Fórum discute avanços da Política
Nacional de Educação Ambiental
Secretária de Articulação Institucional
e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente,
Samyra Crespo, participa, hoje (22), às 16h30,
da abertura da sexta edição do Fórum
Brasileiro de Educação Ambiental. O evento
reunirá cerca de cinco mil pessoas no campus
Praia Vermelha, durante quatro dias, na Universidade
Federal do Rio de Janeiro, para debater diversos pontos
da educação ambiental no Brasil.
O evento acontece em um momento de avaliação
da implementação de ações
de educação em todo o Brasil. Em abril,
a Política Nacional de Educação
Ambiental (PNEA) completou dez anos, o que abriu o caminho
para debates sobre os avanços e os pontos em
que a política ainda precisa crescer. "O
momento é de refletir a caminhada dos últimos
dez anos e avançar porque o que importa é
o futuro", ressalta Samyra Crespo. O diretor do
Departamento de Educação Ambiental, Claudison
Rodrigues, participará, na sexta-feira, da mesa-redonda
"10 anos da PNEA".
A educação ambiental é trabalhada
de maneira transversal no Brasil. No fórum, os
debates envolverão especialistas de diversas
áreas, discutindo a educação ambiental
nos comitês de bacia, unidades de conservação
e em centros como as Salas Verdes e Telecentros. O MMA
trabalha para o fortalecimento da educação
ambiental no órgão e em suas vinculadas.
Os participantes poderão conferir cerca de 100
minicursos e oficinas, 10 mesas-redondas, 20 jornadas
temáticas, lançamentos de livros, shows
musicais, festival de vídeos, apresentação
de pôsteres, lançamento de livros e encontros
paralelos. O MMA vai aproveitar a ocasião para
lançar, na sexta-feira (24), às 17h, com
a presença do ministro Carlos Minc, a terceira
edição da Revista Agenda 21 e Juventude,
que reúne experiências de 26 jovens que
participam de implantação do Programa
em sua região. Após o lançamento,
Minc vai participar de mesa-redonda Educação,
Meio Ambiente e Sustentabilidade.
O fórum é o maior evento nacional para
discutir o tema. O evento realizado pela rede Brasileira
de Educação Ambiental (Rebea) com apoio
dos ministérios do Meio Ambiente e da Educação,
órgãos gestores da Política Nacional
de Educação Ambiental.
Ministério do Meio Ambiente e IBGE lançam
ZEE da Bacia do São Francisco
O Macrozoneamento Ecológico e Econômico
(ZEE) da Bacia Hidrográfica do Rio São
Francisco será lançado hoje pelo IBGE,
no Rio de Janeiro. O projeto faz parte do Programa Zoneamento
Ecológico-Econômico, coordenado pelo MMA
em conjunto com outros 12 ministérios. O estudo
faz um levantamento dos principais processos responsáveis
pela transformação do território
da bacia do São Francisco. Estas modificações
podem, por exemplo, acontecer em decorrência de
fatores como a dinâmica demográfica e o
acesso a determinadas regiões feito pela agricultura
ou por processos de industrialização.
O ZEE aborda ainda as questões estratégicas
para o vale do São Francisco, como o uso múltiplo
da água, a ocupação e o uso do
solo a governança socioambiental. Com base nestes
diagnósticos, serão planejadas as ações
governamentais necessárias para a implementação
de políticas públicas de emprego e renda,
revitalização e sustentabilidade de toda
a bacia para os próximos 20 anos.
A metodologia do diagnóstico é composta
por quatro temas: o socioeconômico, o meio físico
(que inclui a geologia, geomorfologia, clima, hidrologia
e pedologia, entre outros), o meio biótico (identificação
de áreas importantes para a conservação
da biodiversidade) e o jurídico e institucional
(identifica a ausência ou sobreposição
de políticas públicas).
De acordo com Luís Mauro Ferreira, técnico
da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural
Sustentável do MMA, a ação é
muito positiva para a bacia. Ele explica que pelo diagnóstico
socioambiental, por exemplo, os técnicos terão
condições de traçar um cenário
que contribua para a expansão da infra-estrutura
física e para a implementação de
ações governamentais, como abertura de
crédito para empresários e pequenos agricultores
de toda a bacia, e ainda para irrigação,
capacitação profissional de todas as comunidades
da área, serviços de assistência
e instalação de hospitais e escolas.
Ferreira acrescenta que serão feitas consultas
às prefeituras, universidades, instituições
públicas e da sociedade civil que tenham entendimento
sobre a região e possam contribuir para a construção
dos planejamentos, onde serão incluídas
questões relevantes como saneamento, combate
à desertificação, despoluição
da água e recuperação de áreas
degradadas.
Minc entrega certificado de criação
de RPPN à Fundação O Boticário
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, entrega hoje
(22), às 16h, certificado de criação
da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN)
Serra do Tombador à Fundação O
Boticário de Proteção à
Natureza. A unidade de conservação (UC)
fica em Cavalcante (GO) e foi oficializada pela portaria
nº. 26, de 8 de maio deste ano, assinada pelo presidente
do Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello. A solenidade
será no auditório do ICMBio, no Complexo
Administrativo do Sudoeste, em Brasília.
De propriedade da Fundação O Boticário,
a reserva possui uma área de 8.730,45 hectares
e é a segunda RPPN criada pelo grupo empresarial,
que já mantém a Reserva Natural Salto
Morato, no Paraná, com 819,18 hectares. A nova
reserva representa 10,99% do total de áreas protegidas
no bioma Cerrado.
Nos primeiros meses de 2009 o ICMBio proporcionou a
criação de 21 reservas deste gênero,
somando, no total, 10.046,69 hectares. O Brasil conta
ao todo com 524 RPPN, totalizando 484.675,23 hectares
em áreas protegidas por proprietários
particulares.
No Cerrado existem 132 RPPNs. É o segundo bioma
brasileiro com o maior número de áreas
protegidas por reservas particulares (79.396,83 ha),
perdendo apenas para o Pantanal (244.376,10 ha).
Categoria da UC
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural
(RPPN) são uma categoria de unidade de conservação
criada pela iniciativa de proprietários rurais
e tem como principal característica a conservação
da diversidade biológica. São gravadas
com perpetuidade (registradas para sempre como área
de preservação), na matrícula do
imóvel, sendo que o proprietário não
perde a titularidade da terra.
As RPPN são importantes porque possibilitam
a participação da iniciativa privada no
esforço nacional de conservação
da natureza e contribuem para ampliação
das áreas protegidas no País. Além
disso, apresentam índices altamente positivos
na relação custo/benefício, diversificam
as atividades econômicas, criando novas oportunidades
de emprego e renda na região onde são
instaladas, e possuem grande poder de difusão
regional da questão preservacionista.
Essas unidades são importantes também
na zona de amortecimento de outras unidades de conservação,
pois possibilitam a viabilização de estratégias
de conservação, especialmente em biomas
muito fragmentados, com a formação de
mosaicos de UCs, restaurando a conectividade entre diferentes
unidades.
A RPPN foi a primeira categoria de unidade de conservação
regulamentada após a publicação
da Lei nº. 9.985/00, que rege o Sistema Nacional
de Unidades de Conservação (SNUC). A criação
e gestão de RPPN são reguladas pelo Decreto
5.746, de 5 de abril de 2006.
Agricultura familiar - Os ministros
do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do Desenvolvimento
Agrário, Guilherme Cassel, anunciam hoje, às
10h45, na Sala Multimídia, do MMA, detalhes do
acordo histórico firmado com a agricultura familiar.
Em coletiva à imprensa, serão apresentadas
algumas medidas para efetivar parte do que foi acertado
após dois meses de negociações
com a Confederação Nacional dos Trabalhadores
na Agricultura (Contag), a Federação Nacional
da Agricultura Familiar (Fetraf) e o Movimento dos Pequenos
Agricultores (MPA) e com participação
de ONGs ambientalistas, das frentes parlamentares ambientalista
e da agricultura familiar e da Comissão de Meio
Ambiente do Senado. Grande parte das medidas que serão
anunciadas não requer alteração
nas leis vigentes. São atos infra-legais de aplicação
imediata. O acordo beneficiará mais de 80% dos
trabalhadores na agricultura do País, com garantias
de sustentabilidade. Serão divulgadas algumas
portarias e propostas de resolução ao
Conama. As bases das propostas de decretos e projeto
de lei dependem ainda de entendimentos com o Ministério
da Agricultura.
Saracá-Taquera - O Serviço
Florestal Brasileiro promove nos dias 23 e 27 de julho
visitas para as unidades de manejo que irão à
licitação na Floresta Nacional Saracá-Taquera.
A ida à Flona é facultativa. Sua opção
é para que os interessados em participar do processo
de licitação de concessão florestal
conheçam melhor a área. Serão disponibilizados
para transporte pessoal dos interessados carros do modelo
L-200 4X4, com motorista. A diária cobrada por
esse serviço é de R$ 320,00. São
necessários, no mínimo, dois carros.
Manejo florestal - Ação
do Serviço Florestal Brasileiro com moradores
do interior de Pernambuco tem permitido que 13 assentamentos
da reforma agrária, que abrigam 238 famílias
em 8.700 hectares, obtenham outra fonte de renda com
o uso sustentável da Caatinga. As pessoas atendidas
recebem apoio técnico para fazer o manejo da
Caatinga. Em Pernambuco existem cerca de 500 assentamentos,
dos quais 100 deles teriam tecnicamente potencial para
fazer manejo. Além de ser uma forma de complementar
a renda - em geral, os assentados praticam agricultura
para a própria subsistência e criam pequenos
animais -, o manejo traz mais perspectivas para os agricultores.