Belo Monte:
Reação pode ser imprevisível
terça-feira, 02/02/09 - 19h40
Bispo prevê violência de
ribeirinhos e índios contra a usina
“Esse povo vai chorar, vai gritar,
vai se levantar”, já dizia dom Erwin Kräutler,
presidente do Conselho Indigenista Missionário
(Cimi), sobre a imprevisível reação
dos povos indígenas e das populações
ribeirinhas contrárias ao projeto da Hidrelétrica
de Belo Monte, durante um debate sobre a sua construção.
Dom Erwin, que também é
bispo de Xingu, não descarta a possibilidade de
índios e ribeirinhos recorrerem à violência
para protestar contra a remoção da área,
por causa do alagamento de suas casas. “Eu peço
a Deus que não aconteça”, afirmou
o religioso.
Para o bispo, a construção
da hidrelétrica é mais uma forma de explorar
as riquezas do Estado sem foco no desenvolvimento local,
como ocorre com a mineração, a extração
de madeira e a criação de gado.
Dom Erwin duvida, inclusive, dos postos
de trabalho que, segundo os defensores do projeto, serão
criados com a instalação do empreendimento.
“Esse negócio de empregos diretos e indiretos,
isso para mim é falácia, eu não acredito”,
ressaltou.
Como opções ao investimento
na construção da Belo Monte, dom Erwin Kräutler
apontou o uso das energias eólica e solar e a modernização
de hidrelétricas mais antigas para que produzam
mais.
fonte: Agência Brasil
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