PIB deve crescer no segundo semestre
A manchete do Valor Econômico de hoje destaca
que é grande a chance de o Brasil registrar alta
no PIB do segundo trimestre, espantando a recessão
do quarto trimestre de 2008 e do primeiro de 2009. As
projeções são todas de alta, variando
entre 0,5% e 2,3%, um alívio em meio à
crise mundial. O dado ruim é que, como sempre,
o crescimento é puxado apenas pelo consumo das
famílias. Enquanto esse padrão persistir,
o Banco Central continuará receoso com o perigo
da inflação e retardará a queda
da taxa Selic. Assim, a necessidade de que o Brasil
expanda sua base industrial fica ainda mais clara.
Mais uma denúncia
A Fundação José Sarney, cuja finalidade
é preservar um acervo da época em que
o presidente do Senado foi presidente da República,
repassou verba de patrocínio da Petrobras a um
dos diretores da entidade, informa a Folha de S.Paulo
(para assinantes). Em pelo menos uma ocasião,
a fundação contratou a empresa do diretor
do Núcleo de Processamento de Dados da instituição,
Sidney Gonçalves Costa Leite, para um serviço
terceirizado. Em 2007, a SGC Leite & Cia recebeu
R$ 6.500 para capacitar funcionários. Leite confirma
a informação e diz que foi contratado
em uma emergência porque conhecia o sistema de
computação disponível. A pressão
para Sarney (PMDB-AP) deixar o comando do Senado só
aumenta. A anulação dos 663 atos secretos
não produziu o efeito esperado no plenário,
segundo O Estado de S.Paulo. Um grupo de parlamentares
do PSDB, DEM, PSOL e PDT pediu ontem a renúncia
de Sarney.
Ministro defende legislação ambiental
brasileira
Acordo com agricultura familiar foi citado como exemplo
de que pode haver consenso
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, falou ontem
a cerca de oitenta prefeitos de vários municípios
do País, integrantes da Marcha a Brasília
em Defesa dos Municípios. Minc defendeu a legislação
ambiental brasileira e a regulamentação
do artigo 23, da Constituição, que define
o papel de estados,municípios e do governo federal
no que diz respeito à criação de
leis de proteção ambiental. Não
podemos acabar com a legislação ambiental,
ressaltou.
Minc apresentou aos prefeitos o acordo com a agricultura
familiar e saiu satisfeito do encontro. Segundo ele,
há uma visão forte da questão ambiental
por parte dos prefeitos, o que é bom porque é
no município que estão os desafios que
precisam ser enfrentados, como o desmatamento,a preservação
dos rios e o tratamento dos resíduos sólidos.
Não existe solução para o Brasil
sem os municípios, salientou.
Num debate focado na questão da agricultura,
o ministro rebateu as críticas ao Decreto 6514,
de crimes ambientais, que para ele é apenas a
regulamentação de uma lei que já
existe, não apresentando nada de novo ao quadro
jurídico. Minc disse que há como trazer
grande parte dos pequenos agricultores para a legalidade.
A lei de regulamentação fundiária
aprovada recentemente, o acordo com a pequenas agricultura
e a abertura R$ 1 bilhão em créditos no
BNDES para recuperação de áreas
degradadas foram aprontadas como medidas que, consolidadas,
vão beneficiar o meio ambiente e a agricultura
familiar. Ele se mostrou otimista, também, com
a aprovação da lei de pagamento por serviços
ambientais,que vai permitir o pagamento direto às
populações da floresta para que plantem
árvores.
O agricultor é o mais prejudicado com o desmatamento
das reservas florestais, lembrou Minc, já que
a água é fundamental para a agricultura.
A averbação dessas áreas, segundo
ele, requer medidas que assegurem a agilidade do processo
e a gratuidade para o pequeno agricultor.
Além de ouvir várias reivindicações
dos prefeitos, o ministro defendeu o aumento da produtividade
em áreas já ocupadas como forma de evitar
novas áreas de desmatamento. Ele disse, ainda,
que o agricultor brasileiro tem uma consciência
ambiental que não tinha antes. Ele aproveitou
para anunciar parceria com o Ministério da Agricultura,que
já trabalha no desenvolvimento de um sistema
de rastreabilidade do gado "bom para a pecuária
e bom para o meio ambiente", disse.
Minc recebe representantes do fórum
de Articulação no Semiárido
As ações de combate à desertificação
desenvolvidas pelo Ministério do Meio Ambiente
(MMA) e a participação brasileira na Convenção
das Nações Unidas para o Combate à
Desertificação (COP 9) foram debatidas
ontem (14) pelo ministro Carlos Minc e representantes
do fórum ASA (Articulação no Semiárido).
Minc, dirigentes do MMA e os integrantes da ASA conversaram
sobre a composição da Comissão
Nacional de Desertificação, criada com
a finalidade de estabelecer estratégias para
o combate à desertificação e à
mitigação dos efeitos da seca. "Queremos
saber como vai ser composta a Comissão no que
se refere à sociedade civil", disse João
Evangelista. A ideia da ASA, apoiada pelo ministro,
é escolher representantes do semiárido
por meio de assembleias estaduais.
O grupo também discutiu a participação
do País na COP 9, que neste ano será realizada
em Buenos Aires. A convenção deve reunir
representantes de aproximadamente 200 países,
e o Brasil é um deles. O ministro Carlos Minc
garantiu que pretende comparecer ao evento, que ocorre
de 21 de setembro a 2 de outubro próximo. Organizações
não-governamentais, associações
e fóruns, entre eles a ASA, já confirmaram
participação. "Agora, precisamos
alinhar o discurso entre a sociedade civil e o governo,
sobre esse tema", observou Evangelista.
A ASA reúne 700 entidades dos mais diversos
segmentos, como igrejas, ONGs, associações
d trabalhadores rurais e urbanos, associações
comunitárias e sindicatos e federações
de trabalhadores rurais. Entre suas ações
mais importantes destacam-se os programas /Um Milhão
de Cisternas/ que já atingiu a marca de 300 mil
poços e /Bomba D'Água Popular/. A entidade
também tem debatido a desertificação
no semi-árido e a produção do biodiesel
através do cultivo de oleaginosas.
Após a reunião, os representantes da
ASA foram convidados a participar de outra reunião
com o ministro Carlos Minc e ambientalistas, para debater
a proposta de alteração do Código
Florestal Brasileiro. O MMA compõe Grupo de Trabalho
criado no âmbito da Comissão de Meio Ambiente
e Desenvolvimento Sustentável da Câmara
dos Deputados com o objetivo de apresentar propostas
para atualização do documento. O GT tem
até o início de agosto para apresentar
uma avaliação técnica sobre o tema.
Desde julho de 2008, o MMA conta com uma Comissão
Nacional de Combate à Desertificação
(CNCD). O decreto de criação foi assinado
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no
dia 21 de julho daquele ano. A função
da comissão é deliberar, acompanhar, orientar
e promover as políticas de combate à desertificação
no País, bem como implementar os compromissos
assumidos pelo Brasil na Convenção das
Nações Unidas de Combate à Desertificação
e Mitigação dos Efeitos da Seca, promulgada
pelo Decreto nº 2.741, de 20 de agosto de 1998.
A composição da CNCD prevê a coordenação
do MMA e a participação de representantes
de governo e da sociedade civil com atuação
nas áreas susceptíveis à desertificação.
Curso amplia conhecimento de gestores públicos
sobre meanismos de Redd
As causas e dinâmicas do desmatamento, bem como
as estratégias de implementação
de Redd (Redução de Emissão por
Desmatamento e Degradação Florestal) no
Brasil estão em debate no curso "Redd na
prática: realidade e perspectiva brasileira",
promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA)
em parceria com a Agência de Cooperação
Técnica Alemã (GTZ). O evento acontece
de 14 a 17 de julho, no Instituto Israel Pinheiro, em
Brasília.
As emissões oriundas do desmatamento são
responsáveis por até 18% das emissões
mundiais de gases de efeito estufa que contribuem para
a mudança do clima em nossa planeta. O curso
tem por objetivos promover a troca de experiências
e de programas de Redd e sua abrangência, bem
como a atualização de profissionais, dados
e conteúdos, de form a oferecer embasamento técnico
para elaboração de políticas públicas
e projetos distintos
Participam do treinamento 30 integrantes de 13 instituições
diferentes, como os Ministérios da Fazenda, Justiça,
Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Funai,
Incra, Contag e secretarias estaduais de Meio Ambiente.
Os representantes são técnicos e responsáveis
pelas decisões na área de gestão
ambiental e buscam um conhecimento básico e orientações
práticas para as realidades de cada setor e bioma.
Segundo Mauro Pires, do Departamento de Controle do
Desmatamento do MMA, o evento vai ajudar a qualificar
e aumentar o número de pessoas envolvidas no
assunto, para que as estratégias de Redd possam
ser mpliadas e implementadas por mais pessoas. "Iniciativas
como esta podem contribuir para que países florestais,
como o Brasil, possam encontrar estímulo em continuar
aplicando as metas e programas de redução",
afirma Pires. Ele disse ainda que além deste
primeiro evento, outras edições do curso
devem acontecer a partir do segundo semestre deste ano.
De acordo com Johannes Scholl, representante da GTZ,
outra meta do curso é promover a conservação
da biodiversidade e das florestas, além da promoção
da redução de emissões de gases
poluentes e elaboração de projetos. "Vamos
dar um enfoque pragmático que possa ser utilizado
pelas pessoas na prática", afirma Scholl.
Espera-se que outros desdobramentos do evento sejam
o desenvolvimento de ferramentas básicas para
criar, adaptar e priorizar intervenções,
bem como o fomento da aplicação do Redd
no Brasil.
O inteiro ambiente e a pessoa sustentável
Por Flávio Basset*
As atitudes humanas em relação ao ambiente
somente serão bem vindas se compuserem aqui,
não somente a preservação, dita
e proclamada de maneira acalorada por todos os cantos
e direções, mas atitudes de reconstrução
de um novo ser no mundo.
Nossas conseqüências deverão somar
ao ambiente novas mudas no chão, um novo lixo
e energia, novas posturas de consumo, trabalho e convivência,
ou seja, nossa nova estatura.
“Nossos bosques já não tem mais
vida. Nossa vida no teu seio desnutrido”.
O que vemos e convivemos em nosso entorno, depõe
contra todas as regras morais e étnicas. O respeito
abre a sua guarda para o despeito e para a ignorância.
As relações humanas falham. Praticamos
a sociedade do sozinho. Não socializamos os nossos
filhos e nem os educamos para a finalidade do encontro
e do bom convívio.
O planeta passa a ser virtual neste nosso novo ciclo
de desenvolvimento. Virtuoso apenas na reação
para cada agressão por ele sofrida.
Não há em estoque nada que forme as novas
gerações para o respeito, para a bondade,
para o que é ético e produtivo. A educação,
em esfera terrestre, falha.
Espanamos nosso olhar com a possibilidade colorida
do consumo. O consumo nos destaca, mas nos exclui. O
que nos exclui, nos expõe, e o que nos expõe
segregados da natureza, não nos faz expoente
de melhoria e mulplicidade.
Quando é que vamos começar a separar
o lixo que produzimos?
Não falo em consciência ambiental, mas
em decência e educação. Quando é
que vamos pautar o nosso consumo pela embalagem de cada
produto? Começar a rejeitar marcas e empresas
pela quantidade de lixo que nos obrigam a consumir?
A exclusão da espécie será por
meio da porção cognitiva para o descompromisso.
O capitalismo cederá ao encontro com o desequilíbrio.
A cegueira do nosso inconsciente será para nós
revelada, e a catástrofe do indivíduo
dar-se-á pela sua própria intimidade.
A sustentabilidade é para o convívio
entre os vivos. Acima de tudo para isso. Para que a
raça humana possa ser novamente catalogada. Para
o desenvolvimento intelectual, físico, cognitivo,
moral, espiritual das nossas gerações
atuais não atuantes.
Nosso índice de desenvolvimento humano, é
desumano. Os fatores variantes são os da nossa
imprecisão, da nossa falta de empenho. Somos
indivíduos covardes e incongruentes, inconstantes
e impertinentes para a continuidade de um planeta inteiro.
Peço socorro, mas acima de tudo, para o socorro.
Que todas as nossas incursões sejam pautadas
pelo livro dos nossos novos dias. Pelo aprendizado colecionado
pelos animais.
Pela convivência de sustentabilidade sim, natural,
pautada apenas, na cadeia alimentar.
Flávio Basset – “O Show do Planeta”.
* Flávio Basset é integrante e vocalista
de “O Show do Planeta” - Projeto de formação
de populações para a prática de
atitudes de respeito e sustentabilidade ( http://www.showdoplaneta.com.br).
Empresas europeias planejam megausina solar
no Saara
O Saara forneceria eletricidade para 15% da Europa
Um consórcio de empresas de multinacionais –
que reúne gigantes como Siemens, RWE, E.On e
Deutsche Bank, entre outros – assinou nesta terça-feira
uma carta de intenções para criar o maior
projeto de energia solar do planeta: a Iniciativa Industrial
Desertec.
O projeto prevê a construção de
uma rede de usinas de produção de energia
totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África,
e de redes transmissão de energia, capaz de fornecer
pelo menos 15% da eletricidade consumida na Europa,
além de dois terços da necessidade do
norte africano e do Oriente Médio.
O Desertec foi orçado em US$ 577 bilhões
e prevê a instalação de uma tecnologia
solar de última geração, que utiliza
espelhos para concentrar a luz do sol sobre torres de
energia que produzem vapor, que por sua vez movimentam
turbinas que produzem eletricidade.
O calor excedente produzido durante o dia pode ser
armazenado em tanques especiais para manter a usina
em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.
A ideia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo
há décadas, mas só agora o avanço
das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão
de eletricidade, teria viabilizado o investimento.
Mediterrâneo
A água necessária para criar o vapor
que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo,
que dessalinizada – com sal derretido sendo usado
nas baterias para estocar calor –, poderia ainda
ser reaproveitada em regiões desérticas.
Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos
poderia ser usada para plantação de espécies
que normalmente não sobreviveriam ao intenso
calor do deserto.
Essa tecnologia, chamada Concentrando Energia Solar
(CSP, na sigla em inglês) já é usada
em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha.
A ideia, que surgiu na Alemanha, vem sendo defendida
com vigor pelo próprio governo alemão
e pela Comissão Europeia, embora ainda existam
dúvidas sobre como os problemas políticos
de um projeto verdadeiramente internacional como este
seriam equacionados.
"O conceito de energia renovável está
associado também ao de independência energética.
Então, me pergunto por que deveríamos
depender novamente de outros para o nosso fornecimento",
disse à BBC o especialista alemão Wolfgang
Palz, presidente europeu do Conselho Mundial de Energias
Renováveis.
Outros acusam a iniciativa europeia de representar
um suposto "colonialismo energético"
– crítica prontamente rebatida por um dos
diretores da Desertec, Michael Straub.
"Da nossa rede de 60 cientistas e especialistas
em energias renováveis, a metade é da
África e do Oriente Médio. A outra metade
é de europeus", afirmou Straub, acrescentando
que representantes dos países envolvidos participaram
do projeto desde o início.
Ibama reprova estudo ambiental da pavimentação
de rodovia na Amazônia
Por Luana Lourenço, da Agência Brasil
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado pelo
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes
(Dnit) para pleitear o licenciamento da restauração
e pavimentação da BR-319, que liga Manaus
a Porto velho, “não reúne as mínimas
condições” que permitam avaliar
a viabilidade ambiental da obra.
A conclusão é de técnicos do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama), apresentada em parecer divulgado
na quarta-feira (8/7).
O documento de 177 páginas lista falhas na elaboração
dos estudos, questiona as metodologias utilizadas para
medir alguns dos impactos ambientais e sociais da obra
e critica até a falta de revisão do EIA
encaminhado pelo Dnit ao Ibama.
“Considerando as graves falhas no diagnóstico
dos meios físico e biótico, bem como necessidade
de complementações do meio socioeconômico,
o EIA não reúne as mínimas condições
e informações que permitam avaliar a viabilidade
ambiental do empreendimento. Ao se considerar a avaliação
de impactos e as correspondentes medidas mitigadoras
propostas, o quadro piora”, aponta o parecer.
Segundo o Ibama, algumas das medidas compensatórias
sugeridas pelo Dnit são simplesmente “inexequíveis
ou extrapolam as atribuições do empreendedor”.
Procurado pela Agência Brasil, o Dnit informou
que os técnicos do órgão já
estão trabalhando na elaboração
de um pedido de revisão e resposta aos questionamentos
complementares formulados pela equipe técnica
do Ibama. O órgão defendeu a legitimidade
do EIA, formulado pela Universidade Federal do Amazonas
(Ufam) e pela Coordenação de Pós-graduação
e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal
do Rio de Janeiro.
O licenciamento da rodovia federal tem sido causa de
polêmicas públicas entre os ministros do
Meio Ambiente, Carlos Minc, e dos Transportes, Alfredo
Nascimento. Minc, que chegou a suspender o processo
de licenciamento da rodovia, diz que a licença
só vai sair se o Dnit cumprir as medidas compensatórias.
Já Nascimento acusa a área ambiental de
travar a obra, uma das principais rodovias previstas
pelo Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) na Amazônia.
De acordo com o relatório do Ibama, “todos
os impactos ao meio físico foram subdimensionados”
e o provável aumento do desmatamento na região
“foi quase descartado”. Os técnicos
apontaram falhas em relação aos impactos
sobre a flora e a fauna e enumeraram as consequências
socioeconômicas da obra.
Em vistoria realizada na região do empreendimento,
no fim de maio, e detalhada no parecer, os técnicos
do Ibama dizem ter verificado aumento das áreas
de desmatamento, presença de atividade de madeireiras
“como pátios lotados de toras – demonstrando
o avanço da exploração da área,
mesmo antes da pavimentação” –
e aumento das ocupações no entorno da
rodovia.
No parecer, os técnicos também registraram
que os custos ambientais da pavimentação
da rodovia podem ser tão altos, que o empreendimento
só será viável financeiramente
se houver a adoção de políticas
como o “combate ao desmatamento, aumento da fiscalização
ambiental, contenção do avanço
de atividades predatórias da floresta, criação
e implementação de Unidades de Conservação,
solução de conflitos etc”.
Além do pedido de complementação
de informações, os técnicos fizeram
uma série de recomendações e exigências
para que o Ibama possa avaliar a viabilidade ambiental
da BR-319, entre elas a elaboração de
um novo diagnóstico sobre os impactos no meio
físico, na fauna e flora da região e a
proposição de medidas para reduzir as
consequências negativas da implementação
da rodovia.
Bertin assume compromisso de respeitar a lei
Por Redação do Greenpeace
Frigorífico assina moratória da pecuária
e governo do Pará se compromete em combater o
desmatamento ilegal na Amazônia.
O frigorífico Bertin assinou na quinta-feira
(9/7), em Belém, um Termo de Ajustamento de Conduta
(TAC) com o Ministério Público Federal
(MPF) e o governo do Estado do Pará, comprometendo-se
a adotar uma moratória de dois anos ao desmatamento
ilegal ou até que as fazendas fornecedoras de
gado obtenham licença ambiental. O TAC foi conduzido
pelo próprio MPF e ganhou dimensão a partir
da divulgação do relatório do Greenpeace
“A farra do boi na Amazônia”, no início
de junho. Também assinado pelo frigorífico
Minerva e outros grupos do Pará, o acordo prevê
um mecanismo de transição para os fornecedores
irregulares que, em um prazo de dois anos, precisam
apresentar a licença ambiental e, em cinco anos,
a regularização fundiária de suas
propriedades.
“O acordo dos frigoríficos representa
um passo importante em um estado marcado historicamente
pela falta de governança. No entanto, não
foi atendida a demanda dos clientes da Bertin e da própria
opinião pública, que não aceitam
mais desmatamento na Amazônia, seja legal ou ilegal”,
disse Andre Muggiati, do Greenpeace. “Zerar o
desmatamento é vital em um mundo envolvido em
discussões sobre as mudanças climáticas”,
completou ele.
Entre as várias medidas, a Bertin se compromete
em não adquirir gado de áreas embargadas
e com trabalho escravo. Porém, o relatório
do Greenpeace “A Farra do Boi na Amazônia”
comprova que nem todas as fazendas que não cumprem
com a legislação ambiental e social figuram
nas listas oficiais. Outra medida se refere a compra
apenas de fazendas já condenadas em primeiro
grau por invasão em terras indígenas,
por violência agrária, por grilagem de
terra e/ou por desmatamento e outros conflitos agrários.
“Dada a morosidade da Justiça no Brasil
e o prazo de abate dos bois na Amazônia de dois
anos, é provável que os consumidores acabem
tendo em sua mesa carne vinda de fazendas irregulares
ainda não condenadas", completa Muggiati.
Entre os destaques positivos estão a adoção
de um sistema eletrônico de monitoramento do gado,
com georreferenciamento das fazendas para verificação
de possíveis desmatamentos e o envolvimento do
governo do Pará no processo. Mas o Greenpeace
vai acompanhar de perto a implementação
das medidas, para que elas resultem em passos concretos
na adoção do desmatamento zero.
Brasil aproveita pouco o potencial econômico
da Amazônia, dizem pesquisadores
Por Redação do Amazonia.org.br
Apesar de ter a maior biodiversidade do planeta, o
Brasil aproveita "muito pouco" o potencial
econômico de sua riqueza biológica. A informação
foi dada ao Jornal O Estado de São Paulo por
especialistas, às vésperas da 61ª
reunião anual da Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência (SBPC), que começa
hoje à noite em Manaus.
De acordo com o jornal, estatísticas mostram
que o potencial econômico da biodiversidade brasileira
ainda está longe de ser aproveitado de forma
satisfatória. O Amazonas, por exemplo, com 98%
de sua cobertura vegetal original preservada, tem mais
de 1,5 milhão de quilômetros quadrados
de floresta tropical intacta que em quase nada contribuem
com a economia do Estado, segundo o presidente da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam),
Odenildo Sena. O Amazonas sobrevive da produção
de motocicletas e aparelhos eletrônicos na Zona
Franca de Manaus.
Segundo informações do jornal, a importância
da biodiversidade nas exportações brasileiras
também é pequena e fragmentada, e muitos
dos principais produtos do agronegócio não
têm raízes na biodiversidade nacional.
Os produtos mais exportados- soja, café, cana-de-açúcar,
laranja, gado zebuíno - são espécies
exóticas, trazidas de outros continentes e adaptadas.
Entre os produtos "nativos" do Brasil, o
que mais pesa na balança comercial é a
madeira, que tem provocado o desmatamento. Encontrar
maneiras de transformar riqueza biológica em
riqueza econômica sem acabar com a biodiversidade
é um dos maiores desafios da ciência na
Amazônia, onde vivem 25 milhões de pessoas
que precisam sobreviver.
Mais de 50 mil espécies de plantas e animais
já foram catalogadas na floresta amazônica,
mas os cientistas estimam que isso represente, no máximo,
10% da biodiversidade do bioma. Para o pesquisador Alfredo
Homma, economista da Embrapa Amazônia Oriental,
em Belém, além de investir na descoberta
de novos produtos, é preciso focar esforços
nas espécies já conhecidas.
Os mercados da Amazônia estão abarrotados
de produtos oriundos da natureza que não atingem
escala industrial porque permanecem associados a sistemas
extrativistas de baixo rendimento e pouco valor agregado,
a exemplo do açaí e da castanha-do-pará.
Na falta de tecnologia e de cadeias produtivas bem estruturadas,
a região tem dificuldade para ir além
do fornecimento de matéria-prima.
A solução, segundo os pesquisadores,
passa por um esforço intensivo de desenvolvimento
científico, tecnológico e industrial para
agregar valor e qualidade aos produtos da floresta,
para que eles sejam explorados de forma sustentável,
mas também lucrativa.
"A pesquisa tem de ir além de descobrir
o uso para alguma coisa, tem de ir até o manejo",
afirmou Marcos Vaz, diretor de sustentabilidade da empresa
de cosméticos Natura, à reportagem do
Estado. O mesmo esforço que foi feito para desenvolver
as indústrias da soja, da cana e de outras espécies
exóticas precisa ser feito para os produtos nativos
da Amazônia, dizem os pesquisadores.
Convite para a 4ª Reunião do Grupo
de Trabalho de Revisão da Resolução
344/04 – Dragagem
Em nome do Coordenador do Grupo de Trabalho de Revisão
da Resolução 344/04 – Dragagem da
Câmara Técnica de Controle e Qualidade
Ambiental, fomos convidadosa participar da 4ª Reunião
do citado GT, a realizar-se nos dias 30 e 31 de julho
de 2009, das 09h30 às 17h30, na sala S-1, subsolo
do Edifício Marie Prendi Cruz, W2 Norte, qd.
505, lt. 02, Brasília/DF. Documentos relativos
à reunião serão disponibilizados
na página do CONAMA na Internet no endereço
http://www.mma.gov.br/port/conama/reunalt.cfm?cod_reuniao=1180
Marcha dos Prefeitos
Hoje, no primeiro dia da XII Marcha a Brasília
em Defesa dos Municípios, o ministro Carlos Minc
profere palestra em painel sobre "Código
Florestal Brasileiro proposta de alteração".
O evento, promovido pela Confederação
Nacional dos Municípios, acontece em Brasília
até dia 16 de julho, para que prefeitos, vereadores,
secretários municipais, senadores, governadores,
parlamentares estaduais e federais, ministros e o presidente
da República tenham um espaço para discutir
questões das administrações municipais.
Jovens debatem políticas públicas
para meio ambiente
Os ministérios do Meio Ambiente e da Educação
e a Secretaria Nacional da Juventude realizam, de 18
a 21 de julho, no convento Santa Tereza, no Rio de Janeiro,
o 4º Encontro Nacional de Juventude e Meio Ambiente.
O evento busca a formação socioambiental
de jovens e a construção da Política
Nacional de Juventude e Meio Ambiente, que é
uma demanda do primeiro encontro nacional.
O evento faz parte do Mês da Juventude pelo Meio
Ambiente, para incentivar a participação
de jovens no debate sobre o meio ambiente e na criação
de políticas públicas sobre o tema. Nos
dois primeiros dias do evento serão realizadas
as oficinas de formação, preparando os
participantes sobre questões como Políticas
Públicas da Juventude, Mobilização
Social e Tecnologia Sociais.
Serão treinados 27 jovens em cada oficina, um
de cada estado e do Distrito Federal, totalizando a
formação de 81 jovens lideranças
para a mobilização socioambiental. Na
segunda-feira (20), todos os participantes das oficinas
vão se reunir para debater os temas de cada turma.
A idéia é que com a troca de experiência
apareçam propostas de ações que
podem ser levadas à prática pelos jovens.
No último dia do evento será realizada
a primeira consulta pública para a Política
Nacional de Juventude e Meio Ambiente, que começou
a ser elaborada este ano pelo Grupo de Trabalho Interministerial,
composto pelo MMA, MEC e Secretaria Nacional da Juventude.
São esperadas mais de 200 pessoas para o debate,
que contará com a participação
de representantes do governo e da sociedade civil.
Durante todo o Mês da Juventude pelo Meio Ambiente
serão realizadas consultas públicas em
diversas regiões do País para receber
a colaboração de jovens a fim de aperfeiçoar
o texto inicial da política. Existe cerca de
150 Coletivos Jovens de Meio Ambiente distribuídos
no Brasil. Mais informações sobre os eventos
do Mês da Mobilização em www.juventudepelomeioambiente.org.br.
Fórum discute mudança do clima
e educação ambiental
O Ministério do Meio Ambiente vai debater a educação
ambiental (EA) e as mudanças climáticas
durante o VI Fórum Brasileiro de Educação
Ambiental, que será realizado de 22 a 25 de julho,
no campus da Praia Vermelha, da Universidade Federal
do Rio de Janeiro. No evento será realizada a
segunda rodada de reuniões de planejamento da
oficina EA e Mudanças Climáticas. A idéia
é, junto com educadores ambientais, elaborar
um plano nacional de educação ambiental
voltado às mudanças do clima, que é
uma demanda da 3ª Conferência Nacional do
Meio Ambiente.
O Departamento de Educação Ambiental
vai aproveitar a reunião dos educadores para
realizar o 2º Encontro Nacional de Salas Verdes.
No encontro serão apresentadas algumas experiências
das redes locais de Salas Verdes que podem ser aproveitadas
em todo o País. A idéia é incentivar
as Salas Verdes a trabalharem em redes, o que possibilita
uma troca de conhecimentos e informações.
A secretária de Articulação Institucional
e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, vai participar
da cerimônia de abertura, no dia 22, às
16h30. Junto com o ministro Carlos Minc, ela participará
da mesa-redonda Educação, Meio Ambiente
e Sustentabilidade, no dia 24. Na ocasião será
lançada a terceira edição da Revista
Agenda 21 e Juventude, com o depoimento de 26 jovens
que participam de processos de Agenda 21 em sua região.
O MMA também vai trabalhar na divulgação
da pesquisa de avaliação da Agenda 21
Locais, e até o dia 31 de julho, espera receber
cerca de 1500 avaliações, para fazer um
estudo sobre a implantação da agenda no
Brasil, iniciativas de destaques e pontos em que se
deve avançar. Também será discutida
a Agenda 21 na Escola. O VI Fórum Brasileiro
de Educação Ambiental é realizado
pela Rede Brasileira de Educação Ambiental,
que reúne educadores ambientais de todos o país.
A expectativa é que cinco mil pessoas participem
do evento.
Grupo do Programa Antártico discute licenças
ambientais para a área
O Grupo de Avaliação Ambiental (GAAm)
do Programa Antártico Brasileiro se reúne
na próxima quinta-feira (16) para discutir, entre
outros assuntos, a oficialização e avaliação
das licenças ambientais, procedimentos para entrada
de material científico no Brasil, responsabilidades
do segmento ambiental do Sistema do Tratado da Antártica
a nova portaria do GAAm.
O GAAm foi criado em janeiro de 1995 com o objetivo
de contribuir para o cumprimento das diretrizes estabelecidas
no Protocolo de Madri (Protocolo ao Tratado da Antártica
sobre Proteção do Meio Ambiente), ratificado
pelo governo brasileiro em 06 de junho de 1995. O grupo
é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente
e integrado por representantes dos Ministérios
das Relações Exteriores, da Educação,
da Ciência e Tecnologia, CNPq e Marinha e representantes
da comunidade científica.
A reunião será na sala de reunião
do Edifício Marie Prendi Cruz.