Grande Notícia Em Poucas Linhas
Só para contrariar a notícia anteriormente
divulgada, sobre a queda de 80% nos lucros em relação
ao mesmo período do ano passado, O Liberal deste
sábado agora divulga que a mineradora Vale não
'dá bola' para a crise econômica. No segundo
trimestre dete ano, a multinacional registrou lucro
operacional de 976 milhões de dólares
e lucro líquido de 790 milhões de dólares.
Pudera! Até eu, se tivesse fácil ao meu
dispor um dos maiores almoxarifados minerais do planeta...
Não há crise ou 'marolinha' luliana que
resista a tanta abundância, na pior expressão
da palavra...
Fungos da Amazônia
A bióloga paraense Priscila Sanjuan de Mendeiros
recebeu o prêmio de melhor monografia de conclusão
de curso durante a 61ª Reunião Anual da
SBPC, em Manaus. A pesquisa que lhe deu o prêmio
é intitulada "Diversidade dos fungos Poliporóides
no sítio do Programa de Biodiversidade da Amazônia
(PPBio) Caxiuanã, Melgaço - Pará",
incentivada pelo Programa Bolsa de Estudos para a Conservação
da Amazônia (Beca). Os fungos poliporóides
são conhecidos como orelha-de-pau, podendo ser
encontrados em árvores que vivem em ambiente
úmido, como nas florestas.
Operação Arco Verde chega ao Maranhão
por Valéria Costa, da Embrapa
Levar desenvolvimento sustentável aos 43 municípios
com maiores índices de desmatamento na Amazônia
Legal é o objetivo da Operação
Arco Verde que tem como próximo destino o Maranhão.
O mutirão ocorre em Amarante do Maranhão,
entre os dias 30 de julho e 1º agosto, e terá
a participação da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao
Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, e de outros órgãos vinculados
ao projeto. A programação do evento inclui
desde palestras e cursos até a exibição
de filmes e emissão de documentos, como carteiras
de identidade.
No Maranhão, a Agenda de Transferência
de Tecnologia da Embrapa participa do esforço
dos mutirões da Operação Arco Verde
por meio do Escritório de Negócios da
Embrapa Transferência de Tecnologia localizada
em Imperatriz (MA), juntamente com a Embrapa Meio Norte
e a Embrapa Informação Tecnológica
e apoio da Diretoria Executiva. Serão apresentadas
palestras sobre alternativas para a implantação
e fortalecimento da produção sustentável
na região.
“O pesquisador da Embrapa Meio-Norte irá
mostrar aos produtores do município que, a partir
da adoção de práticas agrícolas
simples e adaptadas à realidade local, é
possível migrar de um modelo de produção
predatório para um modelo de desenvolvimento
sustentável”, afirma Márcio Armando,
biólogo da Embrapa Transferência de Tecnologia.
A Embrapa também leva aos municípios
da Operação Arco Verde o Projeto Minibibliotecas,
que compreende um total de 108 publicações
impressas, 37 fitas de vídeo do Programa Dia
de Campo na TV e 40 CDs com o programa de rádio
Prosa Rural, programas coordenados pela Embrapa Informação
Tecnológica.
As minibliotecas são instaladas nas escolas
das cidades com a finalidade de oferecer informações
sobre as tecnologias de baixo custo e de fácil
aplicação para a melhoria da produção
agropecuária nas comunidades rurais. Os sistemas
agroflorestais e o pastejo rotacionado estão
entre as tecnologias desenvolvidas pelos centros de
pesquisa da Embrapa e parceiros que serão apresentadas
por meio de folhetos.
Mutirão – Amarante do Maranhão
recebe a sétima etapa do mutirão que já
atendeu quase cem mil moradores em 16 municípios
dos estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia
desde o lançamento do Programa, em 19 de junho.
Em agosto, as atividades seguem pelas seguintes cidades:
São Félix do Araguaia, Querência,
Gaúcha do Norte e Nova Maringá em Mato
Grosso; Itupiranga, Novo Repartimento, Pacajá
e Brasil Novo no Pará, e ainda Lábrea
no Amazonas.
A operação Arco Verde é uma iniciativa
do Governo Federal que, em parceria com Estados e municípios,
busca estimular a prevenção e combate
ao desmatamento e à grilagem de terras na Amazônia
Legal, propondo um novo modelo de desenvolvimento para
a Amazônia. A mobilização é
um esforço integrado de 13 ministérios,
autarquias, empresas e bancos públicos para legalizar
as atividades econômicas nos 43 municípios
do Território, relacionados entre os maiores
desmatadores, responsáveis por 50% de toda a
destruição da floresta amazônica.
Ibama doa madeira para reforma de escolas rurais
em Marabá
por Nelson Feitosa, do Ibama
Cerca de 250 toras retiradas ilegalmente da floresta
amazônica — entre elas espécies de
grande valor, como louro e jatobá, e imunes ao
corte, como a castanheira — serão aproveitadas
para o conserto de telhados e a fabricação
de carteiras para alunos de escolas rurais de Marabá,
no sudeste do Pará. A madeira apreendida por
fiscais do Ibama da Gerência Executiva em Marabá,
com apoio da Operação Guardiões
Bahia-Marabá, e doada à Secretaria Municipal
de Meio Ambiente, também servirá para
erguer pontes e construir casas para os desabrigados
das enchentes deste ano na região.
Ao apreender as toras, o Ibama dá um prejuízo
de imediato ao infrator e inibe mais ações
criminosas contra o meio ambiente, como o corte de castanheiras,
espécie que produz a Castanha-do-pará,
importante fonte de renda para a população
tradicional da Amazônia. “Ao fazer a doação,
atendemos a um desejo da sociedade, que não aceita
ver a madeira recolhida pelo Ibama apodrecer sem uso,
mas sendo utilizada em benefício dela própria”,
explica o gerente-executivo do órgão em
Marabá, Weber Rodrigues Alves.
Os agentes de fiscalização estavam numa
ação em Itupiranga, a 66 km de Marabá,
quando avistaram as toras em meio ao pasto de uma fazenda
de gado. O proprietário negou o corte das árvores,
que eram de 18 diferentes espécies amazônicas.
Mas, por ter em depósito madeira nativa sem autorização
do órgão ambiental, foi multado em R$
207 mil, de acordo com o artigo 47 do Decreto 6514/08.
Ele tem prazo de 20 dias para recorrer.
A Guardiões Bahia-Marabá combate a extração,
o desmatamento, comércio e transporte de madeira
ilegal no sudeste do Pará. A operação,
que começou no início de julho, prossegue
por tempo indeterminado.
Indicador da FGV permitirá raios-X da
realidade brasileira
por Riomar Trindade, da Agência Brasil
A Fundação Getulio Vargas Projetos acaba
de desenvolver um indicador que permite ter um abrangente
e eficiente raios-X da realidade socioeconômica
brasileira. A partir da análise estatística
de séries históricas de mais de 30 variáveis,
será possível compreender melhor o estágio
e a lógica de desenvolvimento de cada estado
e de grandes regiões metropolitanas.
O Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico
dos Estados Brasileiros (IDSE) é composto de
dados de pesquisas oficiais - como a Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
e a Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho.
Essas informações são cruzadas
e avaliadas com técnicas estatísticas
e econométricas e ao final é possível
mensurar fatores como saneamento básico, qualidade
da moradia, educação, segurança
pública, renda, emprego, desigualdade e pobreza.
Os resultados da nova metodologia são de grande
utilidade para a avaliação e para a definição
de políticas públicas, contribuindo para
a alocação mais eficiente de recursos,
de modo a acelerar de forma sustentada as economias
em questão, respeitando as características
e necessidades de cada estado.
Supermercados preparam programa para rastrear
carne bovina
por Redação do Amazonia.org.br
A Associação Brasileira dos Supermercados
(Abras) anunciou na quarta-feira (29/07) que em 90 dias
deve lançar o "Programa de Certificação
de Produção Responsável na Cadeia
Bovina", com o objetivo de certificar a procedência
da carne bovina vendida nos supermercados brasileiros.
Segundo reportagem da Folha On-line, o programa está
sendo estruturado pela certificadora suíça
SGS. "O maior desafio é a rastreabilidade.
Sabemos que existem programas de governo. O que estamos
propondo é um programa independente, de auto-regulação",
disse a diretora da SGS, Rosemary França Vianna.
Três grandes redes de supermercado - Wal-Mart,
Carrefour e Pão de Açúcar - e três
frigoríficos - Bertin, JBS e Marfrig - já
são signatários do programa. Os varejistas
só poderão comprar carne de frigoríficos
que aderirem à proposta, e a certificação
levará em conta aspectos ambientais e trabalhistas.
O programa de rastreamento é uma resposta à
denúncia de diversas entidades ambientalistas,
como Greenpeace, Ministério Público Federal
e Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, de que
a pecuária é a grande responsável
pelo desmatamento da Amazônia, e que, ao comprar
produtos da região, as redes varejistas estariam
contribuindo, indiretamente, para a devastação
da floresta.
Biodiversidade amazônica poderá
ter recursos do FNO
por Gilberto Nascimento, da Agência Câmara
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5202/09, da
deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), que destina 50%
dos recursos aplicados pelo Fundo Constitucional de
Financiamento do Norte (FNO) a atividades de aproveitamento
e preservação da biodiversidade da Amazônia.
A proposta altera a Lei 7.827/89, que instituiu o FNO
e outros fundos regionais.
Conforme o projeto, esses recursos financiarão
atividades produtivas que utilizem espécies animais
e vegetais da própria região, ou visem
a recuperação de áreas degradadas,
assim como serviços ambientais e turísticos
e a indústria da reciclagem.
Os produtores desses bens e serviços ficam obrigados
a garantir que as espécies utilizadas no processo
produtivo terão sua reprodução
assegurada.
Além disso, o projeto determina que os outros
50% dos recursos serão aplicados preferencialmente
na modernização tecnológica e gerencial
das atividades já financiadas pelo Fundo desde
a sua criação.
Exploração predatória
Para a deputada Janete Capiberibe, o Fundo não
vem cumprindo seu objetivo de contribuir para o desenvolvimento
econômico e social da região. Ao contrário,
afirma ela, "o que se vê é o uso de
recursos previstos na Constituição para
destruir o meio ambiente, a pretexto da exploração
econômica".
Segundo a parlamentar, grande parte dos investimentos
realizados na Região Norte com recursos do FNO
tem causado sérios problemas ambientais, com
o desmatamento, danos à biodiversidade e esgotamento
econômico das terras, segundo a deputada.
Ao argumento de que assim se está criando empregos,
ela contrapõe que "pode até ser verdade,
mas a devastação causada acabará
por reduzi-los em médio prazo".
Quanto aos projetos em curso, o projeto propõe
a manutenção do apoio financeiro, porém
sugere que sejam atendidos, preferencialmente, aqueles
que busquem se modernizar com o objetivo de melhorar
a produtividade.
Resultados
A previsão é de que as medidas propostas
poderão minimizar os prejuízos que projetos
apoiados com recursos públicos têm causado
à biodiversidade amazônica, reduzindo as
práticas predatórias e seus efeitos nocivos.
Ao estimular o uso sustentável dos recursos
naturais amazônicos, o projeto pretende garantir,
de forma prática, a preservação
do meio ambiente, combinando-a com o desenvolvimento
econômico.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será
analisado pelas comissões de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável; da Amazônia,
Integração Nacional e de Desenvolvimento
Regional; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Tartarugas
Fiscais da Operação Bajara, do Ibama,
apreenderam ontem 13 tartarugas da Amazônia (Podocnemis
expansa) e um tracajá (Podocnemis unifilis) caçados
por espinhel (petrecho de caça que usam anzóis
ligados a linhas sustentadas em longos barbantes de
polímero) no entorno do Tabuleiro de Monte Cristo,
em Aveiro/PA, no rio Tapajós. Os animais, alguns
mortos, pesavam de um e meio a três quilos. O
Setor de Fauna da Gerência Executiva - Gerex do
Ibama em Santarém levantou informações
de que havia caça na região, tendo em
vista que os animais estão no período
de reprodução, que vai da segunda quinzena
de julho até o final de agosto, e se aproxima
o período de desova, que ocorre em novembro.
Tabuleiros são localidades da região amazônica
onde ocorre a desova de quelônios e o Ibama é
o responsável pela segurança desses locais
desde o período da desova até a eclosão
dos filhotes. O maior tabuleiro do país é
o de Monte Cristo, onde ocorre a maior produção
de filhotes.
Coletiva
O Serviço Florestal Brasileiro lançou
quinta-feira (30), às 10h40, na Sala Multimídia,
5º andar do MMA, o Plano Anual de Outorga Florestal
(Paof), que vai destinar 2,7 milhões de hectares
na Amazônia para concessão florestal. O
Plano detalha as metas para 2011. Serão também
assinados, pelo ICMBio, dois novos planos de manejo
para de florestas nacionais na Amazônia e documento
que traz orientações e definições
para o processo de construção do Plano
de Manejo para esta categoria de unidade de conservação.
A coletiva contou com a presença do ministro
do Meio Ambiente Carlos Minc; do diretor-geral do Serviço
Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel; e da presidente
substituta do ICMBio, Silvana Canuto.
Atuação da Força Nacional
de Segurança é prorrogada
Os estados brasileiros de Rondônia, Roraima,
Pará e Mato Grosso vão permanecer com
o efetivo da Força Nacional de Segurança
por mais três meses. Nestas localidades, as tropas
são responsáveis por reforçar as
operações de combate a crimes ambientais
realizadas pela Polícia Federal. Portaria prorrogando
a permanência das tropas foi publicada ontem (29)
no Diário Oficial da União (DOU).
A atuação da Força Nacional de
Segurança tem por base convênio que prevê
cooperação entre a União e os estados.
O texto da lei diz que sua presença será
garantida sempre que houver necessidade de garantir
a preservação da ordem pública.
Além do combate a crimes ambientais, a cooperação
pode-se dar por meio de transferência de recursos
e atividades de capacitação e qualificação
profissional.
Mutirão Arco Verde ultrapassa 100 mil
atendimentos na Amazônia
O Mutirão Arco Verde Terra Legal deverá
ultrapassar, esta semana, a marca de 100 mil atendimentos
a moradores da Amazônia. Nesta sétima etapa,
os caminhões do mutirão estiveram, de
quinta-feira (30) a sábado (1º), em Confresa,
no Mato Grosso, e Amarante do Maranhão, no Maranhão.
Desde 19 de junho, já foram realizados 98.896
atendimentos.
O Ministério do Meio Ambiente vai coordenar
as ações no município mato-grossense,
onde mais de 6 mil famílias moram em assentamentos
do Incra. O mutirão vai agilizar o processo de
regularização ambiental e fundiária
para conseguir créditos em bancos, a fim de melhorar
a qualidade de vida, sem agredir o meio ambiente. Esta
é uma demanda antiga da população.
A Secretaria de Meio Ambiento do Mato Grosso e o Incra
estão trabalhando para acelerar o processo de
regularização da área.
O diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural
Sustentável do MMA, Paulo Guilherme, fez, ontem,
uma visita em alguns dos assentamentos da região,
identificando algumas das questões que podem
melhorar. "Há o entendimento da população
de que é preciso mudar o modelo de desenvolvimento".
O atendimento em Confresa acontecerá na Escola
29 de julho.
O município Amarante do Maranhão será
a única cidade maranhense a receber os serviços
do mutirão. Lá, o consultor do MMA Sérgio
Maragoni apontou a necessidade de assistência
técnica para que os produtores trabalhem de forma
sustentável. Outra particularidade do município
é a presença de comunidades indígenas.
Por isso, a Funai e a Funasa começam a participar
do mutirão. O atendimento acontecerá na
escola municipal.
O objetivo do mutirão é o estímulo
a um modelo de produção sustentável,
à prevenção e combate ao desmatamento
e à grilagem de terras na Amazônia Legal.
Até o final de outubro, as três caravanas
do Mutirão Arco Verde Terra Legal vão
percorrer os 43 municípios com os maiores índices
de desmatamento na região.
Durante os mutirões, são promovidas ações
como capacitação, emissão de documentos,
entrega de bibliotecas, patrulhas agrícolas e
acesso a benefícios previdenciários, dentre
outros serviços realizados pelos estados e municípios.
Também são realizadas atividades culturais,
com sessões de cinema e shows, entrega de bibliotecas
e feira com produtos da agricultura familiar.
PL que institui pagamento por serviços
ambientais deve ser apreciado em agosto
O Projeto de Lei 5487/2009, que institui o pagamento
por serviços ambientais, está na pauta
da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados
e deve ser apreciado ainda em agosto. O projeto, que
tramita apensado ao PL 792/2007, deve ser aprovado sem
dificuldades, já que conta com o apoio tanto
da bancada ambientalista quanto da ruralista, principais
interessadas no assunto.
O PL prevê a criação da Política
Nacional de Serviços Ambientais e o Programa
Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais.
"Ele é importante porque abre uma alternativa
de incentivo à recuperação de áreas
degradadas e à conservação, sobretudo
aos agricultores familiares", avalia o secretário
de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável
do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Egon Krakheck.
A proposta do PL, elaborada pelo MMA, atribui às
Unidades de Conservação o papel de receber
pagamento por serviços ambientais, criando incentivos
econômicos para a preservação e
restauração de vegetação
nativa. Para o ministro Carlos Minc, o pagamento, além
de ser uma solução viável para
a recuperação de áreas degradadas,
possibilita uma outra forma de sustento às populações
envolvidas em crimes ambientais sem ter de degradar
o ambiente.
De acordo com Krakheck, a expectativa é de que
o PL seja aprovado com rapidez. "A perspectiva
é boa, porque essa é uma discussão
que já está em curso há bastante
tempo, tanto dentro do MMA quanto no Congresso",
diz. Segundo ele, o fato de o projeto ter sido apensado
ao PL 792/2007 "deve acelerar todo o processo".
Novas medidas do Ibama vão agilizar licenciamento
ambiental
Rodovias e ferrovias na Amazônia estão
entre as primeiras concessões anunciadas pelo
órgão
O Ibama anunciou ontem (29) o programa Agiliza II com
dez novas medidas para reduzir em 40 por cento o tempo
médio da tramitação de processos
na obtenção de licença ambiental.
Na sua primeira fase, até setembro, estão
previstos os licenciamentos de 12 obras de grande e
médio porte nas áreas de petróleo,
mineração, rodovias e no setor elétrico.
Nesta quinta-feira sai a Licença de Instalação
para 250 quilômetros da BR163, que liga Cuiabá
(MT) a Santarém (PA), com previsão para
a liberação de mais 350 quilômetros
em setembro. Em agosto será a vez da BR 317,
que terá Licença Prévia para 107
quilômetros. As ferrovias Ferronorte, na região
Norte, e 3 mil quilômetros da Malha Sul, ligando
Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, no
Paraná, estão entre as licenças
previstas para agosto.
Encontra-se em tramitação na área
de licenciamento do Ibama 1426 pedidos de licença
ambiental que vão desde dragagem de rios até
centro de pesquisa em energia nuclear.
Um balanço do programa Destrava I, que antecedeu
o atual, aponta um crescimento de 37 por cento no número
de licenças concedidas. O ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc, destacou a importância das ações
do Ibama, lembrando que o órgão vem mantendo
o rigor no licenciamento e fazendo alterações
apenas nos procedimentos, removendo a burocracia, informatizando
os processos e integrando as exigências que envolvam
vários setores do MMA.
Das medidas anunciadas, foi publicada uma instrução
normativa regulamentando o decreto sobre crimes ambientais,
limitando as instâncias de recurso de quatro para
duas. Segundo Roberto Messias, presidente do Ibama,
isso vai impedir a protelação das multas
aplicadas pelo órgão, até agora
sujeitas a recursos, que acabava por expirar. O julgamento
dos autos de infração, que chegava a durar
sete anos, pode agora chegar ao final em apenas dois.
A autorização para coleta de fauna e
flora para estudos para o licenciamento será
simplificada, podendo sair em até 24 horas. A
medida será implementada em dois meses.
Foi ainda anunciada a criação de curso
de capacitação para os novos servidores
atuarem na área de licenciamento, a regionalização
de escritório para petróleo e gás
em Sergipe, acordo de cooperação técnica
com universidades federais e a simplificação
das licenças para recifes artificiais, usados
para suporte à biodiversidade marinha.
Municípios ganham apoio do MMA para averbar
Reserva Legal
Experiência em São Paulo mostra que será
possível desburocratizar e baixar os custos
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está
iniciando em parceria com alguns municípios uma
série de acordos de cooperação
com o objetivo de instruir os interessados nos processos
de identificação e averbação
da reserva legal nas propriedades rurais. A exigência
está preconizada na Lei de Crimes Ambientais
e o não cumprimento prevê multas diárias
e cumulativas. O prazo para que os proprietários
rurais cumpram o que determina a lei e se regularizem
ambientalmente termina em dezembro deste ano. Os convênios
assinados pelo MMA com os municípios têm
o objetivo de orientar tecnicamente os interessados.
O primeiro acordo neste sentido foi assinado com a
Associação dos Municípios do Alto
Vale do Itajaí (Amavi), com 28 municípios.
Como parte do cronograma, cerca de 140 pessoas participaram,
em Rio do Sul (SP), no último dia 20, do Seminário
sobre Legislação Ambiental - Regularização
Ambiental das Propriedades Rurais: Reserva Legal e Áreas
de Preservação Permanente. Durante todo
o dia, eles ouviram palestras e participaram de debates
com técnicos do MMA e representantes de órgãos
estaduais e do Ministério Público. O acordo
assinado com a Amavi deve servir como referência
para o restante do País.
De acordo com João de Deus, diretor de Florestas
do MMA, a experiência com a Amavi foi muito positiva
e provou que com orientação técnica
e os convênios com os municípios será
possível desburocratizar e baixar os custos dos
processos de averbação. O diretor explicou
que antes do MMA iniciar a cooperação
técnica, os pequenos proprietários estavam
reclamando do alto custo do processo e da falta de tempo
hábil para colocá-lo em prática.
"Com a cooperação e os convênios,
o ônus deixa de existir e o processo fica muito
mais ágil. A repercussão foi muito boa
e provou que com vontade política e mobilização
é possível encontrar uma solução".
O coordenador dos Núcleos dos Biomas Mata Atlântica
e Pampas, Wilgold Schaffer, esteve presente ao seminário
em Rio do Sul. Ele falou aos participantes sobre o Código
Florestal e o Decreto que trata da Averbação
de Reserva Legal. Schaffer informou aos presentes que
o ministro Carlos Minc considera esse tipo de acordo
como um referencial para o País. O coordenador
afirmou que o acordo entre a Amavi e o MMA demonstra
que é possível se chegar a bom termo sem
que isso provoque prejuízos e nem expulse ninguém
do meio rural.
Pesquisa da Agenda 21 brasileira encerrou sexta-feira
A Coordenação do Programa Agenda 21 do
Ministério do Meio Ambiente esperou para receber
até sexta-feira (31) a resposta de mais 200 municípios
à pesquisa de avaliação das ações
da Agenda 21 no Brasil, quando encerra o prazo para
receber os questionários. O objetivo da pesquisa
é disseminar as boas práticas de Agenda
21 e analisar formas para ampliar políticas para
o desenvolvimento sustentável no Brasil.
A pesquisa vai acompanhar os impactos da Agenda 21
na escola e na organização social dos
municípios. Também será analisada
a força da agenda para implementação
de atividades econômicas sustentáveis,
no fortalecimento de projetos governamentais ou não
governamentais e na influência em políticas
públicas.
A Coordenação do Programa Agenda 21 no
MMA enviou, em maio, os questionários com 32
perguntas para os Fóruns de Agenda 21. O ministério
sugere que o questionário seja respondido preferencialmente
de forma coletiva. Sem a possibilidade de reunião
do Fórum, o instrumento pode ser respondido individualmente
pelos coordenadores e secretários-executivos
das Agendas 21 locais.
As melhores iniciativas de Agenda 21 serão compiladas
na publicação Experiências de Agendas
21 Locais no Brasil e em um vídeo sobre os resultados
alcançados em cinco municípios. A idéia
é disseminar os bons exemplos para que possam
ser aproveitados em outras cidades.
O MMA já identificou algumas boas práticas
em Agenda 21. Em Marcelândia (MT), por exemplo,
o índice de queimadas reduziu em 96% em 2008
em relação a 2006, bem como a elaboração
de uma proposta de Zoneamento Ecológico-Econômico
municipal e a criação de Unidades de Conservação.
Já no município de Alta Floresta (MT)
acontece um grande trabalho de recuperação
de áreas degradadas na bacia Mariana, além
da elaboração de um Plano Local de Desenvolvimento
Sustentável.