A 'marolinha' do Lula e o PACderme...
sexta-feira, 20/03/09 – 17h00
Há pouco tempo atrás,
o presidente Lula disse que, para o Brasil, a crise financeira
internacional não passava de uma 'marolinha'...
Nosso presidente disse, no dia 4 de outubro
do ano passado, em São Bernardo do Campo, no ABCD
Paulista, que a crise financeira seria um tsunami nos
Estados Unidos, mas não passaria de uma marola
no Brasil. A expressão usada por Lula, 'marola',
foi objeto de editoriais de importantes comentaristas
políticos e econômicos da nossa imprensa,
de Carlos Alberto Sardemberg, passando por Mirian Leitão
e terminando em Denise Campos de Toledo.
Seis meses após, veio a confirmação
'daquilo' que já desconfiávamos: o governo
cancelou concursos públicos, anunciando cortes
para fazer frente a queda de receita e até o bloqueio
do ingresso de aprovados, discutindo também a possibilidade
de adiar os reajustes já programados para os servidores.
Há, contudo, um grande porém:
naquela 'pérola' o presidente já havia admitido
que, caso houvesse necessidade, haveria cortes nos investimentos
e despesas.
Duas constatações: ou as
obras do governo, via de regra, estão paradas,
ou estão na mira do Tribunal de Contas da União
por superfaturamento, contratação sem a
devida licitação, acréscimo de valor
contratual superior ao limite legal e alterações
indevidas de projetos e especificações.
De fato, para os que se encontram 'na
crista do poder', ou muito próximos, a crise financeira
internacional não deve passar de uma insignificante
'marolinha'...
Vamos ver o que o presidente e sua seríssima
equipe econômica e política fazem: se assumem,
de uma vez, que, até o momento, o PAC é
mesmo um PACderme, e 'fecha a torneira', porque meio trilhão
de reais rolando soltos sem nenhum controle efetivo do
que é feito com o dinheiro público, e com
uma crise batendo na nossa porta, é um crime, ou
se a festa continua. O problema é que o presidente
está usando o PACderme, como diria o Lucas Catta
Prêta, para promover a 'mãe' Dilma para 2011...
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