Saco é um Saco
Saic promove mesa-redonda hoje (8), às 15h, para
debater a campanha Saco é um Saco, enfocando
o tema "Governo, empresas e sociedade na construção
de novos padrões de consumo". Participam
do debate a secretária Samyra Crespo, o diretor
da SRHU, Silvano Silvério, e o representante
do Wal-Mart Brasil, Felipe Antunes. Antes da mesa, os
servidores poderão assistir a palestra sobre
o impacto das sacolas plásticas no meio ambiente
e como a sociedade pode ajudar. Participe desse desafio!
Local: Auditório do MMA- Ed. Marie Prendi Cruz,
SEPN 505 Norte, Bloco "B" - Asa Norte. Informações:
3317- 1976/ 1707.
Mutirão Arco Verde
O diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável
do MMA, Paulo Guilherme, coordenará os trabalhos
do Mutirão Arco Verde Terra Legal, no município
de Ulianópolis, no Pará, que começam
amanhã (9) e vão até sábado.
O Mutirão também ocorrerá simultaneamente
em Nova Ubiratan (MT) e em Pimenta Bueno (RO), coordenado
pelo MDA. Com essas ações, o Mutirão
entra na quarta semana de atividade. O objetivo é
estimular a sociedade a adotar modelo de desenvolvimento
sustentável para combater o desmatamento.
Edital para manejo florestal, no Pará, vai até
31 de julho
Até o dia 31 de julho, o Serviço Florestal
recebe proposta de manejo florestal na Flona de Saracá-Taquera,
no estado do Pará. Para divulgar o edital de
licitação, aberto pelo Serviço
Florestal Brasileiro no dia 9 de junho, o Serviço
Florestal promoveu na semana passada encontros com a
comunidade de cinco municípios paraenses: Belém,
Santarém, Porto Trombetas, Oriximiná e
Terra Santa. Nos eventos, os técnicos da instituição
apresentaram as normas da licitação que
vai escolher três empresas para fazerem o manejo
florestal sustentável na unidade. Participaram
dos encontros empresários, prefeitos, vereadores,
organizações civis e trabalhadores, que
puderam tirar dúvidas e fazer sugestões
à concessão dos 140 mil hectares, do total
de 429 mil ha da Flona Saracá-Taquera.
A concessão na Floresta Nacional de Saracá-Taquera,
no Pará, deve gerar 2,6 mil empregos diretos
e indiretos e trazer melhorias em infraestrutura para
os três municípios ligados à região
- Oriximiná, Faro e Terra Santa.
Segundo o edital de licitação, 60% da
pontuação das empresas será calculado
com base em critérios sociais, ambientais e econômicos,
o que inclui o número de postos de trabalho a
serem abertos e os investimentos na região. Os
municípios também terão direito
a 30% dos recursos obtidos com a concessão quando
a empresa já tiver pago o valor mínimo
ao governo.
MMA apresenta impacto do uso das sacolas plásticas
no meio ambiente
Em audiência pública realizada ontem (7)
na Câmara dos Deputados, o diretor de Ambiente
Urbano, da Secretaria de Recursos Hídricos, Silvano
Silvério, apresentou os impactos ambientais do
uso de sacolas plásticas, bem como os prós
e os contras das tecnologias disponíveis atualmente
no mercado, como oxi-biodegradável, bioplástico
e plástico verde, para uma futura substituição
das sacolas convencionais por outro material que seja
biodegradável.
A audiência, que reuniu representantes das associações
de fabricantes da indústria plástica e
de supermercados, bem como das Confederações
Nacionais da Indústria e do Comércio,
foi realizada com o objetivo de esclarecer o assunto
aos parlamentares das Comissões de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio;
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
e Constituição e Justiça e Cidadania,
que apreciam o Projeto de Lei nº 612/2007, que
pretende obrigar os estabelecimentos comerciais em todo
Brasil a utilizar sacolas plásticas que sejam
menos prejudiciais ao meio ambiente.
Durante a apresentação, Silvério
esclareceu que a escolha de uma solução
tecnológica para substituir as sacolas plásticas
convencionais ainda merece ampla discussão em
função das emissões de gás
carbônico e metano, bem como do poder de biodegradação
dos materiais. Em vista da controvérsia, o diretor
afirmou que o posicionamento do Ministério do
Meio Ambiente em relação ao tema é
investir em campanhas educativas para estimular o uso
consciente, orientando o consumidor a recusar o uso
de sacolas plásticas sempre que possível.
Silvério ainda sugeriu aos parlamentares a complementar
o debate com o grupo de trabalho da Política
Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos,
assunto que também é tema de outro projeto
de lei em tramitação no Congresso Nacional.
"É importante relacionar os dois assuntos,
pois a política vai instituir a coleta seletiva
e a logística reversa, exigindo uma postura sustentável
do cidadão", afirmou o diretor.
Curso prepara técnicos do MMA para aplicação
dos mecanismos de Redd
O Ministério do Meio Ambiente vai realizar
de 13 a 17 de julho, em Brasília, um seminário
para analisar os mecanismos de Redução
de Emissões por Desmatamento e Degradação
(Redd). Técnicos do MMA, secretarias estaduais,
analistas do Ibama e ICMBio, além de especialistas
do setor ambientalista, estarão debatendo o Redd
na prática. A idéia é traçar
um quadro geral sobre o tema e melhorar o nível
de conhecimento dos participantes para a aplicação
e ampliação dos mecanismos voltados para
essa modalidade de pagamento por serviços ambientais.
De acordo com Mauro Pires, diretor do Departamento
de Políticas para a Amazônia e Controle
do Desmatamento, do MMA, "há muito desconhecimento
sobre o tema". Para ele, é preciso avançar
nas políticas de serviços ambientais,
pois elas complementam as ações de controle
e comando, sobre as quais o Estado já vem se
concentrando há muito tempo.
O seminário "Redd na prática: realidade
e perspectivas brasileiras" debaterá a relação
entre a floresta e o clima, as estratégias nacionais
de Redd e os fatores que podem ou não levar o
mecanismo a obter êxito em sua aplicação.
Outro objetivo do projeto é a aproximação
com os técnicos do Plano de Prevenção
e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAM)
como orientação estratégica para
conter o desmatamento.
O curso deverá contribuir ainda para preparar
os quadros do MMA, visando ao subsídio das discussões
sobre Redd, que estarão na ordem do dia na Conferência
Mundial do Clima, marcada para dezembro na Dinamarca.
"É um dos temas quentes do evento",
acredita Pires.
Brasil mostra, na Groenlândia, redução
do desmatamento
Países ricos e em desenvolvimento discutiram
acordo sobre aquecimento global redução
do desmatamento da Amazônia registrada nos últimos
cinco anos e a consequente diminuição
na emissão de CO2 para a atmosfera foram apresentadas
pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pela
secretária de Mudanças Climáticas
e Qualidade Ambiental, Suzana Kahn, em reunião
realizada no final de junho último na Groenlândia.
O encontro reuniu mais de 30 ministros para discutir
as diretrizes que nortearão a conferência
internacional sobre clima marcada para dezembro, na
Dinamarca.
De acordo com Suzana Kahn, a reunião foi uma
oportunidade de o Brasil mostrar o esforço que
tem feito para acabar com o desmate na floresta amazônica
e, assim, diminuir a emissão de CO2. No entanto,
segundo a secretária, durante o encontro ficou
evidente um clima de desconfiança entre países
desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento. "Ficou
claro que um dos impasses que enfrentamos é a
total falta de confiança entre esses dois grupos",
diz.
Segundo Suzana, os representantes dos países
em desenvolvimento afirmam que não adianta fazerem
a sua parte, se os emergentes entre eles, o Brasil não
se comprometerem e se esforçarem para alcançar
as metas globais estabelecidas. "Eles (os países
desenvolvidos) argumentam que não adianta reduzir
suas emissões de acordo com o que prevê
o Protocolo de Kyoto, se os países em desenvolvimento
não fizerem o mesmo".
Por outro lado, a ajuda financeira prometida aos países
em desenvolvimento, para que possam se adaptar e cumprir
as metas relativas ao aquecimento do planeta, não
está sendo devidamente cumprida. "E os países
mais pobres e os insulares, que são extremamente
vulneráveis, precisam muito dessa ajuda",
avalia Suzana. Na reunião, o ministro e a secretária
apresentaram o Plano Nacional sobre Mudança do
Clima, que estabelece a redução em 70%
do desmatamento na Amazônia até 2017.
Apesar do impasse, o encontro na Groenlândia
serviu para o Brasil negociar a realização
da primeira reunião bilateral sobre mudanças
climáticas entre o país e os Estados Unidos.
De acordo com Suzana Kahn, a pauta deste encontro que
deve ocorrer em setembro ainda está sendo discutida,
mas deve incluir temas como a Redução
de Emissão por Desmatamento.
Além do Brasil, participaram do encontro na
Groenlândia os Estados Unidos, China, Índia,
África do Sul e diversos países europeus,
entre eles Alemanha, França, Dinamarca, Suécia
e Noruega. A reunião foi a última de uma
série de cinco encontros internacionais com a
finalidade de avançar nas discussões sobre
as mudanças climáticas e criar as condições
necessárias para que seja criado um novo acordo
para substituir o Protocolo de Kyoto.