Correio do
meio @mbiente
segunda-feira, 22/06/09 - 20h45
Governo incentiva assentados a recuperar
áreas degradadas
Trabalhador que preservar a floresta
receberá R$ 100 do Programa Bolsa Verde
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc,
disse, na sexta-feira (19), no lançamento do Mutirão
Arco Verde Terra Legal, em Alta Floresta (MT), que os
moradores de assentamento do Incra que se dispuserem a
reflorestar áreas degradadas vão receber
R$ 100 por mês, por parte do programa Bolsa Verde.
Minc explicou à população
do município que o pagamento por serviços
ambientais é uma das destinações
previstas no Fundo Amazônia. Ele destacou que o
reflorestamento fortalece o desenvolvimento sustentável,
e ainda garante que o trabalhador possa continuar tirando
seu sustento da floresta, protegendo o lugar que garante
sua renda. O ministro também destacou o potencial
para o ecoturismo na região da Amazônia,
seus rios e biodiversidade. "Ecoturismo gera emprego
e renda protegendo a natureza", destacou.
O presidente Lula falou que o mutirão
é a oportunidade de manter a floresta em pé
e a garantia de emprego para que a população
tenha a chance de poder viver com dignidade. Ele explicou
que o desmatamento pode impedir que países comprem
a carne e a soja brasileira. "Temos que dizer para
as pessoas que houve um momento em que a gente podia desmatar.
Agora, desmatar joga contra a gente", destacou.
Lula sugeriu a criação
de um serviço de atendimento por telefone, tipo
0800, para que a população possa tirar suas
dúvidas e ficalizar a implementação
das políticas previstas pela operação.
O mutirão Arco Verde Terra Legal pretende regularizar,
ao longo de três anos, 296 mil imóveis de
até 15 módulos fiscais ocupados por posseiros
nos nove estados da Amazônia. O conjunto de ações
do mutirão visa consolidar a prevenção
e o controle do desmatamento, fortalecendo a cultura de
desenvolvimento sustentável.
O lançamento do mutirão
aconteceu simultaneamente em Marabá (PA), com a
participação do ministro do Desenvolvimento
Agrário, Guilherme Cassel, e em Porto Velho (RO),
onde a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, salientou
que "o Brasil pode dar um grande exemplo ao mundo
que é possível desenvolver o país
mantendo a floresta em pé".
A Operação Arco Verde Terra
Legal tem como objetivos a promoção da regularização
fundiária, a regularização ambiental,
o acesso ao crédito, à assistência
técnica especializada e à difusão
tecnológica. A população dos 43 municípios
foco do mutirão vão ter auxílio de
bancos públicos, previdência social, além
de ajuda para a regularização fundiária
e ambietal e emissão de documentos básicos,
como identidade e título de eleitor.
MMA apresenta trabalho sobre acesso
ao crédito para atividades florestais
O acesso dos agricultores familiares
ao crédito do Programa Nacional de Fortalecimento
da Agricultura Familiar (Pronaf) e à Assistência
Técnica e Extensão Rural (Ater) em atividades
florestais é o tema do trabalho a ser apresentado
por técnicos da Secretaria de Biodiversidade e
Florestas no VII Congresso Brasileiro de Sistemas Agroflorestais,
que acontece de hoje (22) até sexta-feira (26)
em Luziânia (GO).
O congresso - cujo tema é Diálogo
e Integração de Saberes em Sistemas Agroflorestais
para Sociedades Sustentáveis - é organizado
pela Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais,
Embrapa e a Emater/DF, e conta com a parceria de cinco
ministérios, entre eles o Ministério do
Meio Ambiente. O objetivo é promover o diálogo
entre os saberes científico e popular sobre sustentabilidade
do uso da terra e contribuir com a construção
de novos paradigmas que promovam o avanço do conhecimento
científico e de sua aplicação no
setor produtivo em prol da sustentabilidade socioeconômica
e ambiental.
O Brasil é um território
com ampla cobertura florestal rica em biodiversidade,
que muitas vezes é considerada impeditiva ao desenvolvimento
do país. O modelo de ocupação utilizado
em diferentes regiões do país tem provocado
a substituição da cobertura florestal por
atividades socioeconômicas não sustentáveis
como agricultura, pecuária, mineração,
entre outras. Os sistemas agroflorestais são importantes
para reverter esse histórico brasileiro de ocupação,
otimizando o uso da terra, incentivando plantios florestais
em áreas alteradas, além de garantirem a
segurança alimentar.
Para o Ministério do Meio Ambiente,
os debates ajudarão a captar melhor as demandas
da sociedade em relação a formulação
de políticas públicas para o tema. Durante
o evento os técnicos da SBF aplicarquestionários
aos participantes do evento para fazer um levantamento
de experiências para auxiliar na implementação
do Plano Nacional de Silvicultura de Espécies Nativas
e Sistemas Agroflorestais.
Interessados podem se inscrever pelo
site:
http://www22.sede.embrapa.br/snt/viicbsaf/html/viicongresso/abertura.htm
PT aprova nota de apoio ao ministro
Carlos Minc
O bom combate por um modo de produção
sustentável da agricultura brasileira, em que o
incremento da produção de alimentos não
se faça ao arrepio da preservação
de rios, mares e florestas, deu um grande passo com a
aliança que está sendo construída
entre os movimentos ambientalistas e de agricultores familiares.
Como afirmou em nota de apoio ao ministro Carlos Minc,
a Fetraf-CUT, os "agricultores familiares não
aceitam ser usados como pretexto para latifundiários
e empresas rurais defenderem os interesses em expandir
suas fronteiras agropecuárias no Cerrado e na Amazônia".
Lideranças, anacrônicas
e imediatistas, do agronegócio parecem ter decidido
enfrentar de forma irresponsável suas necessidades
de expansão das áreas cultivadas pelo abandono
das áreas degradadas, ignorando as potencialidades
econômicas do patrimônio florestal brasileiro
e, dispondo toda artilharia contra o código ambiental
e o código florestal brasileiro. Esta guerra aberta
contra nosso patrimônio ambiental não encontra
eco nem junto a totalidade dos grandes e médios
produtores nem junto aos agricultores familiares. Lideranças
representativas do segmento de produção
do etanol já compreendem que seu futuro global
depende da implantação de condições
de trabalho decente e sua expansão não pode
ser feita à custa da destruição do
Pantanal, do Cerrado, da Amazônia. Se o fizeram,
perderão os produtores, o Brasil e o Planeta.
O Partido dos Trabalhadores convoca sua
militância para cerrar fileiras junto ao governo,
bem representado nessa questão pelo ministro Minc,
e junto à Contag, Fetraf e CUT e ao movimento ambientalista,
contra os ataques que ele vem recebendo de lideranças
retrógradas e inflexíveis dos produtores
rurais. Devemos fortalecer as lideranças que apostam
no diálogo entre os brasileiros da cidade e do
campo, sempre em favor da agricultura e do patrimônio
ambiental. (Íntegra em www.mma.gov.br)
Resolução do PT contra
mudança na lei florestal
O Diretório Nacional do PT, reunido
dias 18 e 19/6, em São Paulo, aprova a resolução
sobre propostas de alteração do Código
Florestal.
O mundo vive uma crise econômica
profunda, originada no núcleo d sistema capitalista
- os Estados Unidos - que se propagou por todo o planeta.
Além de agravar a crise social, gerando milhões
de desempregos nos países mais desenvolvidos, penaliza
enormemente os mais pobres e em desenvolvimento com a
perda de mercados, postos de trabalho e aumento da pobreza.
Graças às políticas
públicas promovidas pelo Goerno Lula o país
tem reduzido os impactos econômicos e sociais da
crise. O PT defende a manutenção da taxa
de investimento público e o estímulo aos
investimentos privados inorporando os critérios
socioambientais, como caminho para o Brasil sair da crise
com rapidez, garantindo emprego e renda aos trabalhadores
sem descurar dos respeitos aos direitos sociais e ambientais
que a sociedade reclama.
O PT manifesta sua posição
contrária às propostas de alterações
do Código Florestal, especialmente as referentes
às Áreas de Proteção Ambiental
e as Áreas de Reservas Legais das propriedades,
bem como a tentativa de se delegar aos entes federados
Estados e Municípios competências para delimitá-las.
O PT distingue a agricultura familiar
pelo seu papel econômico e social; que devidamente
orientada e apoiada cumpre um relevante papel ambiental;
devendo por isto ter um tratamento diferenciado.
O PT propõe que este debate sobre
legislação ambiental se dê no âmbito
da discussão de um projeto de desenvolvimento sustentável
para o país, onde a ocupação territorial
seja ordenada, a proteção dos ecossistemas
naturais seja efetiva e os benefícios de seus serviços
ambientais sejam universalizados, as atividades agropecuárias
apresentem ganhos de produtividade e de sustentabilidade
ambiental, tanto para disputar o mercado como garantir
a soberania alimentar do povo brasileiro. (Íntegra
em www.mma.gov.br)
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