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Nelson Tembra

Engenheiro Agrônomo
Agronomist Engineer
nelsontembra@click21.com.br

 

Correio do meio @mbiente

sexta-feira, 21/08/08 - 11h45


Projeto de extração de óleos naturais cresce e mobiliza comunidade no Pará

Iniciado em 2007, pela Associação Cultura Franciscana (ACF), "Sementes da Floresta" ganha apoio de diversas entidades e gera renda para famílias da cidade paraense de Uruará

A ampla biodiversidade de Uruará, no Pará, tem gerado oportunidades e renda para 51 famílias do município. Elas participam do Projeto "Sementes da Floresta", iniciado em 2007 pela Associação Cultura Franciscana (ACF - www.acf.org.br) para promover a extração sustentável de óleos de sementes de árvores nativas da região, como cupuaçu, andiroba, babaçu, entre outras. Com apoio de diversas entidades locais, o Projeto já viabilizou a produção de centenas de litros de óleos, destinados à elaboração de sabonetes, máscaras capilares, hidratantes labiais, além do uso in natura e que, até agora, garantiram um retorno que deve promover a autonomia econômica dessa atividade em aproximadamente três anos.

"Atualmente, o Projeto está em fase de implantação avançada. Buscamos novas parcerias para ampliar o número de equipamentos e organizar as famílias envolvidas na ação", explica Maria Lucia dos Santos, representante do setor social da ACF. Entre as instituições que já apóiam a iniciativa estão organizações governamentais, religiosas, sindicatos e empresas, como Secretaria de Agricultura do Estado do Pará; Cáritas Brasileira, Cáritas Regional Norte II Congregação dos Missionários do Sangue de Cristo, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Uruará, Empresa Naturais da Amazônia e Rotary Club Innsbruck - Alpin.

A estrutura do Projeto "Sementes da Floresta" iniciou seu trabalho com a implantação de duas miniusinas, equipadas cada uma, com duas secadeiras, uma trituradora e duas quebradeiras, que compõem um conjunto capaz de secar, cortar e quebrar os invólucros das sementes mais duras, triturar e comprimir as amêndoas para extrair os óleos contidos nelas. A expectativa da ACF é instalar os equipamentos em mais cinco comunidades do município, beneficiando cerca de 200 novas famílias.

Além de óleos de sementes, cuja produção é vendida para a empresa Naturais da Amazônia, outros itens são produzidos a partir da matéria-prima nativa da região, como o mesocarpo do babaçu (produto alimentício com alto valor nutritivo, utilizado inclusive no tratamento da osteoporose e desnutrição), a farinha de castanha e o sabão de óleo de babaçu. Tais produtos destinam-se ao comércio local, para fortalecer a economia daquele Município.

Em 2009 ocorreu a segunda coleta de sementes, gerando recursos financeiros que devem crescer até a autonomia do grupo produtor, também responsável pela gestão do Projeto. Do valor arrecadado, 10% são transferidos para o Fundo Rotativo Solidário, que subsidia as necessidades dos participantes a partir de prioridades estabelecidas por eles próprios. As decisões são deliberadas por um Conselho Gestor, formado por dois representantes de cada uma das sete comunidades e um integrante da ACF.

"No momento, também trabalhamos para formar uma secretaria, que funcionará em espaço cedido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade e na preparação de um site para divulgar o Projeto", finaliza Maria Lucia.

Implantação

O Projeto "Sementes da Floresta" foi implantado a partir da realização de treinamentos para os participantes. Na ocasião, os moradores aprenderam a operar as máquinas que extraem os óleos contidos nas sementes de cupuaçu, andiroba, babaçu e outras árvores nativas da região amazônica, além da extração do óleo de copaíba, que ocorre a partir da utilização de uma técnica parecida com a extração do látex, pois nesse caso, o óleo é extraído da própria árvore, o que requer cuidado e técnica para não afetá-la.

Nos treinamentos, os integrantes também foram capacitados para selecionar e secar as sementes, de modo a garantir o maior grau possível de pureza dos óleos extraídos. As famílias aprenderam ainda a aproveitar os subprodutos, como os bagaços, que podem ser utilizados como adubo e fontes de energia para combustão.

Além de operar máquinas e lidar com sementes, o projeto faz com que os moradores de Uruará conheçam melhor a biodiversidade da região. Durante as formações, as comunidades identificam e fazem o inventário das diferentes espécies de sementes e árvores, que ultrapassam a marca dos milhares na área do município: cupuaçu (8.100 árvores), andiroba (31.110 árvores) e babaçu (19.700 árvores) são algumas das variedades encontradas na região.

Uruará

De acordo com dados do IBGE, a população de Uruará é de 59.881 habitantes. O município é cortado pela Rodovia Transamazônica e possui mais de 10 mil km2 de área. As principais atividades econômicas desenvolvidas são a extração de madeira, criação de gado, cultivo de cacau, café, pimenta do reino, arroz e lavoura branca para subsistência, o que requer projetos alternativos a estas práticas que muitas vezes desmatam a região da floresta.

ACF

A Congregação das Irmãs Franciscanas de Ingolstadt estabeleceu-se no Brasil em 1938. Atendendo a preceitos legais, foi registrada, em 1942, como Sociedade Cultura Franciscana e, finalmente em 2003, com a reforma do Estatuto passou a ser denominada Associação Cultura Franciscana - ACF. O trabalho educacional da entidade compreende educação regular em colégios pagos e colégios gratuitos. Os colégios pagos estão localizados em São Paulo/SP (Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida - o 'Consa'); São Miguel do Iguaçu/PR (Colégio Franciscano Nossa Senhora de Fátima) e Ponta Grossa/PR (Colégio São Francisco). Os colégios gratuitos estão em Embu-Guaçu/SP (Colégio Franciscano Santa Clara); Baependi (Colégio Franciscano Santo Inácio) e em São Paulo/SP (Colégio Franciscano Santa Isabel).

As ações sociais das entidades mantidas pela ACF também incluem o atendimento a crianças em situação de vulnerabilidade em dois Centros Franciscanos de Acolhimento, localizados na Capital Paulista. Ainda faz parte das unidades da ACF, os Centros Comunitários que prestam atendimento às famílias vulneráveis e o Centro Franciscano de Cultura, Esporte e Lazer (Celfran), espaço destinado à prática de atividades físicas, na Capital de São Paulo. http://www.acf.org.br


MMA discute programa de apoio à agricultura familiar

O grupo técnico do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que discute com representantes do segmento da agricultura familiar o aperfeiçoamento do Código Florestal, debateu ontem (20) uma proposta para apoiar a sustentabilidade ambiental da produção rural e comunitária.

O Programa Nacional para a Sustentabilidade Ambiental da Agricultura Familiar, dos Povos e Comunidades Tradicionais, como está sendo designada a proposta, deve ser executado por orçamento específico e prevê a criação de um comitê gestor com participação governamental e da sociedade civil.

A proposta foi apresentada durante reunião no MMA com a presença do ministro, Carlos Minc, do deputado Anselmo de Jesus (PT-RO), coordenador da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar e líderes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (Fetraf), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MAB) e o Grupo de Trabalho Amazônico.


Agenda de sustentabilidade vem sendo pactuada pela Arco Verde na Amazônia

Mais de sete mil moradores do município de Marabá (PA) já receberam algum tipo de atendimento do Mutirão Arco Verde/Terra Legal. Foram 237 atendimentos referentes à regularização fundiária e ambiental, cerca de 100 atendimentos de apoio à produção e outros 7.200 de atendimento de cidadania. Em Machadinho dOeste, em Rondônia, foram realizadas 129 regularizações fundiárias e ambientais, 677 consultas de apoio à produção e mais de dois mil atendimentos de cidadania.

Os números fazem parte da contabilidade de nove semanas desde o início do mutirão (em junho) previsto para ocorrer nos 43 municípios do arco do desmatamento até o final de outubro. Até o momento, as carretas com material de divulgação e representantes dos três níveis de governo estiveram em 25 municípios da Amazônia Legal e, segundo Tereza Campelo, subchefe da Casa Civil e coordenadora do programa, os resultados apontam para a construção de uma nova institucionalidade que vai servir de parâmetro para os novos trabalhos do governo.

O balanço desta metade do trabalho a ser realizado pelo mutirão será apresentado ao presidente Lula em data ainda a ser definida. Ao presidente serão mostrados, por exemplo, casos como o de um pequeno agricultor que chegou aos quiosques do mutirão para tirar sua certidão de nascimento e saiu de lá aposentado.

Em cada um dos municípios visitados está sendo construído um pacto nas três esferas de governo. Campelo explica que as carretas e o mutirão fazem parte apenas da sensibilização do mutirão Arco Verde/Terra Legal. O principal objetivo é o cumprimento de uma agenda pactuada, que leve em consideração a questão da sustentabilidade. Um dos exemplos de pactos citados pela coordenadora diz respeito, por exemplo, à redução do desmatamento, a uma aqüicultura sustentável, para que realmente haja transformação no modelo de desenvolvimento econômico na região.

Na reunião de ontem (20/8) entre os representantes dos órgãos do Governo Federal que participam da iniciativa foi apresentado um balanço dos mutirões. Entre eles, a integração de ações entre os órgãos do Governo Federal; integração de ações entre os entes federados; a presença efetiva do Governo Federal no território; e a negociação entre sociedade e governos.

Entre os resultados quantitativos, o balanço aponta a instalação, até o momento, de 14 agências do INSS (aposentadoria), instalação de três agências do Banco do Brasil, priorização da regularização fundiária/Terra Legal, compromisso de integração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com o Terra Legal; a doação de 43 patrulhas agrícolas; a doação de 43 minibibliotecas da Embrapa; a doação de 129 Arcas das Letras do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a contratação de 1.450 brigadistas pelo Ibama/Prevfogo.


Goiás conclui projeto de zoneamento ecológico-econômico do estado

O diretor do Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Roberto Vizentin, recebeu ontem (20), o projeto de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado de Goiás elaborado pelas secretarias estaduais e municipais de meio ambiente.

O MMA agora celebrará um convênio para transferir recursos financeiros e apoio técnico às secretarias para execução do projeto, mediante cooperação das instituições do consórcio ZEE Brasil coordenado pelo departamento.

"O projeto de zoneamento é muito importante e vai colaborar com o ministério no sentido de ampliar suas políticas de desenvolvimento sustentável para o bioma Cerrado porque Goiás está no centro desse bioma", afirmou Vizentin.

Além de Goiás, o MMA também apóia o ZEE de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e demais estados que ficam na área de domínio do ecossistema da região central do país.

O Programa Zoneamento Ecológico-Econômico está alinhado às metas gerais do MMA como o combate ao desmatamento, planos estratégicos de gestão de recursos hídricos, implementação das unidades de conservação e a promoção de atividades produtivas sustentáveis, entre outros.
Postado por Nelson Tembra às Sexta-feira, Agosto 21, 2009 0 comentários


Ministro destaca socioambientalismo nas obras do governo

PAC da habitação é exemplo de construção sustentável e de geração de empregos verdes

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, adiantou nesta quinta-feira (20/8), em evento promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, que setores da agricultura e da indústria brasileira devem anunciar, no próximo dia 25, sua política de redução de emissão de CO2, principal gás responsável pelo efeito estufa. O encontro reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros e serviu para debater desenvolvimento com responsabilidade socioambiental.

Minc lembrou que o Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que prevê a construção de 1 milhão de casas para a população de baixa renda, demonstra que no governo ações focadas no socioambientalismo já são uma realidade. "O governo está incorporando, aos poucos, políticas que respeitam o clima, a saúde do trabalhador e os empregos verdes", disse.

Partes das casas do chamado PAC da Habitação terão aquecedores solares, no lugar dos chuveiros elétricos. Além de serem responsáveis por grande parte do valor das contas de energia elétrica da população, demandam a construção de hidrelétricas, que contribuem com emissões de gases estufa. Pessoas das comunidades beneficiadas serão capacitadas para a instalação e manutenção dos sistemas de aquecimento de água, gerando mais "empregos verdes".

Para o especialista da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Peter Poshen, emprego verde pode ser definido como um ofício que contribui para a redução das emissões atmosféricas e pode ser considerado um "trabalho decente com um forte componente social". Ele ressaltou que o Brasil foi um dos primeiros países a ingressarem no programa Empregos Verdes da instituição.

Poshen lembrou que a mudança climática representa a maior ameaça para o alcance dos objetivos de todas as nações neste milênio. Segundo ele, sem um consenso da sociedade internacional, não teremos como combater os efeitos das mudanças climáticas, que terão um impacto profundo nas empresas, no emprego e na geração de renda. Citou como exemplo os quatro últimos furacões ocorridos no Haiti, que provocaram uma perda de 15% do PIB daquele país. De acordo com estudos da OIT, a agricultura, que conta com mais de 1 bilhão de trabalhadores em todo o mundo, é o setor que mais sofre com o aumento da temperatura global.

A OIT constatou que setores com alto potencial de promover empregos verdes são a construção, a indústria, o transporte e a agricultura. Entre eles, a construção é que tem maior potencial verde e pode operar em padrões de baixo custo. Os estudos realizados indicam um saldo positivo nesta transformação das formas de trabalho em prol de empregos verdes, que podem ser uma boa alternativa de estímulo às economias em tempos de crise.

Convite para a 53ª Reunião da Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos

Foi convocada a 53ª Reunião da CT citada, a realizar-se no dia 27 de agosto de 2009, das 09h30 às 18h00, Brasília/DF, em local a ser posteriormente divulgado. Documentos da reunião estarão disponibilizados na página do CONAMA na Internet, no endereço:
http://www.mma.gov.br/port/conama/reunalt.cfm?cod_reuniao=1208


A Procter & Gamble vai apoiar projeto social brasileiro

A P&G por meio de sua causa corporativa Viver Aprender e Prosperar, cujo foco é melhorar a vida de crianças entre 0 e 13 anos e que apenas no ano passado melhorou a vida de mais de 60 milhões de crianças no mundo, assina parceria com a P&G Brasil e a United Way Brasil, criando o projeto Um Bom Começo. O projeto, que trará informações essenciais para fomentar o desenvolvimento infantil nas esferas física, emocional e intelectual de maneira saudável, foi o escolhido dentre vários na América Latina.

A partir de janeiro de 2011 a P&G, em parceria com a United Way Brasil, lançará uma campanha de conscientização sobre os cuidados necessários durante a Primeira Infância, que prevê atingir, no período de dois anos, 2 milhões de crianças e seus pais nos municípios do Rio de Janeiro - RJ, Salvador - BA, São Paulo - SP, Manaus - AM e Louveira-SP. “Nessa campanha, a United Way Brasil terá o papel de articular e desenvolver as parcerias, mobilizar jovens estudantes para a produção de peças publicitárias e coordenar a veiculação de todo material produzido. Estamos comprometidos em contribuir com o desenvolvimento saudável das nossas crianças e acreditamos que a sensibilização, informação e mobilização dos brasileiros seja a melhor estratégia para alcançar este objetivo”, afirma Fábio Cornibert, gerente geral da United Way Brasil.

Por meio de metodologia específica e o envolvimento de profissionais ligados aos cuidados infantis, a campanha vai oferecer informações sobre os cuidados que pais e educadores devem ter com crianças entre 0 e 6 anos para que elas cresçam física, emocional e cognitivamente mais saudáveis. Entre os parceiros que serão chamados a contribuir constam as Secretarias Municipais de Educação e Saúde, Universidades, líderes comunitários e de opinião, além de outras empresas e consultores em Primeira Infância.

Neste projeto está previsto um concurso com estudantes para o desenvolvimento da campanha de comunicação, que impactará o público em escolas, hospitais, metrô, comunidades, enfim a população de forma geral. “Há 171 anos a P&G tem como propósito melhorar a vida das pessoas por meio de seus produtos inovadores. Com este projeto e outros ligados a Sustentabilidade e Responsabilidade Social, queremos melhorar a vida das pessoas agora e também para as futuras gerações”, avalia Lisa Polloni, diretora de Relações Externas da Procter & Gamble no Brasil.

Sobre a Procter & Gamble

Três bilhões de vezes ao dia, as marcas da P&G participam da vida das pessoas em todo o mundo. A P&G possui um dos mais respeitados portfolios de produtos, com marcas líderes e de qualidade como Pampers, Ariel, Always, Pantene, Mach3, Oral-B, Duracell, Head & Shoulders, Wella, Gillette, Crest e Pringles. A comunidade P&G é formada por mais de 138 mil empregados que trabalham em 80 países. A P&G está comprometida, por meio de seu programa global Viver, Aprender e Prosperar, a melhorar as vidas de crianças em idade entre 0 e 13 que estejam em situações consideradas inadequadas. Para informações atualizadas visite https://webaccess.pg.com/dana-na/auth/url_default/welcome.cgi

SAC: 0800 701 55 15

Sobre a United Way Brasil

A United Way Brasil (UWB) é uma organização meio, sem fins lucrativos, que capta recursos de empresas associadas e de seus funcionários e investe em juventude, infância e voluntariado. Atualmente, a UWB desenvolve programas próprios, além de projetos sob medida para empresas, atuando nas seguintes frentes: Programa de Voluntariado Corporativo, Programa de Intercâmbio de Competências, projetos voltados à primeira infância, a projetos de educação focados em juventude e geração de renda. Para informações atualizadas visite o site: www.unitedwaybrasil.org.br

 

Convite para a 95ª Reunião Ordinária do CONAMA

Recebido convite para participar da 95ª Reunião Ordinária do CONAMA, que foi convocada para os dias 2 e 3 de setembro de 2009, das 09h00 às 18h00, no Auditório nº. 1 do Edifício sede do IBAMA, localizado no Setor de Clubes Esportivos Norte – SCEN, Trecho 2, Brasília/DF. A pauta, assim como outros documentos pertinentes estarão disponibilizados na página do CONAMA na Internet, no endereço abaixo:
http://www.mma.gov.br/port/conama/reunalt.cfm?cod_reuniao=1128

Convite para a 53º Reunião da Comissão Permanente do Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas – CNEA
Registramos o recebimento de convite para participar da 53ª Reunião da CP/CNEA, que será realizada no dia 1º de setembro de 2009, das 9h às 17h, na sala de Reuniões do Gabinete da SAIC, localizada no 9º andar do Edifício Sede do MMA, no Bloco B da Esplanada dos Ministérios, Brasília/DF. A pauta e os documentos referentes à reunião se encontram disponibilizados na página do CONAMA na Internet, no endereço abaixo:
http://www.mma.gov.br/port/conama/cnea/cneareun.cfm

MMA cria GT sobre REDD

Foi criado (18/8) o Grupo de Trabalho Interno (GTI) que vai subsidiar a posição do MMA sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) na Convenção sobre Mudança do Clima, em Copenhague (Dinamarca). O primeiro relatório do GT com as recomendações e orientações sobre o tema deve ser entregue em até 120 dias.

Instituído pela portaria nº. 273, esse grupo tem a função de elaborar subsídios que orientem o MMA nas negociações internacionais sobre REDD durante a convenção, que acontecerá em dezembro deste ano. Deve ainda avaliar alternativas de implantação de um sistema de incentivos para redução das emissões por desmatamento e degradação florestal no Brasil.

A coordenação dos trabalhos é feita pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental. O novo GT será composto ainda por representantes das secretarias Executiva e de Biodiversidade e Florestas, além da Assessoria de Assuntos Internacionais e do Serviço Florestal Brasileiro.


Oficina discute critérios para instalação de telecentros

O comitê interministerial promoveu (19/8) oficina com entidades não governamentais de diversos estados para tratar sobre a implantação de telecentros em unidades de conservação do País, programa de inclusão digital do governo federal que conta com a participação de vários ministérios e que vai contemplar diferentes segmentos da sociedade. A oficina tem como objetivo ajustar as demandas que surgirão com a ampliação do projeto, que deve instalar cerca de três mil postos em todo o País.

A prioridade para o Ministério do Meio Ambiente é atender às populações dentro e no entorno de unidades de conservação. A exemplo do que já ocorre no Acre, onde 10 postos atendem a populações tradicionais, comunidades ribeirinhas e reservas indígenas em localidades próximas à fronteira com o Peru. A experiência será estendida a mais de 300 localidade em 56 unidades de conservação.

A oficina conta com a parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Além do MMA e do MDA, o comitê é formado pelos ministérios da Pesca e Cultura, ICMBio, Funai e Seppir.


Arpa pode reduzir emissão de carbono em 1,1 bilhões de toneladas até 2050

Estudo que foi divulgado (19/8) revela que as áreas protegidas apoiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do Ministério do Meio Ambiente, têm potencial para reduzir um total de 1,1 bilhões de toneladas de emissões de carbono por desmatamento e degradação florestal evitados até 2050.

Segundo o levantamento intitulado "Redução das Emissões de Carbono do Desmatamento no Brasil: o Papel do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa)", se essas áreas protegidas pelo Arpa conseguirem alcançar a meta de desmatamento zero até o ano de 2050, o potencial de redução das emissões de carbono de 1,1 bilhões de toneladas no período será semelhante ao total de emissões do mundo todo por desmatamento e degradação florestal em 2007.

O estudo calculou a quantidade de carbono armazenada em 13 áreas protegidas que recebem suporte do Arpa e comparou com o desmatamento estimado na região se as áreas não fossem englobadas pelo programa. O resultado mostra que as áreas protegidas apoiadas pelo Arpa são responsáveis por armazenar 4,6 bilhões de toneladas de carbono, número que representa um décimo do carbono retido nas florestas remanescentes na Amazônia brasileira.

O coordenador do programa, Anael Aymoré, fará uma apresentação sobre os resultados obtidos em 2009 e as perspectivas para a segunda fase do Arpa. Além da ampliação das metas do programa, Aymoré vai falar também sobre a interface do Arpa com o Programa Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia o PPCDAm. A programação prevê ainda um painel do WWF-Brasil sobre o papel do sistema de unidades de conservação frente às mudanças climáticas.

O Arpa é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e implementado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com governos estaduais e municipais da Amazônia que aderiram ao Programa. Também fazem parte da sua gestão o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Banco Mundial, o KfW (banco de cooperação da Alemanha), a GTZ (agência de cooperação técnica da Alemanha) e o WWF-Brasil.

O lançamento do estudo será no Vila Chocolate - Anexo IV da Câmara dos Deputados 10° andar, a partir das 8h30. O evento é promovido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Frente Parlamentar Ambientalista, com apoio do WWF-Brasil.

Serviço Florestal e governo do Amapá debatem gestão de florestas públicas

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, e o governador do Amapá, Waldez Góes, reuniram-se (19/8) para definir uma agenda de cooperação para o fortalecimento da gestão de florestas públicas e da economia de base florestal para o Amapá.

O estado tem 9,4 milhões de hectares de florestas públicas federais e estaduais nas quais pode haver concessão florestal por meio de licitação para extração de madeira e de produtos não madeireiros de forma sustentável, como óleos e resinas.

Na agenda de discussões, em debate a política de gestão de florestas públicas no estado, a implantação da Lei de Gestão de Florestas Públicas (11.284/06) em âmbito federal, aspectos legais das concessões, elaboração do plano de manejo da Flona do Amapá, setor florestal do estado e pontos de cooperação.

Madeira Legal - As concessões florestais surgiram como uma estratégia para aumentar a oferta de madeira legal e evitar o desmatamento. Até o momento, o Serviço Florestal já realizou uma concessão em Rondônia, na Floresta Nacional do Jamari, e coordena o processo licitatório no Pará para a Floresta Nacional de Saracá-Taquera.

Esse instrumento está amparado na Lei de Gestão de Florestas Públicas (Nº. 11.824/06), que impede o desmatamento, a grilagem de terras públicas e promove o manejo florestal, modelo de desenvolvimento sustentável em que a própria floresta gera recursos para investimentos na conservação.

Gestão - O processo de concessão florestal não se trata de privatização de floresta pública. Os concessionários têm o direito de fazer uso sustentável dos recursos florestais das áreas especificadas nas áreas que são objeto dos contratos de concessão. Para isso têm de passar por um processo licitatório, cujo vencedor deverá pagar pelo uso dos recursos.

Do total arrecadado anualmente com as concessões, uma parcela de até 30% será, segundo previsto na lei, destinada ao Serviço Florestal e ao Ibama, para ser investida na fiscalização, monitoramento e controle das áreas licitadas, por meio de ferramentas como o Sistema de Detecção de Exploração Seletiva (Detex/Inpe), que permite verificar a exploração florestal por sensoreamento remoto.

O restante será destinado ao ICMBio gestor da unidade, ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, ao estado e municípios onde se localizam as áreas manejadas. Esses recursos compartilhados deverão ser aplicados em ações de conservação e uso sustentável das florestas.


Agricultura familiar no debate da legislação ambiental

Proposta de ajuste no Código Florestal terá como base acordo com pequenos agricultores

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse (18/8), que o governo está tomando como base de discussão os 22 artigos acordados entre o MMA e os setores da agricultura familiar para ajustes do Código Florestal Brasileiro. A afirmação foi feita no encerramento do "Seminário Nacional: A Legislação Ambiental e a Agricultura Familiar e Camponesa", evento realizado, em Brasília, pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Há menos de um mês, o Ministério do Meio Ambiente junto com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Agricultura Familiar no Brasil (Fetraf) divulgaram instruções normativas para solucionar diversos pontos acordados com os setores da agricultura familiar.

De acordo com o ministro, paralelo ao trabalho do MMA, o presidente Lula determinou à Casa Civil a coordenação de um grupo de trabalho formado pelos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura e Desenvolvimento Agrário para estudar o assunto. O grupo deve definir uma proposta de reforma no Código Florestal Brasileiro que, segundo Minc, deve contemplar não só a agricultura familiar, mas o conjunto da agricultura brasileira considerando os médios e grandes proprietários.

"Os 22 pontos acordados com os setores da agricultura familiar foram usados para iniciar as discussões do grupo de trabalho dos quatro ministérios que, depois de reuniões, há mais consenso do que desconsenso. No parlamento, a correlação de forças ainda é desigual, mas se o governo fechar uma posição única e equilibrada que signifique mais produção e mais proteção é possível seguir em frente", afirmou o ministro que se diz confiante com o grupo de trabalho.

A participação do ministro Carlos Minc no seminário demonstra que o Ministério do Meio Ambiente já consolidou aliança com os movimentos sociais da agricultura familiar, setor que hoje representa mais de 70% da mão-de-obra entregue na agricultura. Os dois dias de encontro reuniu 90 lideranças, estudiosos e especialistas da área ambiental, agrária e agrícola que discutiram a construção coletiva de estratégias e ações em defesa do meio ambiente para enfrentar as diversas propostas de mudanças relativas à legislação ambiental.

Biomassa residual pode gerar energia equivalente à de Jirau, diz estudo
A biomassa residual - dejetos liberados por animais, principalmente os da criação intensiva - poderia gerar um bilhão de quilowatts por mês no Brasil, uma quantidade de energia equivalente à da Usina Hidrelétrica (UHE) de Jirau, no rio Madeira, ou a 12% da energia de Itaipu.

Esse montante de energia seria capaz de suprir uma cidade com 4,5 milhões de habitantes e traria uma economia de R$ 2,7 bilhões por ano aos criadores de gado e pecuaristas. A informação é do estudo "Agroenergia da biomassa residual: perspectivas energéticas, socioeconômicas e ambientais", divulgado hoje (18) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em conjunto com a Itaipu Binacional.

De acordo com o relatório, o Brasil pode obter essa energia pelo biogás resultante do processamento sanitário da biomassa residual da agropecuária. A energia é gerada de forma descentralizada, em locais de criações confinadas de animais e unidades de agronegócio para produção de carne e leite.

Atualmente, esses resíduos causam impacto significativo no meio ambiente, contaminando água e solo e gerando gases de efeito estufa. Ao tratar sanitariamente a biomassa residual, os criadores estariam evitando essa poluição, e, ao deixar de emitir gases, podem inclusive comercializar créditos de carbono.

A produção de energia da biomassa residual também traria benefícios pela possibilidade de substituir fontes de alto impacto ambiental. "A UHE Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, irá gerar a mesma quantidade média de energia elétrica, provocando impactos ambientais e exigindo um investimento acima de R$ 13 bilhões, sem contar aquele necessário para a construção dos linhões destinados a entregar a energia ao Sistema Elétrico Nacional. No caso aqui proposto, os empreendimentos mitigarão os impactos ambientais dos criatórios", diz o estudo.

Além dos benefícios ambientais, os autores defendem que gerar energia através desses resíduos trará grandes benefícios econômicos, gerando emprego e renda e tornando a pecuária brasileira mais competitiva no mercado mundial.

 

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