acabarão formando uma milícia a exemplo dos morros do Rio de Janeiro; justiceiros que matam e morrem sem saber por que. Torcemos para que sejam encontradas soluções não só para o sul do Estado, mas para o Estado como um todo.

A governadora Ana Julia Carepa, há de olhar em volta, agir da forma que o grau de violência requer; solicitar reforços, inclusive à Força Nacional; Curvar-se aos que tentam fazer do Pará uma terra sem leis e sem comando é dar crédito as história que denigrem o Poder Executivo e o povo do Pará, pacato, hospitaleiro, generoso e incapaz de matar inocentes.

Lamentamos que tal idéia tenha partido de um deputado federal, parceiro da governadora (como ele diz). O deputado federal Giovanni Queiroz, sabe que “ela tem boa vontade. Não faria isso, não diria: - Não prendam”. Acreditamos que a governadora Ana Julia Carepa esteja atenta a quaisquer manobras e não se deixe levar por caminhos que não sejam os que levem o Pará ao verdadeiro desenvolvimento.

O cálice com veneno está servido; beba dele quem quiser”.

Eu vou tomar açaí com peixe frito, lá na barraca do Abel, no Ver-o-Peso.

“Guerra é guerra”

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