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Nelson Tembra

Engenheiro Agrônomo
Agronomist Engineer
nelsontembra@click21.com.br

 

Correio do meio @mbiente

segunda-feira, 20/07/09 - 16h25

Marcelândia assume compromisso com a gestão ambiental

Município mato-grossense integra lista dos maiores desmatadores da Amazônia Legal

Prefeitura de Marcelândia, no Mato Grosso, assumiu, na sexta-feira (17) o compromisso de aumentar sua participação na gestão ambiental da região, a fim de melhorar a condição de vida da população, dando alternativas para um modelo sustentável para o desenvolvimento econômico. O município recebeu a visita da caravana do Mutirão Arco Verde Terra Legal, levando à população mecanismo para facilitar a regularização ambiental e fundiária, entre outras ações para promover a produção sustentável e o desmatamento zero.

Para resolver o problema da regularização fundiária na região, o governo federal enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei doando as terras da gleba Maiká ao estado. Conforme o diretor do Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente, Roberto Vizentin, a iniciativa vai facilitar a realização do cadastro ambiental rural, o que vai ajudar, por exemplo, que os pequenos produtores possam conseguir financiamento em bancos e auxílio de órgãos, como a Embrapa, para a elaboração de projetos que prevaleça a sustentabilidade.

Os trabalhos no município foram coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente. Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável, Egon Krakhecke, a participação da população nos estandes de atendimento do mutirão foi grande. O público também assisti a palestras sobre reaproveitamento de resíduos de madeira e de combate a incêndios.

A caravana do Mutirão Arco Verde Terra Legal também prestou serviços para cerca de cinco mil pessoas em Dom Eliseu, no Pará, que foram à Escola Manuelito de Andrade em busca de orientações sobre cadastro, regularização e financiamento. No município, a prefeitura vai trabalhar para incentivar a cadeia produtiva da sociobiodiversidade.

Avaliação - O governo federal aproveitou a presença de alguns prefeitos dos 43 municípios foco do Mutirão Arco verde Terra Legal em Brasília na Marcha dos Prefeitos para fazer uma avaliação do primeiro mês da operação. Na quinta-feira (16), 15 prefeitos se reuniram com representantes do governo federal para debater as experiências e a programação das ações a partir de outubro, quando encerra a visita da caravana aos municípios.

Nas quatro primeiras semanas do mutirão, o trabalho integrado entre os governos federal, estaduais e municipais ajudou na realização de mais de 60 atendimentos de serviços ao cidadão. Foram 2.159 atendimentos para regularização ambiental e fundiária, 6.731 de apoio à produção, além de prestação de serviços de cidadania, cursos e palestras.

Em cada município é feita uma agenda de compromissos, com ações conjuntas que devem ser programadas para o município sair da lista dos maiores desmatadores. De acordo com o diretor do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável, Paulo Guilherme, os municípios estão com a compreensão de que é preciso e possível mudar o modelo de desenvolvimento.

A caravana do Mutirão Arco Verde Terra Legal prestará os serviços para a população de Vila Rica, em Mato Grosso, e Rondon do Pará, no Pará, de 23 a 25 de julho.

Nova metodologia de certificação empresarial vai conservar biodiversidade

Uma Declaração Nacional para Negócio e Biodiversidade foi assinada na sexta-feira em Curitiba (PR) por representantes do Governo Federal, setor empresarial e organizações da sociedade para selar o compromisso de lançamento no Brasil da certificação Life (Lasting Iniciative for Earth). Com a chancela do Ministério do Ministério do Meio Ambiente, a certificação, idealizada por organizações não governamentais, tem por objetivo ser um instrumento de gestão para reconhecimento de iniciativas empresariais em defesa da biodiversidade. Inédita no Brasil e no mundo, a certificação Life quer reconhecer e premiar com acesso a capitais e posicionamento de mercado, empresas que, ao longo dos anos, vêm promovendo ações em defesa da biodiversidade.

Presente à cerimônia de lançamento do selo, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, saudou a iniciativa lembrando que boas práticas sempre têm resultados instantâneos. Segundo Minc, este novo instrumento vai dizer quanto uma empresa está ajudando a biodiversidade. "É um instrumento que se adianta e avança para resolver problemas relativos ao clima". O ministro lembrou que este tipo de iniciativa prova que a proteção ao meio ambiente não se faz apenas com ações de comando e controle. "É preciso o contraponto deste tipo de iniciativa." Ele explicou, por exemplo, que em contraponto da Operação Arco Fogo, de combate aos crimes ambientais, o Governo lançou a Operação Arco Verde, levando para os municípios que mais desmataram a Amazônia, alternativas como a piscicultura, abertura de linhas de crédito em instituições como o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia. O ministro disse ainda que ao invés de atuar com ações meramente policialescas, o MMA criou o Fundo Amazônia e aprovou o projeto de lei de Pagamento por Serviços Ambientais.

Para a secretária de Biodiversidade e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, que participou do lançamento do selo, o novo selo é essencial para que o Brasil ganhe mais ajuda para a causa da biodiversidade, que é a sustentação da vida no planeta.

A metodologia utilizada para a certificação permite que qualquer organização, de distintas naturezas de operação dentro dos setores primário, secundário e terciário e de qualquer porte, como as micro, pequena, média e grandes empresas possam se certificar.

MMA promove oficinas do Programa de Aquisição de Alimentos

O Ministério do Meio Ambiente vai promover, a partir de agosto, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e agências implementadoras formadas por organizações da sociedade civil - como ONGs e associações -, oficinas sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em diferentes estados do País. O objetivo é permitir que as comunidades extrativistas obtenham as informações necessárias para receber os benefícios do Programa.

O PAA tem a função de apoiar agricultores, extrativistas e pescadores de base familiar, e compreende ações vinculadas à distribuição de produtos provenientes destes grupos. Executado com recursos dos Ministérios do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário, o Programa foi desenvolvido para garantir a segurança alimentar destes setores, bem como a formação de estoques estratégicos.

Uma de suas formas de operação é a compra com doação simultânea. Os produtores familiares, organizados em associações ou cooperativas, entregam sua produção diretamente a alguma instituição beneficiada. Depois de comprovada a doação, a Conab paga à cooperativa que, por sua vez, repassa o dinheiro aos produtores.

Outra maneira de funcionamento é a formação de estoque, que visa à sustentação de preços e agregação de valor à mercadoria. Neste caso, as associações e cooperativas de extrativistas recebem antecipadamente pela sua produção. Assim, os produtores podem esperar a melhor cotação do produto para vendê-lo, ou realizar o beneficiamento do mesmo para conseguir um melhor preço.

De acordo com o analista ambiental do Departamento de Extrativismo do MMA, Alan Boccato, o Programa assegura a comercialização dos produtos, inclusive no mercado local, além de ser uma estratégia do governo federal para garantir que a floresta em pé gere renda às comunidades extrativistas, como alternativa ao desmatamento.

A perspectiva é que uma média de 30 pessoas participe de cada oficina, dentre extrativistas e lideranças, como presidentes de associações, coordenadores de sindicato e outros multiplicadores. Em cada estado, o Ministério conta com o apoio das agências implementadoras, como o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), a Rede das Associações das Escolas Família do Amapá (Raefap), a Associação em Áreas de Assentamentos do Estado do Maranhão (Assema) e a Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP), dentre outras.

Curso sobre Redd amplia discussões entre gestores

Mais de 30 pessoas participaram do primeiro curso sobre Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação Florestal (Redd) promovido pelo MMA entre os dias 13 e 17 de julho, no Instituto Israel Pinheiro em Brasília. De acordo com o diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento do MMA, Mauro Pires, "o curso foi um sucesso e até superou as expectativas, pois o nível de questionamentos e a metodologia aplicada possibilitaram o envolvimento e a interação dos participantes", afirma.

O principal objetivo do curso foi à discussão sobre as implicações dos conceitos de mudança climática, floresta e emissões decorrentes de desmatamento. Também foram abordados temas como o Fundo Amazônia, a proposta brasileira de Redd - submetida à Convenção das Mudanças Climáticas em dezembro de 2006, que ainda será discutida no final do ano em Copenhague (Dinamarca) - e os benefícios desta ferramenta para a biodiversidade.

De acordo com a avaliação dos participantes, o curso foi produtivo, a metodologia participativa propiciou um ambiente de troca de experiências e houve a solicitação para que outros treinamentos sobre o tema fossem promovidos. Participaram do evento técnicos do governo federal (MDA, Incra, Ibama, Ministério da Fazenda, MMA, Funai) e das secretarias estaduais de Meio Ambiente, entre outros. A organização do evento estuda a realização de uma nova edição para a segunda quinzena de agosto e outra versão em novembro, quando serão abertas vagas para a sociedade civil, movimentos sociais e órgãos municipais.

Ciclo de palestra

A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, em parceria com a Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas, promoveu hoje, a partir das 14h, o Ciclo de Palestras "Interfaces entre Recursos Hídricos e as demais Políticas do MMA", com o tema "Política de Recursos Hídricos e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos". Até o final do ano, serão realizadas nove palestras quinzenais com o objetivo de demonstrar e discutir os diversos aspectos da Política Nacional de Recursos Hídricos e suas interfaces com as demais políticas ambientais. Entre os temas a serem debatidos estão: Sisnama e Singreh; Plano Nacional sobre Mudança do Clima e o Plano Nacional de Recursos Hídricos; Biodiversidade e Ecorregiões Aquáticas; Agenda 21 em bacias hidrográficas; Resolução Conama nº 357/05 e a Política de Saneamento; ZEE e os Planos de Recursos Hídricos; Biocombustíveis, meio ambiente e água; e Avaliação Ambiental Integrada e os Planos de Recursos Hídricos. Todas as palestras serão realizadas por profissionais da SRHU, conjuntamente com profissionais de outras secretarias do Ministério, e registradas em Cd-Rom para entrega aos participantes ao final do ciclo. Também serão emitidos certificados mediante presença mínima de 75%. O encontro de hoje será no auditório do subsolo da 505 Norte.

CNRH

Hoje, às 14h, a Câmara Técnica de Análise de Projeto, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, se reuniu para debater temas como o planejamento dos setores hidroviário e hidrelétrico e a operação de eclusas, entre outros. A reunião acontece na sala T-13, do edifício Marie Prendi Cruz, localizado na SEPN 505 (W2 Norte), Brasília/DF e continua amanhã (21), a partir das 8h30.

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