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Nelson Tembra

Engenheiro Agrônomo
Agronomist Engineer
nelsontembra@click21.com.br

 

Correio do meio @mbiente

terça-feira, 04/08/09 – 15h15

Lixo tóxico do porto de Rio Grande é devolvido para Inglaterra

Navio atracará no Porto de Santos (SP) para recolhimento de mais 41 contêineres com lixo ilegal
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou neste sábado (1/8), no Porto do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, do embarque do primeiro lote de 40 contêineres contendo 920 toneladas de lixo tóxico exportado ilegalmente da Inglaterra para o Brasil. Após deixar o Porto do Rio Grande, o navio atracará no Porto de Santos, em São Paulo, para recolhimento de mais 41 contêineres com 950 toneladas de lixo ilegal.

O material ilegal contendo lixo industrial, doméstico e até hospitalar foi apreendido pela Receita Federal, sendo catalogado pela Polícia Federal, Receita Federal e pelo Ibama. A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso.

Antes do início do embarque da carga a ser enviada para a Inglaterra, o ministro se reuniu no porto com representantes da direção do Terminal Tecon, da Receita Federal, da Polícia Federal, da Anvisa e da Superintendência do Ibama no Rio Grande do Sul para discutir medidas de prevenção contra esse tipo de crime ambiental e definir estratégias de investigação de eventuais passivos ambientais deixados no Brasil por conta de importações de outros lixos ilegais.

"O Brasil não será a lata de lixo do planeta. Teremos um papel de protagonista nesta questão, exigindo mudanças nesse tipo de comportamento por parte dos países ricos", afirmou o ministro Carlos Minc.
As estratégias debatidas servirão de subsídios para a reunião na terça-feira (4/8), no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, da Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia), com as direções dos ministérios do Meio Ambiente, da Justiça e da Defesa, polícias Federal e Rodoviária Federal, Receita Federal, Abin, Anvisa e Secretaria de Portos.
Ainda na próxima semana, o ministro Carlos Minc terá encontros, no MMA, com o embaixador especial dos Estados Unidos para Mudanças Climáticas, Todd Stern, e com o ministro de Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido, Ed Miliband, para tratar sobre a Convenção do Clima, a ser realizada em dezembro em Copenhague, na Dinamarca. Nos encontros, Minc aproveitará a oportunidade para discutir com eles medidas legais que possam ser tomadas pelos EUA e pelo Reino Unido para que crimes semelhantes não se repitam.
Durante a reunião na sede do Terminal Tecon, no Porto do Rio Grande, foram propostas algumas iniciativas a serem discutidas na reunião de terça-feira da Ciccia. Entre elas, proposta de mudança na legislação federal para enquadrar esse tipo de crime, o reforço da fiscalização nos portos, com a participação de agentes do Ibama e da Anvisa, entre outros órgãos, e a utilização de equipamentos eletrônicos para identificação de materiais dentro dos contêineres.

MMA e Fiocruz fazem parcerias na área de saúde ambiental e do trabalhador

Em reunião do conselho diretor da todas as unidades da Fundação Oswaldo Cruz, na Cidade do Rio de Janeiro, com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ficou acertada uma colaboração mútua da Fiocruz e do MMA na área de saúde ambiental, contra o uso indiscriminado de agrotóxicos e de saúde do trabalhador, entre outras ações.

A Fundação dará apoio científico ao ministério na elaboração do Plano Nacional de Qualidade do Ar, a ser apresentado em dezembro, em Brasília, na Conferência Nacional de Saúde Ambiental.

Além de apoiar a realização da conferência, a Fiocruz colaborará também com o governo estadual do Rio para a realização, em outubro, da Conferência Estadual de Saúde Ambiental.

O ministro elogiou a qualidade do trabalho desenvolvido pela Fiocruz, ressaltando os subsídios que vêm sendo dados para a elaboração de normas para que sindicatos de trabalhadores fiscalizem a qualidade ambiental nas empresas.

Desmatamento na Amazônia ainda é intolerável, diz ministro

Ao comentar os dados do instituto Imazon de queda de 74% do desmatamento na Floresta Amazônica, de agosto de 2008 a junho de 2009, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o grande desafio agora é "pegar esse bom momento" e criar condições de desenvolvimento sustentável na região.

De qualquer forma, o ministro se recusou a comemorar os dados positivos do Imazon. "Não temos ilusão, o desmatamento ainda está alto, isso é intolerável". Segundo os dados da ONG, em 36 municípios da Amazônia, que estão entre os que mais desmatam, a queda acumulada foi de 76%.

Em coletiva à imprensa, na Cidade do Rio de Janeiro, o ministro listou as ações do governo que, em sua opinião, foram responsáveis pela queda do desmatamento: um aumento pesado da fiscalização na Amazônia, que foi triplicada; o corte do crédito para os desmatadores, segundo resolução do Banco Central; o leilão do boi pirata; e o aumento das barreiras policiais nos principais entroncamentos de estradas da região.

Ele ponderou que provavelmente, nos últimos dois meses, começou a haver também o reflexo da crise financeira e econômica mundial, mas que esse fator não foi preponderante para a queda detectada no período analisado.

Minc elogiou a situação encontrada no Mato Grosso, em que houve uma queda expressiva do desmatamento de 82%. No entanto, para ele, o estado mais problemático continua a ser o Pará. "O Pará é o problema mais grave", disse.
Embora tenha sido detectada uma queda do desmatamento de 70% no Pará, o ministro acha que essa redução foi menor do que a registrada, já que havia muitas nuvens sobre o estado, em especial na área cortada pela Transamazônica, dificultando-se assim a precisão da medição feita por satélite. O mesmo não ocorreu no Mato Grosso, que estava com o céu praticamente livre de nuvens.

O Pará, segundo o ministro, concentra a maior parte das cerca de 70 milhões de cabeças de gado da Amazônia e 90% de suas terras não têm regularização fundiária. Por isso, o governo federal vem concentrando suas ações de regularização fundiária no estado e reforçando medidas repressivas contra o gado ilegal, o chamado boi pirata.

O ministro apontou um dado significativo detectado pelo Imazon no Pará: municípios como São Félix do Xingu tiveram reduções expressivas no desmatamento (média de 73%). Foi nessa região que foi realizado o primeiro leilão do boi pirata, no ano passado, o que segundo Minc demonstra o acerto da política do Ministério do Meio Ambiente de combate ao gado ilegal em áreas de unidades de conservação.

Minc ressaltou que o Fundo Amazônia, que já conta com US$ 110 milhões doados pelo governo da Noruega, será usado para a promoção de empreendimentos sustentáveis no Pará e em toda a Amazônia. Para ele, mais do que as ações de repressão, é fundamental, para a preservação, incentivar as cerca de 25 milhões de pessoas que habitam a região a manter a floresta em pé.

Mutirão Arco Verde - Terra Legal registra recorde de atendimento no Mato Grosso

Mais de três mil pessoas procuraram, na manhã de sexta-feira (31), os técnicos do mutirão Arco Verde Terra Legal em Confresa, no Mato Grosso, em busca de orientações e serviços necessários para a regularização ambiental e fundiária,. O número, segundo os organizadores, é um recorde em atendimentos para os vários tipos de serviços prestados pelos órgãos públicos reunidos no mutirão.

Confresa tem mais de 6 mil famílias que moram em assentamentos do Incra. Para resolver a questão da regularização das propriedades urbanas, o Incra vai transferir as áreas para a união que, por sua vez, dará o título para o morador.
Os organizadores do mutirão visitaram uma propriedade urbana que é um exemplo de trabalho sustentável, utilizando várias espécies de árvores frutíferas. Em uma área com 2 hectares, Rudi Vibrahts cultiva jabuticaba, cupuaçu, coco, maracujá, além da produção de mel, utilizando o sistema Agroflorestal.

Para o diretor do Departamento de Rural sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme, o trabalho desenvolvido na propriedade é um exemplo de como fazer o melhor uso da área. Vários atendimentos são para casos como os do agricultor Serafim Marques da Silva, de 84 anos. Ele deu entrada em mais de 10 documentos, como identidade e CPF, e fez sua aposentadoria nas tendas do mutirão.

Na primeira etapa do Programa no Maranhão, na cidade Amarante do Maranhão, o Terra Legal também atende posseiros que vivem na área da Gleba Colone, com 850 mil hectares, que abrange 17 municípios na fronteira do estado com o Pará. A meta para este ano é de regularizar 1.400 posses no estado.

Nesta sétima etapa, o mutirão Arco Verde Terra Legal ultrapassou a marca de 100 mil atendimentos realizados. Os três caminhões do mutirão já passaram por 18 cidades da Amazônia, levando alternativas aos moradores, no intuito de melhorar a qualidade de vida da população, sempre levando em consideração a questão ambiental.
O mutirão foi lançado no dia 19 junho, no município de Alta Floresta (MT), com a presença do presidente Lula. Ação que mobiliza 13 ministérios, autarquias, empresas e bancos públicos, coordenado pela Casa Civil e pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e do Meio Ambiente (MMA). Até o final de outubro, os caminhões terão passado pelos 43 municípios que mais desmatam a floresta Amazônica.

Nota

Saco é um saco - Com um grande show do AfroReggae, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lança hoje pela manhã a campanha "Saco é um Saco" no Rio de Janeiro. Paralelamente, ao longo do dia serão afixados cartazes da campanha "Saco é um Saco" em todas as estações do Metrô Rio. A Ecobarreira do Canal do Cunha foi o cenário escolhido para o ato por reter grande quantidade de lixo flutuante lançado nos corpos hídricos. Na ocasião, moradores da comunidade da Maré trocarão sacos plásticos por sacolas reutilizáveis, num ato que consolidará a lei estadual, recentemente sancionada, que obriga estabelecimentos comerciais a paulatinamente fazerem esta substituição.

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Entrevista coletiva sobre o Fórum Internacional Brasil 2020
Comunicamos que o presidente da ONG americana State of the World Forum, Jim Garrison, juntamente da vice-presidente da ONG, Emília Queiroga e do fundador do Earth Policy Institute e idealizador do Plano B4.0 que serve de base para a Campanha de Liderança Climática 2020, Lester Brown, irão conversar com a imprensa nesta terça-feira (04/08) às 15h no espaço Master Floor do Othon Palace Hotel. Eles irão dar esclarecimentos sobre o Fórum Internacional Brasil 2020, que será iniciado amanhã em Belo Horizonte. DATA: 04/08 HORA: 15h LOCAL: Espaço Master Floor – Othon Palace Hotel (Av. Afonso Pena, 1050 – Centro).

O evento
Antecipar em 30 anos o resultado de ações para frear o aquecimento global é a meta que um grupo de cientistas e especialistas do mundo todo vai debater na primeira conferência “2020 Climate leadership campaign”, que acontecerá em Belo Horizonte entre os dias 04 e 07 de agosto. O evento, organizado pela State of the World Forum, entidade sem fins lucrativos que tem como fundador o historiador e presidente da Wisdom University, Jim Garrison, e como convening chairman o ex-presidente da União Sociética e prêmio Nobel da Paz, Mikhail Gorbachev, será o ponto de partida de uma campanha de âmbito mundial visando a conscientização de pessoas, empresas e governos sobre o tema.

Brasil 2020
A abertura e o primeiro dia de trabalho da conferência de liderança climática 2020, que acontece até o final dessa semana em Belo Horizonte, serão transmitidos ao vivo pela internet. Os interessados em acompanhar a transmissão podem acessar os sites:
http://brasil2020.com.br/portugues/
http://www.worldforum.org/
http://www.teia.mg.gov.br/
http://www.peabirus.com.br/redes/form/inicio

 

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