Correio do
meio @mbiente
quinta-feira, 04/06/09 - 18h42
GT Monitoramento de Fósforo
Coordenador do GT Monitoramento de Fósforo,
Nelson Menegon Júnior, nos convida para participar
da Reunião do GT a realizar-se no dia 08 de junho
de 2009, das 9h às 17h, nas instalações
da Associação Brasileira de Indústrias
de Produtos de Limpeza - ABIPLA, situada na Avenida Brigadeiro
Faria Lima, 1903, 11º Andar, Conjunto 111 - São
Paulo - SP. http://www.mma.gov.br/conama
Licenciamento ambiental não
atrasa obras do PAC
Reunião de balanço do
programa apresenta poucas pendências de concessão
O meio ambiente deixou de ser problema
para a execução do PAC. Foi isso que se
constatou durante a apresentação do 7º
Balanço do Programa, apresentado na manhã
de hoje pela chefa da Casa Civil Dilma Roussef e mais
sete ministros de Estado, entre eles o de Meio Ambiente,
Carlos Minc. Uma exposição minuciosa dos
empreendimentos nas áreas de infra-estrutura de
transportes, energia e infra-estrutura urbana e social
mostrou que são pouquíssimas as pendências
por conta de concessão de licenças ambientais.
"O PAC do Petróleo e gás,
com 102 empreendimentos, tem zero pendência ambiental.
As pendências que há nas hidrelétricas
a ministra Dilma mostrou que são do Ministério
Público. As obras de hidrovias, ferrovias, rodovias,
estão todas em dia. Não há nenhum
grande empreendimento do PAC paralisado por falta de licença
ambiental. Nós aceleramos os processos e aumentamos
o rigor dos licenciamentos", afirmou o ministro Carlos
Minc.
Em breve pronunciamento durante a apresentação
do balanço do PAC o ministro Minc lembrou duas
decisões recentes do Conama, que aprovou proposta
apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente, reduziu
para um mês o prazo para licenciamento de loteamento
de casas populares e simplificou a licença ambiental
para a aqüicultura. O ministro antecipou ainda duas
novas medidas para simplificação dos licenciamentos
que serão anunciadas: o licenciamento de hidrelétricas
por bacia hidrográfica e de campos de petróleo.
"Vamos fazer uma espécie de licenciamento
em bloco, tanto para as hidrelétricas de uma determinada
bacia quanto para os poços de uma determinada bacia.
Elas não vão substituir os estudos individualizados,
mas vão simplificar muito o processo porque já
haverá uma anuência ou uma rejeição
prévia”.
Questionado sobre a BR-319, rodovia
Manaus - Porto Velho, também obra do PAC, Minc
lembrou que as regras e pré-requisitos para o licenciamento
prévio foram definidos por um GT instituído
pelo presidente Lula e que agora cabe ao MMA e ao Ibama
zelar para que sejam cumpridas. "O GT fez dez exigências
que entendeu necessárias para garantir a segurança
ambiental na área. Sendo cumpridas essas exigências,
a licença prévia sai. Não sendo cumpridas,
a licença não sai".
Trabalhadores da agricultura familiar manifestam apoio
ao ministro Carlos Minc
Aliança selada entre Governo
federal, agricultores familiares e ambientalistas provoca
reações exageradas da CNA e "ruralistas".
Agricultores familiares não aceitam ser usados
como pretexto para latifundiários e empresas rurais
defenderem os interesses em expandir suas fronteiras agropecuárias
no Cerrado e na Amazônia.
A reação demonstrada por
entidades e políticos ligados ao agronegócio
contra o ministro Carlos Minc tem como pano de fundo a
proximidade do anúncio de medidas acordadas entre
o MMA e entidades representativas dos agricultores familiares,
trabalhadores rurais e camponeses.
No calor do debate sobre Código
Florestal e a regulamentações que impedem
o acesso ao crédito agrícola por aqueles
que não cumprirem determinadas regras, essas entidades
representativas unificaram pontos da pauta de reivindicações
e produzem um grande avanço junto aos ministérios
do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário e Casa
Civil da Presidência da República.
O acordo construído nas intensas negociações
e selado em audiência realizada dia 20 de maio deste
ano em Brasília, na ANA, com participação
da Fetraf-Brasil/CUT, Contag, Via Campesina, secretários
estaduais, senadores, deputados federais e ONGs Ambientalistas
prevê:
• Política diferenciada
para os 4,4 milhões agricultores familiares;
• A Reserva Legal nas propriedades
dos agricultores familiares será a soma das áreas
de preservação permanentes (APPs), matas
ciliares e proteção de fontes d água
e áreas remanescentes preservadas;
• Compensação financeira
para os agricultores que já preservam áreas
superiores às previstas no Código Florestal;
estabelecendo remuneração por serviços
ambientais;
• O prazo para averbação
das áreas dos agricultores familiares estará
submetido ao ritmo das medições. Sugerimos
que o INSS seja envolvido também, possibilitando
a averbação das construções
rurais.
O anúncio do conjunto dessas medidas
acordadas, previsto para o dia 05 de maio, Dia Mundial
do Meio Ambiente, pelo Presidente Lula, será um
grande avanço no desenvolvimento rural sustentável.
Mas provoca reações exacerbadas de entidades
e políticos vinculados ao agronegócio.
Aguardamos com grande expectativa, e
acreditamos que os "interesses" de alguns milhares
de latifundiários não se sobreponham ao
de 4,4 milhões de famílias.
Destacamos o papel central do Ministro
Carlos Minc na construção desta aliança,
sua permanência a frente do Ministério do
Meio Ambiente é imprescindível para consolidar
os avanços produzidos com muito diálogo
e discernimento político.
Íntegra da carta em http://www.mma.gov.br/conama
Cinco mil famílias vão ficar na Flona Bom
Futuro
A área de 70 mil hectares ocupados
por pequenos produtores na Floresta Nacional de Bom Futuro,
em Rondônia, que tem quatro vezes esse tamanho,
será transformada em Área de Proteção
Ambiental (APA) Estadual e vai ganhar um plano de manejo
e projetos de exploração sustentável.
Acordo entre o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc,
e o governo de Rondônia vai assegurar as 5 mil pessoas
que moram na Flona a permanência definitiva no local.
A informação foi confirmada
nesta quarta pelo próprio Minc, durante lançamento
do edital de concessão onerosa da flona Saracá-Taquera,
no Cenaflor em Brasília. O ministro foi enfático
ao garantir que, ao contrário do que políticos
da região têm falado aos moradores , nunca
foi cogitada a retirada da população daquela
região. "Lá tem 12 escolas, muitas
casas e 14 igrejas, uma verdadeira cidade já instalada,
seria desumano tirar essa gente de lá."
Outra área preservada dentro
da Flona, com o mesmo tamanho, vai virar Floresta Estadual,
servindo como reserva legal. Os outros 130 mil hectares
da Bom Futuro serão transformados em unidade de
conservação de proteção integral.
No acordo também ficou acertando que o governo
estadual doará uma área de 180 mil hectares,
bem preservada, para criação de um Parque
Nacional. A área fica próximo ao Rio Madeira,
onde será instalada a hidrelétrica de Jirau,
que deve receber a licença ambiental esta semana.
Para Minc, a localização é boa e
ajudará a programar unidade de conservação.
"A UC vai receber dinheiro da compensação
ambiental, o que significa que será mais fácil
de ser implementadas, com a construção da
sede, centro de pesquisa, demarcação, regularização",
explicou.
Minc lembrou que o sucesso das ações
de combate aos crimes ambientais foi alcançado
com a sua participação direta na apreensão
de madeira no local. "Há seis meses saiam
diariamente 20 caminhões com madeira ilegal da
Flona Bom Futuro, além disso, 35 mil cabeças
de gado pastavam na região. Hoje, fiscais do Ibama
e do exército impedem a extração
de madeira". "Nós tinhas 270 mil hectares,
sendo que 70 mil estavam totalmente destruídos.
Vamos ficar com 310 mil hectares totalmente conservados
e a operação para retirar gado e evitar
a saída de madeira vai continuar em comum acordo",
disse o ministro.
Manejo florestal é a melhor maneira de combater
desmatamento na Amazônia
O ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc, lançou ontem (3), no Centro Nacional de Apoio
ao Manejo Florestal (Cenaflor), em Brasília, o
edital de licitação para concessão
florestal na Floresta Nacional de Saracá-Taquera,
no Pará. Este é o segundo edital lançado
pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que prevê
a destinação de 140 mil hectares da floresta.
Essa área será dividida em três, com
tamanhos diferentes, onde serão permitidas atividades
de exploração de produtos florestais, mineração
e turismo, para uso sustentável por até
40 anos.
Minc disse que o manejo florestal é a melhor maneira
de combater a madeira ilegal, ampliando a oferta de madeira
legal, licenciada e fiscalizada. "É possível,
necessário e é a melhor forma de combater
o desmatamento", destacou. Ele citou como exemplo
a Finlândia, que tem uma base econômica florestal.
Segundo Minc, aquele país tem a mesma área
florestal que há cem anos, realiza manejo florestal
com o corte seletivo, retirando apenas 2,5% da área
por ano, dando tempo para ela se restaurar sem prejuízo
ao meio ambiente.
E esse é o princípio do
manejo florestal. O edital prevê três unidades
de manejo 91,6 mil hectares, 30 mil há e 18,7 há.
A concessão é amparada pela Lei de Gestão
de Florestas Públicas, para promover o uso sustentável
dos recursos florestais. A estimativa é que a concessão
florestal da Flona Saracá-Taquera deverá
render cerca de R$ 7 milhões ao ano, além
de criar cerca de 2.500 empregos diretos e indiretos.
O presidente do SFB, Antônio Carlos
Humel, sinalizou o esforço do MMA de implementar
a Lei de Florestas Públicas. Ele ainda afirmou
que mais duas áreas serão destinadas para
o manejo florestal, sendo que uma será na área
de influência da BR-163.
Caatinga/Cerrado
O ministro Minc participa hoje (4), às 9h30, de
audiência pública em favor da aprovação
da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº. 115,
para inclusão do Cerrado e da Caatinga como Patrimônio
Nacional. A emenda tramita no Congresso desde 1995. A
audiência será na Comissão do Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara
dos Deputados.
A3P
Mais uma instituição pública adere
à A3P do MMA. Em comemoração ao Dia
Internacional do Meio Ambiente (5 de junho), a secretária-executiva
do MMA, Izabella Teixeira, representou o ministro Minc
ontem na cerimônia em que a Câmara dos Deputados
assinou o seu Termo de Adesão à A3P. Durante
o evento foi lançado o prêmio Melhores Práticas
da A3P, cuja primeira edição deverá
ocorrer em novembro deste ano, a fim de reconhecer iniciativas
de órgãos e instituições do
setor público na adoção de práticas
inovadoras da Agenda Ambiental. As inscrições
começam dia 10 de agosto e os interessados poderão
concorrer nas categorias Gestão de Resíduos,
Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Melhor Gestão
da Água e Melhor Gestão de Energia) e Inovação
na Gestão Pública.
Jornal Mural
Foram lançados ontem (3), como parte das atividades
da Semana do Meio Ambiente, o novo jornal Mural MMA e
a nova versão da Intranet. O evento, realizado
no auditório Guimarães Rosa, térreo
do edifício-sede, foi prestigiado por servidores
de diversas áreas do ministério, pelas secretárias
Suzana Kahn, Izabella Teixeira, Samyra Crespo e Maria
Cecília Wey de Brito e pelo ministro Carlos Minc.
Uma das idealizadoras da nova Intranet, a secretária-executiva,
Izabella Teixeira, reafirmou a importância da utilização
das ferramentas de web como instrumento de trabalho, que
resultam na agilidade dos processos de informação
e na redução da elevada quantidade de papéis
que transita pelo Ministério, em função
das práticas administrativas. Minc disse que "o
ministério pode ser mais forte se fortalecermos
os servidores. Espero que esses novos canais reforcem
a comunicação dentro e fora do MMA".
Lula manda Minc dar licença para rodovia
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anda cada vez
mais isolado no Planalto. Depois de brigar com o colega
de Transportes, Alfredo Nascimento, por conta do licenciamento
das obras da BR-319 (Manaus-Porto Velho) e de chamar os
ruralistas de “vigaristas”, Minc foi enquadrado
pelo presidente Lula a conceder logo a licença.
Visivelmente contrariado, afirmou ontem, em plena cerimônia
de balanço do PAC, que quem manda no governo não
é ele, http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090604/not_imp382077,0.php,
“é o presidente Lula, e o presidente quer
a licença”. No evento, informa o Estadão,
“Minc anunciou outras duas medidas ambientais simpáticas
aos ‘desenvolvimentistas’ do governo”.
São elas um novo modelo de licenciamento ambiental
para as áreas de petróleo e gás e
outro para hidrelétricas - ambos devem facilitar
o início das obras. Estaria a resistência
“verde” de Minc afrouxando diante das necessidades
do governo?
|