Um operário
da cultura amazônida
sexta-feira, 05/10/07 - 15h40
A Amazônia tem entre seus filhos,
valores que simbolizam toda a grandeza deste chão
abençoado; primeiro pelo amor à terra mãe,
segundo bela busca incansável por soluções
que contribuam para o desenvolvimento da região
e melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.
Quem ama verdadeiramente a Amazônia
assume compromissos, com a terra e com a sua gente. Jorge
Calderaro é um desses valores. É um desses
filhos. Completamente amarrado pelo emaranhado de cipós
culturais que a diversidade da região possui.
Amarrado não significa, nesse
caso, estar imobilizado, mas carregar preso a si, ferramentas
que abram caminhos para o fazer cultural, entre elas o
talento, a garra, o sonho, de quem acredita que sempre
é possível construir algo novo.
Ao longo de sua vida tem observado, estudado e pesquisado
a cultura afro e indígena em terras paraenses.
É fascinado pelo misticismo de todos os lugares,
herança imensurável e de grande importância
para o resgate de nossa cultura.
Apaixonado pelas artes, amante da natureza,
homem de comunicação, esse paraense do Baixo
Amazonas, natural de Santarém, é jornalista,
historiador, escritor, poeta, pesquisador e ambientalista,
e traz no sangue a herança cultural, a exemplo
de alguns de seus familiares como Sebastião Tapajós
entre outros.
Na década passada escreveu e dirigiu
o documentário “Belém a Capital da
Amazônia”, de grande importância para
mostrar Belém ao mundo, e ‘vendeu’
o turismo receptivo em seis idiomas. E que se esgotou
na terceira edição.
No futuro, pretende editar um livro mostrando
o potencial turístico e histórico que o
Pará oferece e sua importância para a nação
e o mundo. Sonha em ver o governo imbuído no sentimento
de cultura, incentivando e abrindo novos horizontes para
antigos e novos valores.
Hoje, nos presenteia com o livro Severa
Romana “Santa Popular e Heroína da Honra”;
depois de mergulhar no tempo e trazer de volta a real
história dessa mártir santificada pelo povo.
Esse é o Calderaro que eu conheço.
Bom filho, marido, pai e ‘vovozão’,
além de bom amigo e bom parceiro, sempre disposto
a enfrentar uma guerra em defesa do que é nosso.
Pelo quarto ano consecutivo está à frente
da Comissão do Estande dos Escritores Paraenses.
Nesta XI Feira Pan-Amazônica do Livro se faz presente
também como escritor. Tenham todos uma excelente
leitura, em mais um ano de luta e de vitórias com
as bênçãos de N.S. de Nazareth.
Sucesso sempre!
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