Energia alternativa, limpa
e renovável: um excelente negócio para as
empresas e a natureza...
segunda-feira, 10/03/08– 08h25
Belém - Pará - Amazônia
- Brasil
As sobras de madeira que eram jogadas
no lixo, poluindo o meio ambiente, agora terão
reaproveitamento como matéria-prima na produção
de briquetes. O que era lixo vai virar energia, ajudando
a preservar a natureza, contribuindo com a economia de
energia e com o controle do desmatamento ilegal na Amazônia.
O Distrito Industrial de Icoaraci, no
Estado do Pará, está prestes a comemorar
o ‘turn-key’ da mais nova fábrica do
combustível energético alternativo, limpo
e renovável: trata-se da ‘Briket Future Energy’,
empresa que produzirá o briquete, um material ecológico
que substitui com grande eficiência o óleo
BPF usado em caldeiras industriais, o gás, a energia
elétrica, o carvão e, principalmente, a
lenha ilegal, entre outros combustíveis.
Com matriz em Higienópolis, Estado
de São Paulo, a fábrica do Pará utilizará
resíduos de matéria-prima florestal certificada,
oriundos de planos de manejo florestais, de fontes renováveis
ou processos de reciclagem ambiental, constituindo material
de alto poder calorífico, sem aditivos, aglutinantes
ou quaisquer outros elementos químicos. As fontes
serão os resíduos de madeiras nobres amazônicas,
e a umidade padronizada do produto final será inferior
a oito pontos percentuais.
A capacidade inicial da fábrica,
com uma única linha de produção,
será de três mil toneladas mensais, que serão
ampliadas em módulos ou linhas de acordo com o
crescimento da demanda.
‘Para queimar o briquete não
é necessário nenhum equipamento especial
ou adaptação. Toda fornalha, caldeira ou
forno queimando lenha estão prontos para a queima
do briquete, a combustão do produto é limpa,
sem cheiro, sem fumaça e com baixo índice
de cinzas remanescentes’, comemora Edward Karic,
sócio do empreendimento.
Jairo Harari, responsável técnico
da planta industrial de Icoaraci revela que, dentre outras,
as principais vantagens do briquete são que ele
ocupa pouco espaço e economiza em armazenagem e
frete, além do alto poder calorífico (PCI
4900 – PCS 5250 Kcal/kg).
‘Estabelecendo um comparativo entre
os vários combustíveis, temos que, no tocante
a quantidade relativa para produção de vapor,
uma tonelada de briquete equivale a quatro metros cúbicos
de lenha, ou duas e meia toneladas de cavaco ou quinhentos
quilos de óleo BPF 1A’. ‘Além
disso, nosso produto é elegível para crédito
de carbono, apresenta ótima relação
custo x benefício e menor custo de manutenção
de fornos e caldeiras, com maior e mais rápida
combustão, grande poder calorífico e regularidade
térmica’.
Parabéns à Briket Future
Energy. O Governo do Pará, através da Secretaria
Executiva de Meio Ambiente - SEMA, bem que poderia estabelecer
como condicionante, no licenciamento ambiental dos empreendimentos
que necessitam utilizar caldeiras, a exigibilidade de
consumo de quantidades mínimas desse novo produto,
além dos benefícios fiscais e tributários,
enquanto muitas empresas e grupos econômicos terão
a oportunidade de comprovar na prática e de forma
voluntária, as propagandas milionárias de
que são ecologicamente corretas e socialmente justas.
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