Governo alerta
populações ribeirinhas para enchentes no
Amazonas
quinta-feira, 16/04/09 - 17h43
O ano de 1953 marcou a história
de Manaus como o período da pior enchente da capital.
Na ocasião, o nível do rio Negro atingiu
a marca de 29,68 metros. Hoje (15/04) a marca está
em 28,16m, sendo que o período de cheias na região
costuma ser em junho (86% delas): o que sinaliza para
a possibilidade de a cidade enfrentar a sua maior enchente.
O alerta foi dado nesta quarta-feira pelo Ministério
do Meio Ambiente, Agência Nacional de Águas
(ANA), Secretaria Nacional de Defesa Civil, Serviço
Geológico do Brasil (CPRM) e Instituto Nacional
de Meteorologia (Inmet).
Nos dois últimos dias, o nível
do rio Negro subiu seis centímetros por dia, pasando
de 28,04m para 28,16m. A cota de alerta de inundação
é de 29m, e a previsão do Inmet é
de mais chuvas na região até pelo menos
o próximo dia 21. O primeiro alerta para a situação
de Manaus foi dado em 31 de março, com 70% de probabilidade
de acerto, segundo a CPRM.
"Estamos tangenciando a pior enchente
de Manaus. Os governos devem se preparar e informar a
sociedade", afirmou o ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc.
O diretor-presidente da ANA, José
Machado, destacou que a ANA, junto com parceiros, tem
monitorado os níveis dos rios e as chuvas na área,
de forma a munir os órgãos federais, estaduais
e municipais com as informações necessárias
e em tempo para se articularem. "Estamos alertando
com 60 dias de antecedência do período de
cheias, seguindo o princípio da precaução",
reforçou Minc.
Para o diretor da Agência Benedito
Braga, as instituições estão trabalhando
harmonicamente. Ele levantou ainda dois atenuantes para
o quadro: o rio a montante de Tabatinga está se
estabilizando, e o nível do Madeira está
na média, fora da situação de alerta.
A Defesa Civil informou já ter
enviado 312 toneladas de alimentos, 450 mil itens do kit
de desinfecção, além de lençóis,
colchões e mosquiteiros. Segundo o secretário
nacional de Defesa Civil, Roberto Guimarães, a
instituição está preparada para abrigar,
alimentar e medicar todas as pessoas que possam ser afetadas
pelas cheias. |