Minc participa de mega-operação
do Ibama em terras indígenas
Município de Buriticupu, no Maranhão,
será incluído na segunda etapa da Operação
Arco Verde
O ministro Carlos Minc participou nesta quinta-feira
(3/9), no Maranhão, da Operação
Turiawaca, realizada pelo Ibama nas terras indígenas
Alto Turiaçu, Awa e Carú, região
que faz fronteira com o Pará e é campeã
em desmatamento no estado. Desde o início da
operação, há duas semanas, 21 pessoas
foram presas por desmatamento ilegal, 30 armas e 21
caminhões com madeira foram apreendidos, e mais
de 100 fornos de carvão foram destruídos.
Os presos, entre eles o presidente da Câmara
de Vereadores, José Mansueto, foram enquadrados
por furto de madeira em terra indígena e em reserva
biológica, e alguns por porte ilegal de armas,
já que o local é conhecido como território
de pistolagem.
"Muitos deles são suspeitos de terem participado
da rebelião ocorrida no ano de 2007, em retaliação
à operação do Ibama", destacou
José Padrone, assessor do MMA que coordenou a
operação desta quinta-feira.
A mega-operação teve apoio logístico
do Exército e está sendo realizada em
parceria com a Força Nacional, Polícia
Federal, Polícia Rodoviária Federal, Batalhão
de Polícia Ambiental e Funai, totalizando mais
de 100 agentes envolvidos.
Das 33 serrarias fiscalizadas, 31 foram embargadas
e lacradas. Em apenas uma delas, que foi alvo desta
ação, cerca de 700 m3 de toras, 60 m3
de madeira serrada e carvão vegetal foram encontrados
no local. Todo o maquinário foi lacrado e será
removido. O proprietário da serraria foi multado
em R$ 450 mil.
Segundo Minc, a remoção do maquinário
faz parte de uma nova estratégia para evitar
a continuidade das ações criminosas. "Se
a gente for embora volta tudo no dia seguinte. O governo
do estado já se ofereceu para nos apoiar na remoção
do maquinário e vamos continuar na região.
Quando chegar a fase da retirada dos maquinários
e equipamentos das serrarias o efetivo da operação
poderá dobrar", disse.
Minc participa de mega-operação
do Ibama em terras indígenas 02
O ministro informou ainda que parte da madeira e do
carvão apreendidos foi doada para a Pastoral
da Criança do município de Buriticupu,
onde ficam as reservas indígenas. Também
devem ser doadas lâminas de madeira para a construção
de casas populares.
Um rigoroso e detalhado levantamento está sendo
feito por técnicos do Sistema de Proteção
da Amazônia (Sipam) para detectar fraudes nos
Documentos de Origem Florestal (DOF). As informações
têm auxiliado nas prisões dos suspeitos
de crime ambiental.
O servidor da Funai, José Pedro dos Santos,
que acompanhou a operação, afirmou que
entre os presos estão suspeitos de assassinato.
Segundo ele, nos últimos dez anos cerca de 80
índios já morreram por conflitos com madeireiros.
Ele denunciou ainda que na região existem tribos
isoladas que sofrem sérias ameaças com
a destruição do seu habibat.
Arco Verde O ministro Carlos Minc se comprometeu com
as lideranças locais e com o Ministério
Público local a incluir o município de
Buriticupu na segunda etapa da Operação
Arco Verde. O município possui cerca de 70 mil
habitantes e tem nas serrarias uma de suas principais
fontes de emprego. "Essa área que visitamos
é a de maior desmatamento do Maranhão
e por causa dessa área o estado ocupa hoje o
terceiro lugar em desmatamento no País, ultrapassando
Rondônia que estava nessa posição",
destacou Minc.
A primeira etapa da Arco Verde, que está levando
iniciativas sustentáveis para os 43 municípios
que mais desmatam no País, chega ao Maranhão
agora em setembro, no município de Amarante.
Fabricantes e importadores terão de coletar
e armazenar pneus inservíveis
Um sistema de logística reversa será
aplicado a partir de agora para destinação
correta de pneus inservíveis. Fabricantes e importadores
serão responsáveis pelo resíduo
e obrigados a coletar e dar destinação
ambientalmente adequada na proporção de
um para um. Isso significa que a cada pneu novo comercializado,
um deverá ser recolhido. O ato do recolhimento
se dará, obrigatoriamente, no momento em que
o consumidor estiver fazendo a troca de um pneu usado
por um novo, sem qualquer custo para o consumidor.
Isso é o que determina a Resolução
do Conama, aprovada nesta quinta-feira (3/9) em plenário.
A proposta da Resolução é a de
disciplinar o gerenciamento dos pneus considerados inservíveis.
O texto aprovado, com emendas, foi originalmente concebido
de forma consensual entre a Confederação
Nacional da Indústria (CNI), a ONG Planeta Verde,
Ibama e o Ministério do Meio Ambiente.
A nova resolução revisa a de nº.
258, de 1999. As discussões para a revisão
tiveram início em 2005. A norma coloca como desafio
aos fabricantes e importadores a obrigação
de dar destinação ambientalmente adequada
a 100% dos pneus que entram no mercado. A resolução
aprovada vai estimular parceria com os municípios,
com o comércio e com os consumidores, que fazem
parte da cadeia.
Ainda de acordo com o texto aprovado, fabricantes
e importadores de pneus novos, de forma compartilhada
ou isoladamente, deverão programar pontos de
coletas (eco pontos) de pneus inservíveis. E
nos municípios acima de 100 mil habitantes deverá
haver pelo menos um ponto de coleta e armazenamento,
a ser implantado num prazo máximo de um ano a
partir da publicação da resolução.
Também será obrigação
de fabricantes e importadores elaborar um plano de gerenciamento
de coleta, armazenamento e destinação
dos pneus inservíveis e comprovar junto ao Cadastro
Técnico Federal (CTF), numa periodicidade máxima
de um ano, a destinação dos inservíveis.
A aprovação de resolução
sobre a correta destinação dos pneus usados
tem como proposta disciplinar o gerenciamento dos pneus
inservíveis que, dispostos inadequadamente, constituem
passivo ambiental, com riscos ao meio ambiente e à
saúde pública
Proposta sobre restinga é retirada de
pauta
O plenário do Conama retirou da pauta da reunião
desta quinta-feira a proposta de resolução
nº. 303 que regulamenta os estágios sucessionais
da restinga. A restinga é o depósito arenoso
paralelo à linha da costa, muitas vezes coberto
por vegetação. O texto volta à
Câmara Técnica para análise do dispositivo
que trata da previsão da faixa de 300m da restinga
como Área de Preservação Permanente
(APP).
Alguns integrantes do Conselho entendem que a resolução
flexibiliza a APP e vai permitir a construção
de empreendimentos a menos de 300 metros da restinga.
Para outros integrantes do Conselho, inclusive o MMA,
na proposta apresentada essa faixa não ficaria
desguarnecida de proteção, já que
a vegetação de restinga é considerada
vegetação primária e estaria protegida
pela Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006.
Pela lei, a restinga somente será passível
de supressão nos casos excepcionais de utilidade
pública, comprovada a inexistência de alternativa
técnica locacional. A proposta deve voltar a
ser apreciada na reunião extraordinária
do Conama, prevista para outubro.
MMA promove curso de capacitação
sobre combate a incêndios florestais
Termina nesta sexta-feira (4/9), o primeiro curso
nacional de capacitação em Sistema de
Comando de Incidentes, promovido pelo Ministério
do Meio Ambiente (MMA) com o objetivo de integrar a
atuação de servidores do Prevfogo/Ibama,
do Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBIO) e do Corpo de Bombeiros no
combate a incêndios florestais.
O treinamento que teve início dia 31 de agosto
faz parte das ações previstas no Programa
Nacional de Redução do Fogo nas Áreas
Rurais e Florestais (Pronafogo), instituído pelo
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, como parte da
formulação de uma política específica
para a questão do fogo e sua interface com as
questões relacionadas com as mudanças
climáticas.
O programa estabelece metas de redução
do número de incêndios florestais e de
queimadas com ações para a substituição
do fogo como técnica de manejo do solo. A capacitação
foi elaborada pelo MMA e teve o apoio significativo
do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal que
conduziu as instruções.